Para celebrar o aniversário de Florianópolis, o grupo Sociedade Histórica Desterrense (http://sociedadehistoricadesterrense.com) promoveu no último dia 23/03/2011, a saída fotográfica "Olhares sobre a História".
Além da homenagem aos 285 anos do local, o intuito do evento foi reviver costumes antigos, e reunir participantes devidamente trajados, com dresscode entre o Renascimento e a Primeira Guerra Mundial, no Centro Histórico da cidade.
11.4.11
Olhares sobre a história - Um relato
Por falar em eventos, saiu um relato sobre a saída fotográfica promovida pela Sociedade Histórica Desterrense no fotolog de Carollina Silva, uma das diretoras do grupo. Para ler a descrição que ela fez do encontro, basta clicar aqui. Abaixo, seguem o início do texto e a foto tirada por Maristela Giassi.
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Hana Matsuri com vapor
No sábado, dia 9 de abril, a Associação Nipo-Catarinense de Florianópolis organizou na cidade a comemoração anual do Hana Matsuri, ao pé da letra, "Festival das Flores", na verdade uma celebração em memória do nascimento do primeiro Buda, há mais de 2.500 anos. A Sociedade Histórica Desterrense aproveitou o momento para confraternizar com os amigos descendentes de - ou legitimamente - japoneses e também fez uma reunião no mesmo local, a praça Getúlio Vargas, mais conhecida como a dos Bombeiros. Aproveito as fotos tiradas pelo casal Saulo Popov Zambiasi e Patrícia Pinheiro para mostrar um pouco sobre como foi a festa nipônica, que incluiu pelo menos uma atração bem steampunk.
Aqui estou com o colega Julio Kammers, da SHD, e com a estudante de moda Luiza Cipriano, que planeja um evento steamer na cidade, com o apoio da Sociedade e do Conselho Steampunk local.
Festa na praça.
Bem Steampunk: o modo tradicional de se confeccionar katanas, as espadas japonesas.
Aqui estou com o colega Julio Kammers, da SHD, e com a estudante de moda Luiza Cipriano, que planeja um evento steamer na cidade, com o apoio da Sociedade e do Conselho Steampunk local.
Festa na praça.
Bem Steampunk: o modo tradicional de se confeccionar katanas, as espadas japonesas.
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9.4.11
Dicas de leitura para o fim de semana
Vou deixar os leitores neste sábado com três dicas de contos que têm em comum lançar um olhar fantástico em direção ao passado. Dois deles são, assumidamente, focados no steampunk. Primeiramente, um conto que faz parte de um cenário já comentado por aqui, aquele que está sendo trabalhado a seis mãos no blog Steamage. "Harold Spencer, o homem que nunca chegou ao front" é de autoria de Heitor Serpa, que dividiu sua história de estreia em duas partes. Abaixo, o início da narrativa:
Continua
O segundo exemplo foi postado por Thiago Ururahy em seu Tumblr. Como o próprio nome do conto indica, "Secessão Celestial" se passa em uma versão alternativa da Guerra Civil americana. Seguem as primeiras linhas:
Continua
Por fim, um conto que não é exatamente steamer, de um escritor já citado aqui algumas vezes. Marcelo Augusto Galvão republicou em seu blog "Augúrio", um texto com influência lovecraftiana que se passa na Roma Antiga e originalmente foi impresso no fanzine Scarium nº 21. Trecho inicial:
Continua
Boa leitura a todos!
Aiden era uma aldeia na região de Alesja – ou Aliesch nos tempos em que ainda era um país, antes de se juntar a outros cinco para formar a União Federativa. Longe dos maiores centros urbanos, numa região de bosques pouco tocados pelo homem, podia ser considerado um lugar de paz. Um canal escavado no rio que dava o nome ao vilarejo era o suficiente para abastecer o mesmo, de arquitetura simples e complementada por pontes e rodas d’água. Estas últimas, mais a fumaça vertendo das casas em estilo colonial, bastavam como tecnologia. Não era de se espantar que um lugar assim guardasse um asilo; a Casa de Repouso de Aiden, assentada no coração da floresta, constituía um dos maiores destaques de Alesja, sendo inclusive pioneira no tratamento de diversos males do corpo e da mente. Ao contrário da reputação não muito boa desse tipo de lugar, os ex-pacientes afirmavam o asilo como uma nascente de absoluta tranqüilidade, sem receber nenhum tipo de maltrato como choques térmicos, camisas de força e overdoses de morte em vida. Os motivos de ser tão eficiente sem as teorias da medicina atual, embora parecessem óbvios, continuavam um mistério incapaz de ser reproduzido fora dali. Sua sobrevivência vinha de doações, tantas que parte do investimento era aplicado na própria aldeia.
