25.4.11

Pé na estrada

O post desta volta de feriadão é bem oportuno, pois até o final da semana terei quase mil quilômetros pela frente, em uma viagem que parece uma conferência de santos: saio de São José, Santa Catarina, e chego em São Caetano do Sul, São Paulo, no dia 29 pela manhã. Oportunamente, Pauline Kisner preparou em seu blog um guia visual sobre os diferentes tipos de carruagens que serviam aos cidadões do século XIX. Uma delas, citada logo no início de um conto que escrevi neste ano:

Foi com ar melancólico que dispensei o cabriolé alugado, diante do hospital onde iria encontrar um homem que, esta era minha impressão naquele momento, poderia ter sido o amigo mais íntimo que jamais tive. A melancolia não dizia respeito à proximidade das festas natalinas, que se misturava ao frio enregelante do fim de tarde. Não eram as cobranças familiares, nem as movimentações das compras de fim de ano que me ocupavam a mente naquele dia. Também não era a pobreza ao meu redor, no bairro mais mal afamado de Londres. Nada disso. As sombras que me caíam sobre a cabeça nada tinham a ver com preocupações cotidianas da grande maioria das pessoas que eu conhecia.

Ainda não posso falar sobre o conto citado acima,  mas graças à Pauline, posso visualizar com vocês o tal cabriolé e muitos outros modelos de transporte daqueles tempos:



Salut
Devoradores de romances históricos e livros de época sabem que uma das dificuldades desse tipo de leitura está nos objetos que são descritos, muitos dos quais simplesmente não existem mais. Você já parou para observar os diferentes tipos de carruagens que aparecem? São coches, coupés, faetontes… Hoje temos um pequeno guia, bastante visual, dos principais modelos de carruagem no Ocidente.

O COUPÉ (CUPÊ)

Muito frequente de ser citado nas tramas de Machado de Assis, o cupê é uma carruagem de origem francesa, surgida no século XIX. Possui quatro rodas e a área do passageiro é fechada, ficando o passageiro virado para a frente do seu trajeto. O condutor fica do lado de fora, sem proteção. Geralmente o cupê carrega um único passageiro.


O CABRIOLÉ

O cabriolé é uma carruagem de duas rodas, sem portas, com toldo e feita para transportar duas pessoas, uma das quais serve como condutora. Por ser leve e rápida, puxada por apenas um cavalo, era muito usada como carro de aluguel tanto em Londres quanto em Paris. É praticamente um conversível oitocentista:



Para ver mais, clique aqui.

22.4.11

Atomicpunk no tabuleiro



A primeira vez que falei no assunto por aqui, foi num feriadão, o do Dia das Crianças passado, quando relembrei um jogo que fez as minhas tardes nos anos 80 bem mais divertidas e me fascinou em relação ao século XIX: Scotland Yard (o que levou um leitor a me deixar uma dica que gerou o segundo post sobre tais jogos). O tema retorna aqui pela terceira vez, novamente em um feriado, por conta de uma dica que li no blog do escritor Marcelo Augusto Galvão, que por conta disso, fiquei sabendo ser também um aficionado por essa fascinante atividade:


Quem acha que jogos de tabuleiro se resumem aos veteranos Banco Imobiliário – na realidade, uma cópia do americano Monopoly, criado na década de 30 – ou War – outra cópia, desta vez do Risk, inventado nos anos 50 -, pode ficar surpreso em conhecer a variedade que existe na Europa e EUA, com jogos usando as mais diversas mecânicas e temas – horror, fantasia, cenários históricos etc. O mais legal é que agora o Brasil começa a  lançar jogos criados por brasileiros e usando a ficção científica como temática. Os exemplos a seguir são da Riachuelo Games:


Guerreiros de Ferro – Era Atômica é um jogo de guerra que tem como cenário uma Segunda Guerra Mundial que se prolonga até a década de 50. Além disso, a Terra foi invadida por alienígenas, transformando o planeta em um lugar apocalíptico.

