30.9.10

A grande corrida chega ao fim

Abrir o twitter hoje me deu uma má notícia ao me informar da morte de um dos grandes atores de todos os tempos, o americano Bernard Schwartz, aliás, Tony Curtis (1925-2010). Intérprete de inúmeros sucessos da metade do século XX, como Quanto mais quente melhor, ele também é uma citação obrigatória neste blog por um detalhe lembrado naquele mesmo site por Alexandre Lancaster. Tony Curtis foi o protagonista de um dos filmes steampunk mais influentes e bem sucedidos da história, A corrida do século (The great race), de 1965, dirigido por Blake Edwards.




Mais lembrado por ter sido a inspiração do desenho animado A corrida maluca, com seus carros retrofuturistas insanos, o que muita gente não sabe é que o filme foi baseado em um evento real, ocorrido em 1908. Relembro aqui uma matéria de Henrique Koifman, do blog Rebimboca, hospedado no portal de O Globo, como minha homenagem ao filme e ao ator que acabamos de perder.


Há quase exatos cem anos, na manhã gelada de 12 de fevereiro de 1908, em Nova Yorque, uma seleção de bólidos alinhou para a largada daquela que seria a maior corrida de automóveis de todos os tempos. Saindo da Ilha de Manhathan, os carros seguiriam rumo à Paris, indo pelo Oeste – ou seja, cruzando todos os EUA, parte do Alasca, norte da Ásia e quase toda a Europa –, percorrendo um total de 22 mil milhas (ou pouco mais de 35 mil km). Quase uma volta ao mundo, num tremendo feito para a época – e respeitável, ainda hoje. A competição deu origem a uma série de filmes – como o antológico “A Corrida do Século”, de 1965, com Tony Curtis. Falo, a seguir, resumidamente, sobre esse fantástico grande prêmio. Quem quiser saber mais detalhes, vá até o site do New York Times, que, aliás, foi patrocinador da tal prova e também a fonte de muito do que publico aqui. No mapa, o trajeto da corrida está em vermelho.

Continua

5 comentários:

Lancaster disse...

Realmente... o filme era um espetáculo no sentido steampunk da coisa: bicicletas voadoras, carros com canhões e que se elevavam, submarinos, mísseis movidos guiados por som, máquinas locomotivas com turbinas... e um apanhado imenso de cenários de aventura da época, que vão do velho oeste até "prisioneiro de zenda". Tudo isso em um filme só!

http://www.youtube.com/watch?v=CsoZI6HIErI

Romeu Martins disse...

E até cenas pioneiras de comédia pastelão ;-) E ainda nos deu a inspiração para um dos desenhos mais divertido de todos os tempos. Vou ter que rever A corrida do século logo.

Obrigado pela lembrança!

Libriana Voadora disse...

O que não é o twitter, não é? E o que tu quis dizer com "quase exatos"? Hehehe! Té! =]

Anônimo disse...

Hehe, oi libriana ;-)

O twitter é um telegrapho sem fio deveras útil ;-D

A parte do quase exatos já é citação da matéria do Henrique Koifman, que foi escrita no dia 14 de fevereiro de 2008, exatamente 100 anos e dois dias depois daquela corrida.

Té ;-)

Romeu, anônimo e fora de casa

Leonardo Peixoto disse...

Preciso encontrar esse filme :)