Continua
O segundo exemplo foi postado por Thiago Ururahy em seu Tumblr. Como o próprio nome do conto indica, "Secessão Celestial" se passa em uma versão alternativa da Guerra Civil americana. Seguem as primeiras linhas:
A sala da caldeira balançava a cada passo que o Juggernaut dava, avançando para dentro do Rio Hudson, em direção à margem norte. A gigantesca máquina de batalha dos Confederados surgira de dentro das águas e, na calada da madrugada, iniciara um ataque maciço ao depósito dos trens-bombardeiros do exército da União.
Por fora, o Juggernaut parecia ter sido moldado em um único bloco de cobre, tamanha a qualidade do trabalho executado pelos soldadores de New Orleans. A cabeça era cravejada de dezenas de grandes janelas arredondadas cercadas por tubos que expeliam o vapor. Dentro de cada uma, um grupo de engenheiros trabalhava incessantemente no calor das máquinas. A aparência era a de uma imensa colmeia pulsante e enevoada.
No entanto, por dentro do corpo, a maior arma de guerra da história dos Estados Unidos era um emaranhado de salas, corredores e complexos de controle que davam vida a um arsenal capaz de varrer Nova Iorque do mapa. Nada menos do que trezentos homens eram necessários para que ele funcionasse em sua plenitude destrutiva. Porém, na madrugada de 12 de abril de 1887, havia dois homens a mais dentro dela. E eles não eram Confederados.
Dentro da sala da caldeira principal, o soldado Sawyer era jogado de um lado para outro enquanto esmurrava um pesado comunicador no chão. O calor infernal lhe roubava as forças e o vapor enchia o aposento, dificultando a respiração e embaçando a visão. Diante da única porta da saleta, o soldado Finn atirava de maneira desenfreada com uma robusta metralhadora contra um grupo de guardas:
- Tom! Não vou aguentar por muito tempo! A munição está no fim! Tom?! Está me ouvindo?!
Continua
Por fim, um conto que não é exatamente steamer, de um escritor já citado aqui algumas vezes. Marcelo Augusto Galvão republicou em seu blog "Augúrio", um texto com influência lovecraftiana que se passa na Roma Antiga e originalmente foi impresso no fanzine Scarium nº 21. Trecho inicial:
Fausto Aurélio Belisário, comandante da Segunda Legião Augusta, sorriu com a notícia que acabara de ouvir. O homem ao seu lado continuou a falar:
- Os revoltosos vivem em Drwgg, uma cidade a dois dias de marcha, senhor – Cornélio Félix relatou o informe de um dos espiões infiltrados no oeste da Bretanha. Momentos antes, Félix havia comunicado ao seu superior hierárquico que os silures, uma tribo nativa da região, preparavam uma nova rebelião contra o Império Romano.
De uma varanda coberta, Belisário observava dezenas de legionários exercitando-se no pátio exterior do forte de Glevum. Uma chuva torrencial caía, algo bem conhecido dos romanos desde que as tropas do então imperador Cláudio invadiram aquela ilha úmida, vinte e quatro anos atrás. A frequência era quase diária, principalmente no começo do verão.
Como comandante da legião, Belisário podia suportar intempéries diversas. O que ele não tolerava eram homens incapazes de governar.
Era o caso do atual procônsul da província da Bretanha. Sem experiência militar anterior, Marco Trebélio Máximo decidira continuar o trabalho dos seus antecessores, consolidando o poder sobre as tribos já conquistadas e fazendo uma ou outra concessão para agradar aos nativos, ao invés de batalhar por novos territórios. Transformara a ilha em um lugar seguro para o império.
E em um completo tédio para os legionários. Sem combates, não havia butim dos inimigos para complementar os salários das legiões. O descontentamento entre soldados e oficiais era cada vez maior; uma insurreição poderia estourar a qualquer momento entre as fileiras romanas.
Felizmente, havia os silures, habitantes das montanhas que tomavam conta da maior parte da paisagem. Aquele povo, de pele mais escura que a dos outros nativos, era famoso por sua beligerância; ao longo de quase três décadas de ocupação, os romanos nunca conseguiram derrotá-los por completo. Na opinião de Belisário, faltava alguém de pulso firme para lidar com os revoltosos. O comandante que eliminasse aquela resistência seria recompensado à altura por Nero, o sucessor de Cláudio.
Um relâmpago cortou o céu acinzentado, dividindo o firmamento em dois por um breve momento. Belisário sorriu.
- Isto é um bom sinal, Félix – ele disse para o segundo em comando – Marte ouviu nossas preces.
Continua
Boa leitura a todos!
