4.4.11

Esboços de mangá steampunk nacional

Comentei sobre o projeto de um almanaque brasileiro de quadrinhos em estilo japonês por aqui, com as seguintes palavras:

Mais uma notícia envolvendo quadrinhos de interesse para quem curte retrofuturismo. Alex Lancaster está à frente de um projeto que pretende trazer ao Brasil o mesmo modelo usado no Japão para apresentar séries de mangás, um almanaque cuja rotatividade dos títulos dependerá da popularidade de cada obra. Serão os leitores, interagindo com os editores e autores, que determinarão qual série de Ação Magazine terá continuidade em suas páginas. Uma amostra do material que está disponível para apreciação dos leitores pode ser acessado neste endereço, no qual se encontra o número zero da revista, cuja capa é esta abaixo, que segue bem de perto o padrão nipônico:



O mesmo Alexandre Lancaster inaugurou no site da Ação Magazine um blog no qual não só deve concentrar seus textos a respeito do steampunk como também divulgou alguns esboços e estudos de personagens da série que vai publicar naquela revista. "Expresso!" é uma história em quadrinhos sobre um jovem inventor brasileiro que já apareceu na forma do conto "A música das esferas" na coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário. Segue abaixo uma das imagens do caderno de esboços do quadrinista e o início de seu texto de apresentação do material:



Algumas pessoas viram esta imagem acima no meu Twitpic pessoal. Ela foi extraída do meu caderninho de esboços – um Moleskine genérico de capa vermelha, que acompanhou boa parte do desenvolvimento de meus personagens em sua forma atual. A verdade é que Expresso!, apesar de ser baseado em conceitos que eu tinha guardados desde os doze anos de idade, foi só tomar sua forma definitiva na virada dos anos 90 para os 2000, quando eu comecei a pôr em ordem todo esse universo sob o eixo do conceito do Edisonade. Esse caderninho na realidade reflete as dúvidas e indefinições que acompanharam a definição final dos personagens de suas formas preliminares ao que são hoje – isso porque olhando bem, as versões originais eram bem menos shonen (ou, pelo menos, menos shonen em termos de hoje em dia): eram muito ligadas a aquele espírito dos velhos materiais da World Masterpiece Theatre, que me influenciou um bocado. Não vou reclamar desse processo de "shonenização" da série porque isso deu algum tipo de personalidade à forma final; ela poderia, hoje, estar parecendo um item de nostalgia, com ecos do Miyazaki pré-Ghibli. Não acho que isso fosse algo saudável. Temos que respeitar o passado e tratá-lo com a reverência que se deve, mas temos que criar algo novo, romper com as amarras e seguir em frente.

Continua

4 comentários:

Alexandre Lancaster disse...

Opa, valeu pelo post! :)

Romeu Martins disse...

Sucesso com a série e com a publicação!

Acao disse...

Opa, so pra avisar que o blog de expresso mudou de casa no website: o endereço interno agora é
http://www.acaomagazine.com.br/blog/expresso

E a propósito, tem um novo texto falando sobre steampunk no maximum cosmo já há um tempinho: http://www.interney.net/blogs/maximumcosmo/2011/04/10/patapata_hikousen_no_bouken/

Romeu Martins disse...

Opa, vou atualizar o endereço do blog nesta chamada e fazer um post novo sobre a série do Maximum, valeu!