Para ler a segunda dica do Galvão, você deve ir ao blog dele. No que interessa a esta página,  a descrição de Guerreiros de Ferro enquadra o jogo naquela forma de retrofuturismo conhecida como Atomicpunk. Seria interessante conferir como Antonio Marcelo e Flávio Jandorno, os responsáveis pelo projeto, levaram essa proposta aos tabuleiros.

20.4.11

Retrofuturismo oriental 3

A oferta de material steampunk nacional já está superando a capacidade deste blogueiro acompanhar tantas novidades em tantas frentes diferentes, desde as análises que se faz sobre a cultura em si ou mesmo ficção e arte influenciadas pelo gênero. O ideal seria expandir a equipe de um só deste blog para tentar dar conta de tudo o que vem surgindo pelo país ou mesmo daquilo que os brasileiros fazem e repercute lá fora... Enquanto algo assim não é possível, vou tentando tirar o atraso de algumas chamadas que já deveria ter feito nesta página. Caso do artigo de Alexandre Lancaster em seu blog sobre quadrinhos e animações japonesas Maximum Cosmo. Acompanho a série sobre steampunk que ele faz lá desde o início, com duas chamadas já feitas por aqui - a primeira e a segunda UPGRADE: o próprio Lancaster me lembrou que houve um outro texto anterior e que também recebeu chamada aqui -, não poderia deixar de registrar a mais recente, mesmo com quase dez dias de atraso.

Nesta terceira quarta empreitada, Lancaster fala da animação Patapata Hikousen no Bouken, realizada pelo estúdio Telecom Animation Film e exibida em 2002 no canal por assinatura japonês WOWOW. Material bastante influenciado por animes clássicos feitos décadas antes para o World Masterpiece Theatre, essa produção adapta muito livremente duas obras de um favorito deste blog, Jules Verne: Em frente à bandeira (Face Au Drapeau) e A espantosa aventura da Missão Barsac (L'etonnante Aventure de la Mission Barsac). Vamos ao resumo que o articulista fez do anime:

Bem, a história é ambientada na Inglaterra do final do século XIX. A menina Jane Buxton, na infância, vive em um lar aristocrático aparentemente feliz, mas em verdade conturbado pela rivalidade entre os irmãos mais velhos George e William, que só não explode por causa da estima que ambos nutrem por ela. Quando o patriarca da família escolhe seu herdeiro, no entanto, tudo desmorona: William vai embora sem dar mais notícias. George parte numa expedição para o oriente médio e de repente os Buxton recebem uma carta do governo declarando que o rapaz foi executado por traição. O que resta da família cai em desgraça por conta de um crime associado ao seu patriarca (cometido na verdade por misteriosos piratas aéreos que aparentemente têm uma grande ligação com o passado dos Buxton), acaba falindo e, no começo da adolescência, a agora jovem Jane, que se tornou uma inventora auto-didata a partir do estudo dos livros de George, recebe uma mensagem do oriente médio com uma substância azul flutuante no envelope. Sem saber direito o que está acontecendo, mas com a certeza de que seu irmão está vivo, ela parte – ao lado do mordomo da família – em uma longa jornada que envolverá encouraçados gigantes que navegam nas areias do deserto, saqueadores que pilotam estranhos carros, máquinas voadoras e, claro, um grande segredo por trás disso tudo a ser revelado.

Patapata Hikousen no Bouken


Leiam a íntegra da análise, com muito mais imagens e informações, aqui.

19.4.11

Nova figura steampunk

Conversando com o escultor Leandro Chaves, citado no post anterior, me dei conta de que fazia tempo que não visitava o fórum de customizadores de figuras de ação Escala 1 Sexto. Citei várias vezes por aqui um dos mais ativos frequentadores daquele espaço, o Águia 1, especialista em figuras femininas e que dá uma atenção especial a projetos steamers e retrofuturistas. Para ser exato, ele foi assunto aqui quatro vezes: a primeira, a segunda, a terceira e a quarta. Por uma dessas coincidências, foi só eu voltar àquele espaço para perceber que o paulista desenvolveu mais uma customização explicitamente steampunk: a personagem inclusive leva o nome da rainha que batizou a era histórica favorita dessa cultura.