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7.4.11
SteamCast sobre Mortal Engines
Mais recente iniciativa do Conselho Steampunk, a série de programas em vídeo apresentada por Bruno Accioly está se firmando como a principal fonte de entrevistas de autores internacionais de literatura especulativa. A terceira edição do SteamCast entrou recentemente no ar e foi inteiramente dedicada ao escritor e ilustrador inglês Philip Reeve, autor da tetralogia futurista com conceitos steamers Mortal Engines, já comentada por aqui e que ainda este mês deve ter seu primeiro romance publicado no Brasil pela editora Novo Século. Aliás, a editora abriu um site muito bacana para divulgar a obra, explicando algumas das referências retrofuturistas, sejam steampunk ou diselpunk, entre outras atrações. O SteamCast pode ser acessado de lá ou ainda do site criado especialmente para o projeto, onde se lê a apresentação abaixo:
Terceiro episódio do vidcast produzido pelo Conselho SteamPunk. Trata-se de um projeto ambicioso voltado para os Steamers de todo o mundo, sendo legendado em inglês quando a língua falada é o português e legendado em português quando a língua falada é o inglês.
O SteamCast tem como meta divulgar notícias, personalidades e obras relacionada a Cultura SteamPunk e a Ficção Especulativa, promovendo artistas nacionais fora do país e artistas de fora do país para os Brasileiros.
Nesta terceira edição Bruno Accioly entrevista com o escritor e ilustrador Philip Reeve, cuja obra Mortal Engines está sendo lançada no Brasil pela Novo Século Editora.
Apresentação, Edição, Redação, Tradução e Direção:
Bruno Accioly
Agradecimentos:
Carol Fortuna
Cândido Ruiz
Carlos Felippe
Carla Gonzaga Rabetti
Uma produção conjunta:
dotweb.com.br
Novo Século Editora
Conselho SteamPunk
aoLimiar . Rede de Literatura Fantástica
OutraCoisa.com.br
6.4.11
Steam for sale
E já que falei no Sillof, noto que há uma nova seção no blog do rei da customização. Nela, o artista põe a venda algumas de suas criações exclusivas, algo raro, uma vez que sua peças normalmente são para participar de eventos como a CustomCon e para coleção particular. Entre os modelos à venda, diversos têm inspiração steampunk.
A Justice League by Gaslight é a linha mais famosa dele, chegou a gerar mais de um milhão de acessos à sua página quando foi divulgada. Baseada em uma graphic novel ilustrada por Mike Mignola e já resenhada por aqui, o preço sugerido para os oito personagens incluídos é de US $ 1,900.
Victorian Avengers também leva o mesmo conceito steamer a heróis da Marvel, chamados no Brasil de Vingadores. Também com oito figuras, está custando US $ 1,700 levar para casa essas maravilhas.
Os três próximos itens contam com inspiração Weird West. O primeiro deles, é a versão trabalhador de ferrovias de Thor. Por US $ 150.
A seguir, um Tony Stark com armadura do Homem de Ferro removível, igualmente por US $ 150
Por último, o espião Nick Fury em trajes de soldado da União, por apenas US $ 100. Mas no blog de Sillof há outras peças com outras propostas estéticas.
A Justice League by Gaslight é a linha mais famosa dele, chegou a gerar mais de um milhão de acessos à sua página quando foi divulgada. Baseada em uma graphic novel ilustrada por Mike Mignola e já resenhada por aqui, o preço sugerido para os oito personagens incluídos é de US $ 1,900.
Victorian Avengers também leva o mesmo conceito steamer a heróis da Marvel, chamados no Brasil de Vingadores. Também com oito figuras, está custando US $ 1,700 levar para casa essas maravilhas.
Os três próximos itens contam com inspiração Weird West. O primeiro deles, é a versão trabalhador de ferrovias de Thor. Por US $ 150.
A seguir, um Tony Stark com armadura do Homem de Ferro removível, igualmente por US $ 150
Por último, o espião Nick Fury em trajes de soldado da União, por apenas US $ 100. Mas no blog de Sillof há outras peças com outras propostas estéticas.
Weird West Wars
Tenho falado muito de Weird West neste blog, mas tinha deixado passar uma beleza de novidade que, felizmente, me foi chamada a atenção pelo pessoal da Universo Colecionáveis (além de serem a melhor loja de figuras de ação de Floripa, foi deles que vieram o Zod e a Ursa que ganhei na primeira edição da HQCon). O customizador Sillof, um artista das figuras de ação que é presença constante por aqui, recriou os personagens da franquia de Gerorge Lucas como se eles fossem caubóis. West Wars é o nome dessa linha que segue uma tendência do criador já comentada por aqui, quando ele jogou Luke Skywalker e companhia no Japão Feudal.
Foi dessa forma que o próprio customizador apresentou seu trabalho no blog que mantém, o Sillof's Workshop. Então, sem mais delongas, vamos ver algumas dessas belezas que o cara preparou.
