Faz tempo que não apareço por aqui, tanto que o blogger até pediu confirmação extra para a minha senha. Este ano está sendo mais conturbado que a média, vamos ver se será possível voltar a fazer algumas postagens e continuar acompanhando o cenário steampunk no Brasil. Um exemplo de que o assunto continua em voga em nosso país me chegou por comentário vindo de Rommel Werneck, um entusiasta do tradicional traje escocês conhecido como kilt.
O paulista compôs um visual inspirado por um dos personagens favoritos deste blog para comparecer ao IV Picnic Steampunk realizado na capital de São Paulo. Registrado em sua página dedicada ao uso do kilt, podemos conferir tanto este inusitado Sherlock Holmes à escocesa como as indumentárias de outros participantes do convescote steamer.
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8.4.12
2.4.11
Lordes do Vapor
Comentei por aqui pelo menos em duas oportunidades (a primeira e a segunda) sobre uma iniciativa do Conselho Steampunk em parceria com OutraCoisa e dotWeb: o site Steamgirls, que promove um concurso de trajes steampunk entre o público feminino que aprecia este gênero. Um projeto paralelo mais recente faz o mesmo com a parcela masculina dos entusiastas da cultura steamer. O nome não poderia ser outro que não fosse Steamboys. Até o momento, são dois os neovitorianos apresentados pelo site, vamos a uma amostra das fotos e das descrições contidas naquela página:
Diego de Sousa é um dos responsáveis pela Loja Pernambuco do Conselho SteamPunk e ao praticar o SteamPlay enverga a persona de Amadeus Brown, um anti-herói SteamPunk.
Carlos Alberto, da Loja Paraná, mais conhecido como Captão Escarlate: Viajante do Tempo da era vitoriana. Recebeu um presente de grego de uma raça alien. Ele era um ser imortal que, ao começar suas viagens pelo tempo, descobre que perde anos de sua vida.
Diego de Sousa é um dos responsáveis pela Loja Pernambuco do Conselho SteamPunk e ao praticar o SteamPlay enverga a persona de Amadeus Brown, um anti-herói SteamPunk.
Carlos Alberto, da Loja Paraná, mais conhecido como Captão Escarlate: Viajante do Tempo da era vitoriana. Recebeu um presente de grego de uma raça alien. Ele era um ser imortal que, ao começar suas viagens pelo tempo, descobre que perde anos de sua vida.
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20.2.11
Guia de Moda para Reconstrucionistas
O título acima foi dado por Pauline Kisner, a Mme. Mean, a uma série de postagens em seu blog Diários Anacrônicos. A professora de História - e organizadora dos primeiros encontros de Florianópolis dedicados a reconstruir as mais diversas épocas de nosso passado - compilou nos últimos dias uma grande variedade de dicas a todos os interessados na pesquisa sobre vestuário do final do século XVIII até início do XX. Nem preciso dizer o quanto isso é interessante para apreciadores do steampunk, seja para melhor descrever as roupas em seus textos ou para reproduzir a moda do período escolhido em algum evento. Abaixo, vou reproduzir o primeiro post desta série para, em seguida, deixá-los com os links para a sequência do Guia.
Vamos aos links, com algumas das fotos escolhidas por Pauline:
Guia de Moda Reconstrucionista Feminina: 1790-1830
Guia de Moda Reconstrucionista Feminina: 1840-1900
Guia de Moda Reconstrucionista Feminina: 1900-1914
Guia de Moda Reconstrucionista Feminina: 1918-1930
Guia de Moda Reconstrucionista Masculina
A primeira participação num evento reconstrucionista acaba trazendo à tona uma certa preocupação com o traje a ser usado. Roupas e acessórios de época não são fáceis, nem muito baratos, de se comprar ou construir, além de requerer um certo estudo do período. Nos primeiros eventos reconstrucionistas, é natural que você não esteja disposto(a) a investir grandes somas num guarda-roupa historicamente correto. Para ser sincera, não aconselho ninguém a fazer isso logo no início; até que você tenha certeza de que gosta da coisa e vai se manter no reconstrucionismo por mais alguns anos, pode investir em peças mais simples e baratas, que possam até mesmo ser usadas no seu dia-a-dia.
Com um pouco de paciência e disposição, muita coisa útil e de boa qualidade (não necessariamente cara!) pode ser achada em brechós, lojas de fantasia, antiquários e entre os pertences dos seus avós. Já tive também boas surpresas no Mercado Livre, com chapéus, luvas e até mesmo relógios de bolso. No entanto, essas dicas não servem de nada se você não souber exatamente o que procurar. Sugiro que você comece dando uma boa lida no material disponibilizado em nossos fóruns, para se familiarizar com a silhueta e os estilos de cabelos, sapatos e acessórios de cada época.