Aqui embaixo, vemos Victoria preparada para matar:


Parabéns ao Águia 1 por mais essa criação.

Os aldeões de Leandro Chaves

Conheci o trabalho do escultor, ilustador e diretor de arte Leandro Chaves na primeira edição da HQCon, destacado nas fotos que postei por aqui:




Uma das sensacionais esculturas em argila de Leandro Chaves

Ontem pude conferir novamente o trabalho desse artista em uma exposição que abriu próximo à minha casa, em São José, Santa Catarina. No Shopping Itaguaçu, no corredor entre o Burguer King e as salas de cinema, a série de esculturas "Aldeia" estará exposta até o dia 30 de abril. A presença de Chaves está confirmada para todos os dias, para conversar com o público, a partir das 20h. Oportunidade perfeita para se conferir um trabalho que usa a argila, matéria prima clássica dos artesãos josefenses nas olarias. Mas a proposta do escultor da cidade vizinha, Palhoça, é bem mais carregada de cultura pop, com figuras humanóides que parecem ter saído dos desenhos de fantasia de um Moebius, vivendo em uma aldeia atemporal. Visitem primeiro virtualmente o site de Leandro Chaves e, se vierem pessoalmente ao Itaguaçu, me deem um toque, talvez a gente se tope por lá. A seguir, o release e o convite da mostra.


  • Exposição "ALDEIA" de Leandro Chaves
    Local: Shopping Itaguaçu Florianópolis SC, (em frente ao cinema).
    Data: 18 a 30 de abril.


    Há 5 anos Leandro Chaves vem resgatando uma brincadeira de sua infância, modelar a argila, brincadeira que hoje ele leva muito a sério.

    Leandro criou a série "ALDEIA" Inspirado no ritmo de vida da vila de pescadores da Guarda do Embaú - SC, onde tem seu atelier.

    Essa série de esculturas em cerâmica nos leva a um universo criado para expressar a vida em comunidade, onde todos convivem com suas diferenças, seus medos, suas crenças, obrigações etc. Tudo com muita harmonia e uma forte ligação com a natureza.

    "Passo algumas horas por dia vivendo na ADEIA", afirma Leandro, "assim consigo imaginar os movimentos, expressões e suas texturas"


    Catarinense nascido e criado em Palhoça, com seu atelier na Guarda do Embaú. Diretor de arte premiado internacionalmente com mais de 20 anos de experiência no mercado publicitário local. Suas obras desfilam sobre as mais variadas técnicas inspiradas em personagens regionais.


    Para mais informações:
    www.behance.net/leandro/frame
    guardasurf@hotmail.com
    48 9951 1008 / 99015802

18.4.11

Mais vapor na Virada 2

Febor Vitoriano, membro do Conselho Steampunk de São Paulo e autor do primeiro blog brasileiro dedicado ao kilt - a tradicional veste escocesa -, fez uma compilação de fotos da partcipação steamer na Virada Cultural, que ocorreu neste final de semana na capital paulista. Seguem alguns dos daguerreótipos:









Para ver mais flagrantes da festa, clique aqui.

16.4.11

Dicas de leitura para o fim de semana 2

Como havia feito no sábado passado, deixo os leitores desta página com a recomendação de novos contos steampunk disponíveis para leitura on line. Ambos os textos têm em comum o fato de terem sido enviados originalmente para a apreciação da coletânea Deus Ex Machina - Anjos e Demônios na Era do Vapor, da editora Estronho. Portanto, a temática das duas dicas de hoje também tem tudo a ver com outra recomendação colhida no twitter do aomirante e que estou ouvindo enquanto faço este post: uma ótima versão de "Sympathy for the Devil", dos Stones.

O primeiro conto é de autoria de Guto Fernandes, "Bruma e Chamas", que ele postou parcialmente em seu blog, A Few of Dark, remetendo os interessados a um arquivo para download. O texto será a primeira parte de uma minissérie. Trecho a seguir:


Fazia tempo desde a última vez que havíamos nos encontrado. Fora ainda naquele período da história em que os humanos teimam em chamar de Idade Média; Idade das Trevas sempre combinou mais para mim, e creio que para ele também.

