Mostrei recentemente aqui a versão de Sandro Zamboni, o Zambi, para o protagonista da noveleta e futura graphic novel "Cidade Phantástica":
Mas vale lembrar que o primeiro desenho do personagem foi de autoria de Tiburcio, o que acabou inspirando o conto "Modelo B" publicado na edição de estreia da revista Vapor Marginal.
Além do conto, a versão de Tiburcio também serviu de modelo para o bonequinho superfake de Fernando Pascale, sorteado por aqui.
Será que ainda vamos ver mais alguma versão alternativa do agente da Polícia dos Caminhos de Ferro?
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28.2.12
A Liga dos Joões Fumaça
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2.2.11
Damas e Cavalheiros: a Vapor Marginal
Agora, sim! Eu estava louco para comentar, mas esperei um pouco para que fosse possível arrumar um pequeno problema na edição do meu conto. Mas agora, com tudo solucionado, tenho o prazer de anunciar a primeira publicação oficial do Conselho Steampunk: a revista virtual Vapor Marginal. Clicando no link ao lado, os leitores terão duas opções, a de baixar o arquivo pdf com a íntegra da revista ou ainda folhear eletronicamente as impecáveis 40 páginas do material. Tenho a honra de estar presente nesta edição de lançamento de maneira tripla.
Primeiramente, através da publicação do meu citado conto, "Modelo B", que se passa no mesmo universo da noveleta "Cidade Phantástica" e que foi ilustrado pelo cartunista veterano da Mad Tiburcio. Depois, por meio de um artigo no qual tento analisar rapidamente o interesse de nós, brasileiros, pelo século XIX. E finalmente, também fui um dos entrevistados neste número inaugural, oportunidade que tive para responder perguntas do meu camarada Cândido Ruiz sobre esta página que vocês estão lendo, entre outros assuntos. Mas minha participação é apenas uma pequena parte de tudo o que a Vapor Marginal tem a oferecer aos leitores, entusiastas da cultura steamer. Por isso mesmo, vou deixá-los com o manifesto/editorial de Bruno Accioly que apresenta mais esta inestimável contribuição à ficção fantástica brasileira.
Primeiramente, através da publicação do meu citado conto, "Modelo B", que se passa no mesmo universo da noveleta "Cidade Phantástica" e que foi ilustrado pelo cartunista veterano da Mad Tiburcio. Depois, por meio de um artigo no qual tento analisar rapidamente o interesse de nós, brasileiros, pelo século XIX. E finalmente, também fui um dos entrevistados neste número inaugural, oportunidade que tive para responder perguntas do meu camarada Cândido Ruiz sobre esta página que vocês estão lendo, entre outros assuntos. Mas minha participação é apenas uma pequena parte de tudo o que a Vapor Marginal tem a oferecer aos leitores, entusiastas da cultura steamer. Por isso mesmo, vou deixá-los com o manifesto/editorial de Bruno Accioly que apresenta mais esta inestimável contribuição à ficção fantástica brasileira.
2011: A Revolução do Vapor
Seja bem vindo ao Futuro do Pretérito
Uma Máquina a Vapor à Margem do Tempo
É preciso dizer que este periódico é o veículo através do qual mais se poderá compreender cada um daqueles que retiraram o SteamPunk do papel e do acetato para transformá-lo em no Movimento SteamPunk.
Mesmo com todos os recursos oferecidos pelos podcasts, vidcasts, e tudo mais de que viemos lançando mão nos últimos dois anos para alcançar entusiastas como você, é aqui que cada um que colaborou com a confecção deste periódico pode se expressar com profundidade.
É aqui que os membros participantes do Conselho SteamPunk encontram espaço e tempo para se colocar à margem do momento histórico em que vivem de fato para embarcar em uma viagem crononáutica em direção à uma Era do Vapor que jamais aconteceu.
Vapor Marginal é mais que uma revista sobre um gênero literário ou sobre um movimento nele baseado, mas a manifestação orgânica, caótica e fervilhante do imaginário daqueles que aqui se expressam, em um periódico aberta e intrinsecamente anárquico, mas norteado pelo porpourri de valores nobres, éticos e morais que talvez tenham existido mais na ficção que na dura realidade e que vão nortear a Revolução do Vapor em 2011.
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28.5.10
Um novo - e ilustrado - conto steampunk
Quando postei sobre a comenda que recebi do Monarca, escrevi que: "em breve uma outra novidade em relação ao Tiburcio será comentada por aqui, com direito a participação do protagonista da noveleta 'Cidade Phantástica', João Fumaça". Então, já posso comentar que, dias atrás, o ilustrador Tiburcio me mandou o desenho abaixo, e me convidou a escrever um conto baseado nele. Aceitei na hora e fiz em tempo recorde um novo conto protagonizado pelo personagem criado para a noveleta que dá nome a este blog. Em breve o texto completo vai ser enviado para uma nova publicação que está sendo produzida, para concorrer a um espaço nela. Mas como não queria deixar de mostrar a criação do meu caro ilustrador, aproveito para postar o desenho e o início do conto. Boa leitura!