Dos séculos que a Sociedade Histórica Desterrense (SHD) se propõe a reconstruir em seus eventos, o período de 1530-1790 é o que possui os trajes mais difíceis de serem reproduzidos, principalmente em função da falta de materiais adequados para confecciona-los e referências em português. O mesmo se estende aos acessórios desse período. Assim, para você que é um(a) iniciante nos eventos reconstrucionistas, sugiro aproveitar o período de 1790-1930. Você poderá conferir aqui no blog algumas dicas para damas e cavalheiros reconstrucionistas apresentarem-se com dignidade nos eventos, sem comprometer suas finanças.
Vamos aos links, com algumas das fotos escolhidas por Pauline:
Guia de Moda Reconstrucionista Feminina: 1790-1830
Guia de Moda Reconstrucionista Feminina: 1840-1900
Guia de Moda Reconstrucionista Feminina: 1900-1914
Guia de Moda Reconstrucionista Feminina: 1918-1930
Guia de Moda Reconstrucionista Masculina
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15.11.10
O luto na Era Vitoriana
Você gosta da estética steampunk mas acha que tem marrom demais para todo lado? Acharia mais interessante se as roupas e acessórios investissem mais no preto? Pois uma boa oportunidade para compor um personagem com trajes escuros - principalmente para as damas - está dada pelas dicas elaboradas por Pauline Kisner, a Mme. Mean, em seu blog Sombria Elegância. A professora de História e maior batalhadora pelo Reconstitucionismo do século XIX - e aquém - em Santa Catarina, fez uma abrangente pesquisa sobre o luto na sociedade vitoriana. Segue um trecho do artigo e uma das ilustrações, mas a íntegra você lê aqui.
Os trajes de luto vitorianos eram dirigidos mormente às mulheres, viúvas em particular. A moda era uma maneira de isolá-las em seu momento de tristeza, como a Rainha Victoria fizera. No primeiro ano, uma mulher de luto não tinha permissão para sair de casa sem um traje completamente negro e um véu da mesma cor (weeping veil). Suas atividades se restringiam, inicialmente, à igreja. No entanto, o traje de luto era também um mecanismo de demonstrar a riqueza e a respeitabilidade de uma mulher. Algumas chegavam até a vestir os criados de luto quando o chefe da família morria. As mulheres de classe média e baixa empreenderiam grandes gastos para se adequar a esta moda. Tingir as roupas de preto e depois clareá-las novamente era algo comum. A indústria do luto se tornou tão vital para os alfaiates, que boatos eram espalhados sobre a má sorte que essa reciclagem de trajes poderia trazer. A “arte capilar” também se desenvolveu na Era Vitoriana, principalmente para permitir que os membros da família pudessem manter mementos (recordações) de seus entes queridos. Os trajes de luto eram uma parte indissociável da vida no século XIX.
Os Estágios do Luto
Na Inglaterra Vitoriana, esperava-se da viúva que permanecesse de luto por pelo menos dois anos. Essas regras eram um pouco mais flexíveis nos Estados Unidos. O luto feminino possuía uma série de estágios progressivos.
Full Morning/Luto Fechado
Durava exatamente um ano e um dia, período durante o qual a mulher usaria um traje completamente preto, liso e sem ornamentos. O ícone desse estágio era o weeping veil feito de crepe negro. Se a mulher não possuía renda própria e tinha crianças pequenas, era permitido que se casasse após esse período. Há relatos de mulheres que retomaram o preto logo no dia seguinte ao segundo casamento.
Anúncio de loja especializada em trajes de luto
2.8.10
SteamPop
Sim, os steamers também podem ser pop! Confira a estampa desta camisa, dica de Bruno Accioly:
Gostou? Quer saber quanto é, quais os tamanhos disponíveis, se tem pra marmanjo? Passe lá na Camiseteria e confira os detalhes.
Gostou? Quer saber quanto é, quais os tamanhos disponíveis, se tem pra marmanjo? Passe lá na Camiseteria e confira os detalhes.
6.5.10
O lado fashion do gênero 2
Comentei sobre o site de moda Blind Media há poucos dias quando ele destacou a estética steampunk em uma matéria. A página agora comentou um acessório dentro do mesmo estilo que provalmente teria tornado minha experiência em assistir ao filme Alice, de Tim Burton bem mais interessante. Trecho abaixo, íntegra aqui:
Recentemente circulou na rede fotos de óculos 3D padrão RealD (o mesmo formato utilizado em filmes como Avatar e Alice) adaptados para a estética steampunk. Os acessórios são cria do designer Will Rockwell e levam materiais como couro e engrenagens e parafusos de metal. Ficaram estilosos, apesar de eu já ter visto coisas bem mais legais em termos de óculos steampunk. Mas o bacana desses é que foram montados tendo como base um óculos 3D de verdade, ou seja, dá para assistir filmes no cinema com eles. Arrisca? Fãs da estética steampunk não pensariam duas vezes. ;-)
4.5.10
O lado fashion do gênero
Acabo de perceber o destaque que um blog ligado a moda e a novas mídias deu para as tendências steampunk no mundo das grifes. Publicada pelo editor do Bling Media, Mario Lima Cavalcanti, a matéria dá uma boa contextualizada no tema, chamando a atenção para que se trata de uma vertente da ficção científica, e ainda remete a outros links interessantes para quem quiser se aprofundar no assunto. Abaixo, vou transcrever o trecho final de "A estética do steampunk presente na moda" que pode ser lida integralmente por quem clicar aqui.