Era o ano de 1500 e estávamos na Espanha no desabrochar de sua Inquisição, em meio a conflitos sangrentos motivados pela intolerância religiosa e racial implantada pelo Caído e ampliada por padres, bispos e cardeais egoístas e pervertidos. Ele se fartava com aquilo, também pudera a própria Igreja de Cristo naqueles anos se preocupava mais com a sua figura do que com a do Salvador. O Todo-Poderoso, então, me enviou para aquele pardieiro que era Sevilha a fim de destronar meu irmão sombrio, outrora guardião da Luz.

Nossa batalha foi ferrenha. Ele lançava sobre mim hordas e mais hordas de demônios menores, assim como humanos que utilizava como peões em seu intricado jogo de xadrez com Deus. Naquele instante, eu era a torre que deveria por fim àquele avanço e assim o fiz. Não sem dificuldades, mas o fiz.

Infelizmente, não fui forte o bastante para destruí-lo como era minha obrigação e, mais uma vez, ele fugiu e se escondeu. Samael, contudo, havia sido bom o bastante para conseguir engendrar seus planos e a Inquisição durou mais alguns séculos, mesmo com o Todo-Poderoso sussurrando, dia e noite, nos ouvidos de cada Papa que se sentava no Vaticano, que aquilo era errado Maldito livre-arbítrio.
O mundo ficou por cerca de trezentos e poucos anos em suas mesquinharias, com seres infernais de pouco importância brotando aqui e ali; potências econômicas e militares surgindo e sangue sendo derramado como se fosse água no novo mundo. Mas nada da participação dele em qualquer atividade humana.

Assim veio a Revolução Industrial ou a Era do Vapor, como a chamamos na Cidadela de Prata. O povo saiu dos campos e foi infestar as cidades como moscas varejeiras sobre corpos mortos e também os demônios retornaram com força e números. Ao menos agora o local do confronto não era nada mal: Londres, Inglaterra.

Continua.


A segunda recomendação literária do fim de semana parte de Afonso Luiz Pereira, responsável pelo obrigatório blog dedicado à ficção especulativa Contos Fantásticos, para o qual já tive o prazer de ser convidado para uma entrevista. Ele conta que "Os estranhos da noite" teve uma primeira versão escrita há dois anos como uma narrativa de terror e ganhou esta segunda encarnação somada a elementos steamers recentemente. As primeiras linas estão abaixo:



Abril de 1889.

Estava com medo! Muito medo! Não conseguia afastar os olhos esbugalhados de uma das frestas da cortina que cobria a janela frontal de sua velha morada. Alois, o marido, um bem sucedido guarda de alfândegas, não se encontrava em casa, mas tivera o bom senso de não deixá-la totalmente desprotegida. Através da influência de seu posto, conseguira confiscar um dos autômatos humanóides vindos da Inglaterra para fortalecer o exército do Império. A criatura cilíndrica metálica, que mais parecia um enorme pepino com braços e pernas, se locomovia feito gente e ocultava nas suas laterais armas de fogo retráteis de poder devastador. Apesar da forte oposição que fizera contra a ideia de se manter aquela coisa como cão de guarda da casa, dava graças a Deus, naquela fatídica noite, à arrogância e à teimosia do marido.

Os quatro estranhos lá fora queriam a criança que estava na sua barriga! Eu sei. Eu sinto. Eles querem o meu bebê! Não sabia determinar bem qual a razão, mas desconfiou assim que os viu parados em atitude muito suspeita dentro dos limites do seu quintal. Então, sem saber como proceder, desligara os refletores portáteis instalados no umbral da porta e deixara os invasores envoltos sob a luz de uma acanhada lamparina a óleo, aparelho ainda em uso dos costumes antigos das regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos; era uma luz fraca, mortiça, que teimosamente impunha sua luminescência medíocre contra uma das noites mais escuras do século. O vento forte açoitava a pequena lâmpada dependurada na frente do sobrado fazendo-a tremeluzir para todos os lados, imprimindo efeitos grotescos de luz nas fisionomias indiferentes dos quatro homens. A ventania castigava as árvores, assoviava alto, levantava as folhas secas do chão em miúdos redemoinhos e penetrava audaciosamente às frestas das portas e janelas. Dava-lhe a impressão de que o vento impetuoso queria trazer a morte para dentro de casa!