Este é o xerife Akan "Death" Vardas que trabalha "com os barões ladrões e os magnatas das estradas de ferro do território". O cara usa o típico chapéu preto dos vilões e por baixo a máscara remete ao respirador de Darth Vader.
Os ajudantes do xerife, a versão faroeste dos Stormtroopers. Aqui com uns toques de cinza no visual e mais uma vez com a máscara de lenço fazendo uma citação às máscaras dos originais.
O mocinho, Luke S. Walker, criado por tios agricultores pobres na fronteira.
O amigo do mocinho, Hank "Solo" Solomon. Como diz o próprio Sillof, Han Solo sempre foi o personagem mais western da saga de Lucas. Aqui, ele está completamente em casa.
O amigo do amigo do mocinho. Chewing Bear é o meu favorito. A ideia do artista foi a de não usar robôs nem outros elementos fantásticos, então, para a sua versão de Chewbacca ele usou um intimidador guerreiro indígena coberto com uma pele de urso. Simples e genial. Veja outros personagens no blog de Sillof, vale muito a pena.
West Wars é uma linha de figuras customizadas que continua minha experiência de pegar muitos elementos de Star Wars e enfatizá-los individualmente. A trilogia original, principalmente Uma nova esperança (Episódio IV), foi influenciada pelos westerns. O empoeirado das pequenas cidades da fronteira, a cantina decadente, os tiroteios para ver quem saca mais rápido etc. Esta linha destina-se a ser totalmente western, sem outros elementos. Para maior autenticidade, todos os nomes são combinações com verdadeiros homens da lei e bandidos do oeste americano. Esta linha está em produção há bastante tempo. Muitas das figuras foram iniciadas após Steam Wars e quando as da Segunda Guerra Mundial e de samurais sequer haviam sido começadas.
Foi dessa forma que o próprio customizador apresentou seu trabalho no blog que mantém, o Sillof's Workshop. Então, sem mais delongas, vamos ver algumas dessas belezas que o cara preparou.
Este é o xerife Akan "Death" Vardas que trabalha "com os barões ladrões e os magnatas das estradas de ferro do território". O cara usa o típico chapéu preto dos vilões e por baixo a máscara remete ao respirador de Darth Vader.
Os ajudantes do xerife, a versão faroeste dos Stormtroopers. Aqui com uns toques de cinza no visual e mais uma vez com a máscara de lenço fazendo uma citação às máscaras dos originais.
O mocinho, Luke S. Walker, criado por tios agricultores pobres na fronteira.
O amigo do mocinho, Hank "Solo" Solomon. Como diz o próprio Sillof, Han Solo sempre foi o personagem mais western da saga de Lucas. Aqui, ele está completamente em casa.
O amigo do amigo do mocinho. Chewing Bear é o meu favorito. A ideia do artista foi a de não usar robôs nem outros elementos fantásticos, então, para a sua versão de Chewbacca ele usou um intimidador guerreiro indígena coberto com uma pele de urso. Simples e genial. Veja outros personagens no blog de Sillof, vale muito a pena.
5.4.11
Boas novas internacionais
Estive o dia inteiro fora nesta terça-feira (entre outras coisas, assistindo a um filme que não tem a ver diretamente com o assunto deste blog, mas que devo resenhar por aqui ainda esta semana, a animação Rio, dirigida pelo brasileiro Carlos Saldanha para 20th Century Fox), e quando volto para casa, vejo duas ótimas notícias que me aguardavam no mundo virtual. A primeira delas, um emai de S.J. Chambers, co-editora, ao lado de Jeff VanderMeer, da Steampunk Bible (que tem uma tag por aqui). O contato foi para pedir meu endereço para me enviarem dentro de algumas semanas uma edição de colaborador daquela publicação. Como disse antes, haverá naquele livro um trecho da noveleta "Cidade Phantástica", traduzida para o inglês por Fábio Fernandes.
E a segunda novidade também diz respeito ao escritor e tradutor carioca. Dando uma olhada rápida no que me foi twittado hoje enquanto eu estava fora, li que ele acabou de vender uma nova história para o exterior,mais exatamente para a primeira edição de uma revista que trata de retrofuturismo. Ops, na verdade, ele acabou de me atualizar nos comentários: Fábio Fernandes vendeu uma história hoje, de fato, para outra publicação e, no mesmo dia, foi anunciada a publicação da revista de retrofuturismo, que já estava acertada anteriormente e sobre a qual vou falar a seguir. Vou fazer uma tradução rápida do post que anunciou o lançamento da Paleofuture Magazine:
Enfim, comecei o dia bem com a notícia dos meus colegas na coletânea Deus Ex Machina, vi um ótimo filme, encontrei muitas pessoas bacanas e ainda encerro a jornada com essas duas boas novas. Uma bela terça-feira, esta.