Chegamos na moda. A estética do steampunk já vem há um bom tempo influenciando e sendo explorada por diversos segmentos, entre eles o techie e o fashion (não só em termos de vestimentas, como também de joias e demais acessórios). A Fantasy Magazine montou um Top 10 de dispositivos steampunk, que inclui um laptop de madeira com aparência clássica, e o site Gizmodo possui uma lista de posts sobre o assunto. No caso da moda, é comum a combinação de vestimentas retrô, inspiradas na Era Vitoriana, com elementos visuais de hoje em dia, como piercings, tatuagens, correntes, tinturas capilares de cores chamativas e peças de roupas contemporâneas (jeans, padronagens de bolinhas etc.), criando um, digamos, visual punk bem antigo, podendo também beirar o terror, o andrógino e o gótico. Alguns looks steampunk podem ser vistos aqui. O Flickr possui um grupo que reúne fotos de pessoas com trajes steampunk.
Para quem gosta de estética e ambientações, tenham em mente que entre os elementos que mais se destacam no universo visual e conceitual do steampunk estão madeira, metal, força vapor, engrenagens, eletricidade, pressurizadores e mecânica. Por fim, para mais informações, vale visitar o site Steampunk-Pics.
20.2.10
A moda dos vitorianos punk
Neste blog procuro falar das vertentes culturais do steampunk mais ligadas à literatura, quadrinhos e cinema. Acabo não falando de outros temas, como jogos e moda, não por julgá-los menos importantes, mas por falta de conhecimento no assunto mesmo. Por isso, é sempre interessante encontrar uma matéria escrita por alguém que domina um assunto do qual não tenho tantas informações e, ao final da leitura, me sentir bem mais inteirado. Foi o que acabou de acontecer, neste fim de tarde de sábado, numa pausa do trabalho, com o artigo Moda SteamPunk.
De autoria da escritora com formação em design editorial Dana Guedes, a matéria publicada no site do Conselho Steampunk permite uma excelente introdução ao lado fashionista do gênero, passando pelas principais tendências e inspirações da parte visual da cultura steamer, desde suas origens, ainda no século XVIII, na Inglaterra. Bem informada, a articulista aponta ainda possibilidades para bem além dos temas clássicos, comenta as particularidades do Brasil, referindo-se a coletânea nacional do gênero organizada pela Tarja Editorial, e ainda sugere pontos muito instigantes a serem explorados em outras latitudes. Abaixo, um trecho:
De autoria da escritora com formação em design editorial Dana Guedes, a matéria publicada no site do Conselho Steampunk permite uma excelente introdução ao lado fashionista do gênero, passando pelas principais tendências e inspirações da parte visual da cultura steamer, desde suas origens, ainda no século XVIII, na Inglaterra. Bem informada, a articulista aponta ainda possibilidades para bem além dos temas clássicos, comenta as particularidades do Brasil, referindo-se a coletânea nacional do gênero organizada pela Tarja Editorial, e ainda sugere pontos muito instigantes a serem explorados em outras latitudes. Abaixo, um trecho:
Apesar do gênero ter sido criado a partir dessa base, ele possui uma estrutura que o permite ser utilizado em diversos outros lugares, como no Brasil, que pode ser visto até na compilação de contos de escritores brasileiros (Steampunk – Histórias de Um Passado Extraordinário) e no famoso Velho Oeste, uma das vertentes muito populares no Steampunk, também por causa de Wild Wild West, regravado em filme em 1999. Na verdade, não há restrições para a aplicação do Steampunk na História de um país, tudo depende da imaginação do criador da história, do personagem e, claro, das vestimentas. Apesar de ter sido um movimento essencialmente europeu, nada impediria, por exemplo, da existência de Steampunk no Japão, tomando pelo gancho a abertura dos portos do país para o ocidente em 1868. Um samurai com acessórios de metal e katanas tecnológicas misturado ao kimono seria algo realmente interessante de se ver, assim como vestes coreanas e chinesas também com influência da tecnologia do vapor. E por que não também as tribos indígenas americanas durante o Velho Oeste com influencia Steampunk? Com os penachos, as franjas e engrenagens?
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