— Johann. Vá até ao quarto dos fundos e veja se as crianças estão dormindo. – Ordenou ao autômato, pela primeira vez, em tom afável. Trazia consigo sérias restrições de convívio com aquela criatura metálica, a começar pelo esquema dos comandos de voz, porque detestava a brincadeira de mal gosto do marido ao atribuir o nome do velho Johann, seu pai, àquela máquina.

O robô prontamente atendeu a ordem, indo averiguar as condições físicas de seus enteados, filhos de Alois com a primeira esposa já falecida. A situação era realmente preocupante. Não havia mais ninguém ali além dela, das duas crianças miúdas e daquele protótipo gigante de legume mecanizado. Sempre se preocupara pelo fato da casa ficar afastada da vila. Achava que não era certo, indecente até, uma mulher passar a noite sozinha com os pequenos, ainda mais considerando a sua delicada situação: grávida de oito meses!

Continua.

Acabei pouco depois da música. Boas leituras e bom final de semana a todos!

15.4.11

Presente de Baco

Já que falei no escritor e editor Gerson Lodi-Ribeiro no post anterior, aqui vai mais uma dica para os autores se soltarem e para que encontrem inspiração para participar da antologia de erotismo fantástico que ele organiza para a editora Draco. Não há bebida mais relacionada ao tema que o vinho, correto? Ou melhor, aos temas, já que ele não só é um combustível para romances como também, vaticina a mitologia, teria sido um presente divino concedido à humanidade. Dionísio para os gregos, Baco para os romanos, teria sido o Prometeu das delícias etílicas & sexuais - as festas dedicadas a ele, vale lembrar, eram os bacanais. Acontece que Lodi-Ribeiro também é enólogo e diplomado. Sua monografia para a conclusão do curso de pós-graduação em Vinho & Cultura que fez na Universidade Cândido Mendes, em convênio com a Universidade de Dijon, na Borgonha, leva o nome de "Vinho no Mundo Romano". Pode ser um incentivo e tanto a quem quiser se arriscar, por exemplo, em um conto sandalpunk erótico.

Vão abaixo, uma escultura clássica de Baco e o resumo que o próprio autor fez de sua monografia que pode ser baixada aqui. Boa leitura e saúde!




Ao longo de um milênio, a civilização romana propagou o cultivo da videira e o consumo do vinho por toda sua vasta área de influência. A importância do papel do vinho para as culturas ocidentais que evoluíram a partir das antigas províncias romanas advém, principalmente, da labuta dos viticultores e vinicultores romanos que disseminaram as técnicas de cultivo da videira e de vinificação por toda a Europa, o norte da África e a Ásia Menor. Portanto, por questão de legitimação das respectivas identidades nacionais, os povos das nações da Europa Ocidental habituaram-se a comparar os hábitos de consumo de vinho das nações atuais, sobretudo aquelas com fortes tradições de consumo de vinho, aos hábitos e tradições enológicos dos antigos romanos. O objetivo principal desta monografia é consolidar num texto único os conhecimentos sobre a história do vinho romano. Como objetivo secundário, a partir do exame das literaturas enológicas romana e atual, iniciar uma discussão em defesa da tese de que a comparação referida não é válida, em virtude da relevância do vinho para Roma e do papel ímpar que o vinho desempenhou no Mundo Romano.

14.4.11

Steampunk e erotismo

Uma nova oportunidade aguarda os escritores que planejam desbravar um subgênero a vapor ainda virginal no Brasil, apesar do avanço da cultura steamer em nosso país: o steamypunk, ou seja, a união do steampunk com o erotismo. A oportunidade perfeita para isso está na antologia organizada por Gerson Lodi-Ribeiro para a editora Draco (parceria que já resultou na coletêna Vaporpunk e que em breve trará a pioneira - em escala mundial - Dieselpunk). Ainda com o título provisório de Uma Alienígena Gostosa na Minha Cama (que remeteria a outra obra de contos, Como era gostosa minha alienígena, organizada pelo mesmo Lodi-Ribeiro, nos anos 90, para a editora Ano-Luz, da qual ele foi um dos sócios) teve as regras de submissão de textos divulgada recentemente.