E a segunda novidade também diz respeito ao escritor e tradutor carioca. Dando uma olhada rápida no que me foi twittado hoje enquanto eu estava fora, li que ele acabou de vender uma nova história para o exterior,
A primeira edição de Paleofuture Magazine está disponível para compra! A versão impressa custa $11.99 e inclui download gratuito de um arquivo PDF que ficará ótimo em sua futurística máquina computacional. Ou você pode escolher fazer apenas o download da versão em PDF por apenas $1.99.
A primeira edição de Paleofuture Magazine é inteiramente sobre comida, com 42 páginas de artigos, resenhas e imagens raras, a maioria dos quais nunca vistos anteriormente no blog Paleofuture. A lista de colaboradores inclui Bob Sassone, Josh Calder, Ryan V. Lower, Fábio Fernandes, e Mike Frodsham. Peça seu exemplar hoje!
Enfim, comecei o dia bem com a notícia dos meus colegas na coletânea Deus Ex Machina, vi um ótimo filme, encontrei muitas pessoas bacanas e ainda encerro a jornada com essas duas boas novas. Uma bela terça-feira, esta.
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Os autores e os contos de Deus Ex Machina
A próxima coletânea nacional dedicada ao steampunk já tem sua lista de autores e de contos definida. Com a inusitada mistura de elementos steamers e temática envolvendo a luta entre seres do Céu e do Inferno, Deus Ex Machina - Anjos e Demônios na Era do Vapor vai trazer o cabalístico número de 13 histórias em suas páginas, escolhidas entre as quase meia centena de textos enviados para apreciação dos editores, o casal steamer Cândido e Tatiana Ruiz além de M.D. Amado, da editora Estronho. Como já havia antecipado aqui, tive a honra de ser chamado para ser o escritor convidado desta edição, e agora fico feliz em conhecer os doze colegas que estarão presente no livro comigo. No segundo aniversário deste blog, divulguei os parágrafos iniciais do meu conto "A conquista dos mares", uma fantasia dentro do universo do miniconto "A diabólica comédia", estejam convidados a conhecê-lo ou até mesmo reler esse tiragosto.
A segui, republico a mensagem da Editora Estronho aos escritores que participaram do projeto, também deixando meu agradecimento a todos, autores, editores e leitores que deram sua contribuião para essa ideia seguir em frente:
A segui, republico a mensagem da Editora Estronho aos escritores que participaram do projeto, também deixando meu agradecimento a todos, autores, editores e leitores que deram sua contribuião para essa ideia seguir em frente:
Olá, estronhos,
Chegamos ao final da seleção de Deus Ex Machina, Anjos e Demônios na Era do Vapor, com 42 contos inscritos, válidos e mais 3 fora do regulamento.
Para acompanhar nosso autor convidado Romeu Martins (Conquista dos Mares), temos os anjos e demônios a seguir: Alex Nery (Os relógios pensantes de Sua Majestade), Alliah (O Sheol de Abadoon), Carlos Alberto Machado (Nefelin), Daniel Itruvides Dutra (A máquina dos sonhos), Davi M. Gonzales (O Dia do Grande Uirá), Fergusson (A Obscura História da Sterling Railways), Georgette Silen (Avatar de Anjo), Leonilson Lopes (O Pai das Mentiras), Norberto Silva (Anhanguera), Paulo Fodra (A Seita do Ferrabraz), Rebeca Bacin (Cálico: entre o céu e o inferno) e Yuri Wittlich Cortez (Zeitgeist - Brigada Anti-Incêndio)
Muito obrigado a todos pela participação (selecionados ou não),
Atenciosamente,
Tatiana Ruiz, Cândido Ruiz e M. D. Amado
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4.4.11
O lado mais punk do steam
Vou citar um post aqui que chegou até mim por uma dica do divulgador de ciência Daniel Bezerra via twitter. O assunto vem bem a calhar após o incidente nuclear que atingiu o Japão após o terremoto seguido de tsunami no mês passado. Vale como reflexão a respeito de como não existem respostas fáceis quando o assunto é atender a necessidade humana de geração de energia. Em tempo, como comentei com Bezerra, este assunto me lembrou um conto envolvendo Sherlock Holmes sobre o qual comentei em outro blog: "O caso do ácido carbônico" ("The carbon papers"), escrito pelo inglês John Gribbin, publicado no Brasil pela saudosa Isaac Asimov Magazine (o exemplar pode ser baixado aqui, e eu considero esta uma autência aventura steampunk do famoso detetive criado por Conan Doyle).