Ruas do bairro Ponta de Areia, em Niterói, próximo ao estaleiro da cidade.
Eu sou um policial dos caminhos de ferro! Dos caminhos de ferro! Então o quê, em nome de Cristo, faço aqui, sacolejando nesta chaleira que se move por fora da confortável segurança dos trilhos? E correndo numa velocidade que nenhuma locomotiva do mundo seria capaz? Posso jurar que se o combustível na caldeira aqui atrás, a mesma que está esquentando minhas costas neste momento, fosse o suficiente, este monstro barulhento superaria uns bons cem, cento e dez quilômetros no decorrer de uma hora! Porém, evidentemente, nenhum ser humano suportaria ficar sentado nesta máquina de tortura por tanto tempo.
E a alavanca aqui, na minha mão esquerda, é o único jeito de controlar a velocidade. Quanto mais a forço para a frente, mais ela aciona engrenagens e válvulas liberando mais e mais a força do vapor para impulsionar o bólido. Pelo estalo seco e o tranco que fez da última vez, devo ter chegado ao máximo que ela suporta. E tenho que dosar a correria, apesar da urgência, a cada curva ou ladeira, do contrário, esta coisa pode virar e me esmagar com o seu peso. E isso não é a única coisa a ocupar minha atenção. Preciso me lembrar de manter esta outra barra, a da direita, firme. Quando ela gira para um lado ou para o outro, as rodas desta carruagem sem cavalos a acompanham. A cabeça de um homem não foi feita para se dividir nesta confusão de puxa para cima, empurra para o lado, mais rápido, para a direita... Isso é antinatural, por todos os diabos e demônios!
E quase atropelo um cachorro, se não desvio por cima da calçada, lá se ia o bicho!
Viajar fora de trilhos, nesta velocidade ensandecida, sacudindo os ossos numa rua de pedras soltas enquanto tenho que me lembrar como controlar um monstro de ferro ainda não chega a ser o pior. O pior mesmo é fazer isso tudo sem uma arma e tendo que me desviar das balas dos outros! Por isso eu volto a perguntar: o quê, em nome de Cristo, faço aqui, sacolejando nesta chaleira?
Modelo B
Ruas do bairro Ponta de Areia, em Niterói, próximo ao estaleiro da cidade.
Eu sou um policial dos caminhos de ferro! Dos caminhos de ferro! Então o quê, em nome de Cristo, faço aqui, sacolejando nesta chaleira que se move por fora da confortável segurança dos trilhos? E correndo numa velocidade que nenhuma locomotiva do mundo seria capaz? Posso jurar que se o combustível na caldeira aqui atrás, a mesma que está esquentando minhas costas neste momento, fosse o suficiente, este monstro barulhento superaria uns bons cem, cento e dez quilômetros no decorrer de uma hora! Porém, evidentemente, nenhum ser humano suportaria ficar sentado nesta máquina de tortura por tanto tempo.
E a alavanca aqui, na minha mão esquerda, é o único jeito de controlar a velocidade. Quanto mais a forço para a frente, mais ela aciona engrenagens e válvulas liberando mais e mais a força do vapor para impulsionar o bólido. Pelo estalo seco e o tranco que fez da última vez, devo ter chegado ao máximo que ela suporta. E tenho que dosar a correria, apesar da urgência, a cada curva ou ladeira, do contrário, esta coisa pode virar e me esmagar com o seu peso. E isso não é a única coisa a ocupar minha atenção. Preciso me lembrar de manter esta outra barra, a da direita, firme. Quando ela gira para um lado ou para o outro, as rodas desta carruagem sem cavalos a acompanham. A cabeça de um homem não foi feita para se dividir nesta confusão de puxa para cima, empurra para o lado, mais rápido, para a direita... Isso é antinatural, por todos os diabos e demônios!
E quase atropelo um cachorro, se não desvio por cima da calçada, lá se ia o bicho!
Viajar fora de trilhos, nesta velocidade ensandecida, sacudindo os ossos numa rua de pedras soltas enquanto tenho que me lembrar como controlar um monstro de ferro ainda não chega a ser o pior. O pior mesmo é fazer isso tudo sem uma arma e tendo que me desviar das balas dos outros! Por isso eu volto a perguntar: o quê, em nome de Cristo, faço aqui, sacolejando nesta chaleira?
Continua.
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