Gostaríamos de convidá-los a submeter textos originais de ficção curta para uma antologia de contos eróticos de ficção científica, horror e fantasia que pretendemos fechar no segundo semestre de 2011 e lançar no primeiro semestre de 2012. O título provisório é Uma Alienígena Gostosa na Minha Cama.

    Estamos interessados em receber trabalhos inéditos de até 8.000 (oito mil) palavras sob forma de arquivos em formato RTF. Por inédito, entendemos trabalhos ainda não publicados em papel. Em caráter excepcional, a nosso critério, poderemos eventualmente aceitar trabalhos já publicados há vários anos, desde que não estejam mais disponíveis ao público-alvo a que nosso produto se destina.

Com o objetivo de tentar inspirar os nossos neovitorianos a participar da empreitada, deixo os leitores com um link para meu Post Proibido para Puritanos e com a imagem a seguir, de Ms. Nicotine, a musa do steamypunk. Boas inspirações!


    

13.4.11

Mais vapor na Virada - Com upgrade ao final

Pelo segundo ano seguido, a comunidade steampunk paulista é convidada pela Prefeitura da cidade de São Paulo para participar de um dos maiores eventos culturais do país. Entre os dias 16 e 17 de abril, a Virada Cultural vai contar com a presença dos punks a vapor, conforme podemos ver na programação que consta no site da Loja São Paulo do Conselho. Ela segue abaixo, juntamente com o cartaz preparado para o evento, com a musa do gênero steamer, Lidia Zuin.



Programação do Conselho Steampunk
 
Durante toda a virada o Conselho fará exposição e venda de obras de arte, obras literárias, vestimentas (espartilhos, corsets, chapéus e jóias) e objetos cênicos correlatos ao gênero. Exibição de trechos de filmes inspirados no gênero.

Sábado a partir das 21 as 21:20: Breve encenação baseada na literatura steampunk. Duração de Vinte minutos. Com repetição no domingo a partir das 17 as 17:20.

Sábado a partir das 21:30 as 21:50: Apresentação de dança tribal com caracterização Steampunk. Duração de Vinte minutos. Com repetição no domingo a partir das 17:30 as 17:50.


Domingo a partir das 13:30 as 16: Seção de autógrafos com autores de obras Steampunk’s nacionais (Steampunk – Tarja Editorial, Vaporpunk – Editora Draco, Baronato de Shoah – Editora Draco) e também obras de literatura fantástica nacional (Editoras: Estronho, Draco e Tarja).

Sábado a partir 16 as 16:20: Desfile performático Steampunk.

UPGRADE: E adivinhem só onde foi parar a imagem acima? No blog de Bruce Sterling, com o singelo título de "Não há steampunk como o steampunk brasileiro".

A Cidade Maldita manda lembranças

Na verdade, os brindes são de autoria do editor da coletânea Cursed City - Onde as almas não têm valor. Na página especial dedcada ao livro, M.D. Amado deixou amostras de alguns extras que os leitores da obra  poderão levar para casa: marcadores de páginas e bottons com a temática weird west do projeto. Ele anunciou ainda que, nos lançamentos que correrão o Brasil, quem for vestido a caráter, como caubói, índio, dançarina de saloon ou o que mais a imaginação permitir, receberá um desconto de 10% na compra além do que normalmente a editora já concede nesses eventos. Para ver além dos brindes a capa completa da antologia, clique aqui.