Mas vamos ao citado post, escrito por Kentaro Mori do blog 100 Nexos:
Mas vamos ao citado post, escrito por Kentaro Mori do blog 100 Nexos:
Como você deve saber, há neste momento uma usina de energia no oriente lançando partículas nocivas na atmosfera, incluindo elementos radioativos, que podem causar doenças e mortes. O que todos deveriam saber é que em conjunto estas usinas já matam centenas de milhares de pessoas todo o ano. E o que todos deveriam realmente saber é que estamos falando de usinas movidas por inofensivos pedaços de carvão.
Surpreendentemente usinas movidas a carvão chegam a lançar mais radioatividade ao ambiente que usinas nucleares pela mesma quantidade de energia produzida. Inofensivos pedaços de carvão mineral contêm quantidades naturais e usualmente desprezíveis de elementos radioativos como urânio e tório. Queime o carvão transformando-o em uma fina fuligem, e a concentração destes elementos radioativos pode aumentar em até dez vezes. Multiplique isto pelas quantidades gigantescas de carvão que devem ser queimadas para produzir energia – apenas a China consumiu 3,2 bilhões de toneladas no ano passado – e ao final as doses estimadas de radiação recebidas por pessoas vivendo nas proximidades de usinas movidas a carvão são iguais ou maiores do que aquelas que vivem ao lado de usinas nucleares.
E ainda assim, tais doses são essencialmente inofensivas. O que sim mata são poluentes muito mais tradicionais.
Em 1952, uma espessa cortina de fumaça cobriu a cidade de Londres e matou 4.000 pessoas em quatro dias. Outras 8.000 vítimas morreriam nas semanas e meses seguintes. A causa não foi uma violenta catástrofe natural sem precedentes. A causa foi a fortuita confluência de eventos meteorológicos – como as familiares camadas de inversão – que fizeram com que poluentes atmosféricos fossem concentrados sobre a cidade.
Enquanto milhares de pessoas morriam, não houve pânico. A cidade que conheceu primeiro tantos dos problemas de megalópoles modernas já havia sofrido com “smogs” anteriores, ainda que este fosse particularmente intenso e incômodo. As vítimas fatais foram indivíduos já fragilizados, como bebês e idosos, ou pacientes que já possuíam problemas respiratórios. Foi apenas ao compilar estatísticas que esta tragédia silenciosa tornou-se clara, motivando legislações como os Clean Air Acts em 1956 que restringiriam a poluição atmosférica.
Tragédias similares deixaram de ocorrer em Londres, mas a poluição atmosférica ainda é uma das principais causas de morte no mundo. Estima-se que tenha sido a causa de morte de meio milhão de pessoas na China apenas no ano passado.
Enquanto milhões morrem, não há pânico.
“É assim que o mundo acaba. Não com uma explosão, mas com um suspiro” – TS Elliot
Esboços de mangá steampunk nacional
Comentei sobre o projeto de um almanaque brasileiro de quadrinhos em estilo japonês por aqui, com as seguintes palavras:
O mesmo Alexandre Lancaster inaugurou no site da Ação Magazine um blog no qual não só deve concentrar seus textos a respeito do steampunk como também divulgou alguns esboços e estudos de personagens da série que vai publicar naquela revista. "Expresso!" é uma história em quadrinhos sobre um jovem inventor brasileiro que já apareceu na forma do conto "A música das esferas" na coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário. Segue abaixo uma das imagens do caderno de esboços do quadrinista e o início de seu texto de apresentação do material:
Continua
Mais uma notícia envolvendo quadrinhos de interesse para quem curte retrofuturismo. Alex Lancaster está à frente de um projeto que pretende trazer ao Brasil o mesmo modelo usado no Japão para apresentar séries de mangás, um almanaque cuja rotatividade dos títulos dependerá da popularidade de cada obra. Serão os leitores, interagindo com os editores e autores, que determinarão qual série de Ação Magazine terá continuidade em suas páginas. Uma amostra do material que está disponível para apreciação dos leitores pode ser acessado neste endereço, no qual se encontra o número zero da revista, cuja capa é esta abaixo, que segue bem de perto o padrão nipônico:
O mesmo Alexandre Lancaster inaugurou no site da Ação Magazine um blog no qual não só deve concentrar seus textos a respeito do steampunk como também divulgou alguns esboços e estudos de personagens da série que vai publicar naquela revista. "Expresso!" é uma história em quadrinhos sobre um jovem inventor brasileiro que já apareceu na forma do conto "A música das esferas" na coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário. Segue abaixo uma das imagens do caderno de esboços do quadrinista e o início de seu texto de apresentação do material:
Algumas pessoas viram esta imagem acima no meu Twitpic pessoal. Ela foi extraída do meu caderninho de esboços – um Moleskine genérico de capa vermelha, que acompanhou boa parte do desenvolvimento de meus personagens em sua forma atual. A verdade é que Expresso!, apesar de ser baseado em conceitos que eu tinha guardados desde os doze anos de idade, foi só tomar sua forma definitiva na virada dos anos 90 para os 2000, quando eu comecei a pôr em ordem todo esse universo sob o eixo do conceito do Edisonade. Esse caderninho na realidade reflete as dúvidas e indefinições que acompanharam a definição final dos personagens de suas formas preliminares ao que são hoje – isso porque olhando bem, as versões originais eram bem menos shonen (ou, pelo menos, menos shonen em termos de hoje em dia): eram muito ligadas a aquele espírito dos velhos materiais da World Masterpiece Theatre, que me influenciou um bocado. Não vou reclamar desse processo de "shonenização" da série porque isso deu algum tipo de personalidade à forma final; ela poderia, hoje, estar parecendo um item de nostalgia, com ecos do Miyazaki pré-Ghibli. Não acho que isso fosse algo saudável. Temos que respeitar o passado e tratá-lo com a reverência que se deve, mas temos que criar algo novo, romper com as amarras e seguir em frente.
Continua
3.4.11
Uma amostra da cidade amaldiçoada
Que beleza acordar num domingo ensolarado e com uma boa notícia esperando na timeline do twitter! Nesta madrugada, M.D. Amado preparou uma bela amostra da próxima coletânea de sua editora, a Estronho, na qual estarei presente com meu exemplar weird west "Domingo, Sangrento Domingo". Não apenas um, mas dois contos de Cursed City - Onde as almas não têm vez estão disponíveis para que os leitores possam baixá-los em um arquivo pdf. São eles "O gigante, a curandeira e a lutadora de Kung-Fu", de Alfer Medeiros e "Just like Jesse James", de Alliah. O primeiro narra uma história de vingança nas ruas assombradas daquela cidade, na qual, além dos três personagens do título, ainda surgem lobisomens, uma especialidade do autor. O segunda conto, tem início no saloon local, de Billy Monstrengo, e segue com um vislumbre de um autêntico trem-fantasma. O arquivo pode ser baixado aqui, entre outros cinco livros da editora também com trechos livres para degustação, e segue a diagramação e projeto gráfico da versão imprensa, que brevemente deve sair da gráfica para as vendas na loja Estronho. Boa leitura e bom domingo!
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Weird West
2.4.11
Lordes do Vapor
Comentei por aqui pelo menos em duas oportunidades (a primeira e a segunda) sobre uma iniciativa do Conselho Steampunk em parceria com OutraCoisa e dotWeb: o site Steamgirls, que promove um concurso de trajes steampunk entre o público feminino que aprecia este gênero. Um projeto paralelo mais recente faz o mesmo com a parcela masculina dos entusiastas da cultura steamer. O nome não poderia ser outro que não fosse Steamboys. Até o momento, são dois os neovitorianos apresentados pelo site, vamos a uma amostra das fotos e das descrições contidas naquela página:
Diego de Sousa é um dos responsáveis pela Loja Pernambuco do Conselho SteamPunk e ao praticar o SteamPlay enverga a persona de Amadeus Brown, um anti-herói SteamPunk.
Carlos Alberto, da Loja Paraná, mais conhecido como Captão Escarlate: Viajante do Tempo da era vitoriana. Recebeu um presente de grego de uma raça alien. Ele era um ser imortal que, ao começar suas viagens pelo tempo, descobre que perde anos de sua vida.
Diego de Sousa é um dos responsáveis pela Loja Pernambuco do Conselho SteamPunk e ao praticar o SteamPlay enverga a persona de Amadeus Brown, um anti-herói SteamPunk.
Carlos Alberto, da Loja Paraná, mais conhecido como Captão Escarlate: Viajante do Tempo da era vitoriana. Recebeu um presente de grego de uma raça alien. Ele era um ser imortal que, ao começar suas viagens pelo tempo, descobre que perde anos de sua vida.
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1.4.11
Superdotados e Eticamente Ilimitados 3
Estou acompanhando o lançamento da série de mangá Hollow Fields desde a metade de 2010, quando saiu a divulgação de seu lançamento no Brasil e agora, quase um ano depois, pude ler a terceira e última parte publicada pela editora NewPop. Como era de se esperar, sua autora, a australiana Madeleine Rosca - uma mangaka bastante devotada às tradições quadrinísticas japonesas -, encerra a história com o confronto definitivo entre a heroína de dez anos incompletos, Lucy Snow, e a centenária vilã Sra. Weaver. Uma batalha que ocupa parte das mais de 200 páginas deste derradeiro volume, enquanto a destruição toma conta do ambiente ao redor: fogo e explosões derrubando o colégio maligno que dá nome à HQ, com suas chaminés e engrenagens que remetem tanto ao steampunk quanto ao clockpunk. Um encerramento bastante apropriado para esses quadrinhos de apelo juvenil, aguardado desde a primeira parte da trilogia.