12.4.11

Dia 30 de abril, em São Paulo

Já faz bastante tempo que não vou à capital paulista, desde que participei de A Fantástica Jornada Noite Adentro, do finalzinho de 2009, dedicada ao steampunk. No final desde mês, devo voltar àquela cidade para conferir outro evento imperdível, organizado em uma parceria do Conselho Steampunk com a Novo Século Editora: o lançamento do romance Mortal Engines, do inglês Philip Reeve, na Livraria Saraiva, do Shopping Morumbi. Espero reencontrar muitos amigos por lá, que já não vejo a mais de um ano, e conhecer pessoalmente outros tantos que só vejo por avatares em redes sociais. A seguir, o release do evento, retirado do site do Conselho:




Em 30 de Abril de 2011 algo de muito especial vai acontecer…


Estarão presentes na Livraria Saraiva do Morumbi Shopping, às 16 horas, entusiastas dos gêneros SteamPunk, DieselPunk, CyberPunk, amantes da Ficção Científica e de Fantasia em geral, atendendo ao lançamento de “Mortal Engines” (Site Oficial), de Philip Reeve.

Será uma tarde de diversidade cultural na Literatura Fantástica, ao redor de uma obra passada em um planeta Terra pós-apocalíptico, onde, toda a tecnologia humana fora perdida e, graças a instabilidade geológica decorrente de um holocausto nuclear, cidades se tornaram colossais veículos carregando dezenas de milhares de habitantes – eternamente em busca de outras cidades para caçar, consumir e pilhar.

A mistura de sofisticação e improviso, das tecnologias remanescentes e técnicas redescobertas… a amálgama embaralhada da História humana se transformou em uma caricatura de um passado distante que se infiltrou para o que chamávamos de presente dando origem a um futuro improvável, retrofuturista e anacrônico.

Em “Mortal Engines” o futuro é coisa do passado e esta diversidade vai se fazer sentir na presença do Conselho SteamPunk, de Goths, Head Bangers, Nerds, Geeks e de todos os amantes da boa literatura com a intenção de passarem juntos pelo portal temporal que vai nos levar ao universo alternativo criado por Philip Reeve.

Um verdadeiro mercado de artefatos, acessórios e vestimentas baseados na estética SteamPunk, DieselPunk, CyberPunk, Vitoriana e de diversas outras procedências, estarão disponíveis para compras no local além de outras fascinantes obras de Ficção Científica e Fantasia lançadas pela Novo Século Editora.

Para tanto, o evento contará com a presença de membros da Liga de Artífices SteamPunk, como Naná Hayne, Susie Hervatin, a marca Secret Garden e Lili Angelika, que vão expor suas peças e promover um desfile de trajes Vitorianos em meio aos presentes.

Os fundadores do Conselho SteamPunk aproveitarão a ocasião para formar uma mesa redonda sobre os sub-gêneros retrofuturistas, sobre a expressão multi-dimensional destes sub-gêneros e sobre a relevância da Literatura Fantástica para anunciar seu mais novo projeto.

2011: A Revolução RetroFuturista
Compareça ao evento e leve sua família!

Evento

Livraria Saraiva – Shopping Morumbi
Av. Roque Petroni Jr,1.089 – Morumbi
São Paulo – SP – Cep: 04707-000
Tel: (11) 5181.7574
Horário: 16:00

RPG steampunk no Rádio

Lord Fire, do Conselho Steampunk de São Paulo, avisou pelo twitter que está participando de uma experiência bastante interessante para os fãs dos jogos de interpretação. Na RPG Rádio, um podcast dedicado à campanhas do gênero, ele começou a participar de uma sessão dedicada ao seriado Dorctor Who. Abaixo, segue a descrição que a equipe preparou para a campanha "Terror no Céu", cujo primeiro capítulo pode ser ouvida aqui:


Começa aqui mais uma campanha do RPG de Doctor Who, praticamente um spin off da outra campanha que já está acontecendo. Vocês já ouviram um pouco da criação de personagens e agora vocês acompanham a primeira aventura com o Lord Fire e Gino, o ladrão. A idéia é de colocar bastante elementos Steampunk e de Doctor Who clássico.

Ouça e comente!

Um Time Lord recém formado na Academia de Gallifrey e um ladrão unem forças para salvar um enorme Zeppelin dos terríveis Vortisaurs.

Música de abertura e encerramento: Abnormalice – Clockmaker