Neste ponto da série, a escritora entrega as respostas que estavam sendo mantidas em suspense ao longo de todos estes meses: qual é o plano sinistro de Weaver? O que acontece com os alunos enviados para o moinho? Quem está por trás daquele estranho cubo falante que ajuda Lucy nas tarefas escolares? Todas as pontas soltas são respondidas no devido tempo, naquele ritmo sem muita pressa dos mangás, uma narrativa bem mais lenta do que a maioria das HQs ocidentais, tendo os geralmente acelerados comics de super-heróis americanos à frente. Madeleine também segue de perto o estilo oriental no desenho em preto e branco de sua série, usando a maioria das ferramentas típicas dos mangás: das expressões faciais de seus personagens de olhos grandes e narizes microscópicos até a maneira de inserir onomatopéias, dentre todos os demais exemplos possíveis. Pena que a parte mais vistosa de sua arte, a elaboração de cenários detalhados com a estética steamer, seja deixada meio de lado neste terceiro volume, em comparação aos anteriores.
O que atrapalha um pouco a leitura de Hollow Fields é um certo desleixo com os diálogos, quase sempre prolixos a ponto de irritar. O leitor teria muito a agradecer caso a autora ou seus editores dessem uma bela enxugada no que vai dentro dos balões. No caso brasileiro, isso se agrava por uma falta gritante de revisão, que deixa passar mais erros no encerramento da trilogia que em seus episódios anteriores. Se na resenha da segunda edição eu já havia comentado que existe uma dificuldade em se acertar a conjugação do verbo "ver", aqui ela se repete e se multiplica. Some-se a isso muita confusão entre segunda e terceira pessoa, às vezes na mesma frase (um exemplo: "Sim, eu posso tirar tua detenção do seu histórico escolar"), mais confusão entre o uso de "mal" e "mau" ("Seu menino mau... mandou muito mau, Simon!"), e, ainda, questões de estilo, como excesso de palavras repetidas ("Mal posso esperar pra ver a cara de terror na cara deles"). A NewPop e, principalmente seus leitores em idade escolar - já que este quadrinho específico é recomendado para crianças a partir de 12 anos - só teriam a ganhar com uma revisão mais apurada do material que a editora põe nas bancas.
Neste ponto da série, a escritora entrega as respostas que estavam sendo mantidas em suspense ao longo de todos estes meses: qual é o plano sinistro de Weaver? O que acontece com os alunos enviados para o moinho? Quem está por trás daquele estranho cubo falante que ajuda Lucy nas tarefas escolares? Todas as pontas soltas são respondidas no devido tempo, naquele ritmo sem muita pressa dos mangás, uma narrativa bem mais lenta do que a maioria das HQs ocidentais, tendo os geralmente acelerados comics de super-heróis americanos à frente. Madeleine também segue de perto o estilo oriental no desenho em preto e branco de sua série, usando a maioria das ferramentas típicas dos mangás: das expressões faciais de seus personagens de olhos grandes e narizes microscópicos até a maneira de inserir onomatopéias, dentre todos os demais exemplos possíveis. Pena que a parte mais vistosa de sua arte, a elaboração de cenários detalhados com a estética steamer, seja deixada meio de lado neste terceiro volume, em comparação aos anteriores.
O que atrapalha um pouco a leitura de Hollow Fields é um certo desleixo com os diálogos, quase sempre prolixos a ponto de irritar. O leitor teria muito a agradecer caso a autora ou seus editores dessem uma bela enxugada no que vai dentro dos balões. No caso brasileiro, isso se agrava por uma falta gritante de revisão, que deixa passar mais erros no encerramento da trilogia que em seus episódios anteriores. Se na resenha da segunda edição eu já havia comentado que existe uma dificuldade em se acertar a conjugação do verbo "ver", aqui ela se repete e se multiplica. Some-se a isso muita confusão entre segunda e terceira pessoa, às vezes na mesma frase (um exemplo: "Sim, eu posso tirar tua detenção do seu histórico escolar"), mais confusão entre o uso de "mal" e "mau" ("Seu menino mau... mandou muito mau, Simon!"), e, ainda, questões de estilo, como excesso de palavras repetidas ("Mal posso esperar pra ver a cara de terror na cara deles"). A NewPop e, principalmente seus leitores em idade escolar - já que este quadrinho específico é recomendado para crianças a partir de 12 anos - só teriam a ganhar com uma revisão mais apurada do material que a editora põe nas bancas.
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