7.1.10

Ano do Vapor, o selo


Lancei no Twitter uma sugestão ligada ao meu último post do ano passado. Naquela oportunidade, relembrei uma expressão que havia lido em uma matéria no Conselho Steampunk definindo o, agora presente, 2010 como sendo "o Ano do Vapor". Minha sugestão foi a de que alguém, com mais habilidade gráfica que eu, fizesse um selo ou uma logomarca para dar registro visual àquela expressão.

E não é que a mensagem no telegráfo sem fio deu resultado? Acabo de receber uma contribuição de Matheus Quinan dando forma àquela ideia. O resultado pode ser visto acima. O que os leitores acharam? Gostaram? Alguma sugestão? Eu e, estou certo, Matheus estamos ansiosos para ler vossas opiniões.

Coletânea aceita textos steampunk

Quando anunciaram, no início de dezembro, a chamada para a próxima coletânea temática da editora Draco, aparentemente os organizadores iriam deixar de fora o subgênero steampunk, pois estava estabelecido: "O tema será 'Brinquedos do futuro' e o título do livro Brinquedos mortais".

Porém, no fórum do orkut da editora, Tibor Moricz, que escolherá o material com Saint-Clair Stockler, deu mais detalhes, esclarecendo que os autores podem mirar também no passado e não apenas no porvir: "Excessão feita a quem quiser escrever uma história no subgênero Steampunk ou dieselpunk. Nesse caso, aceitaremos qualquer coisa passada em época vitoriana".

Portanto, oficialmente, há mais uma oportunidade aberta para quem desejar escrever algo nesse estilo. Boa sorte aos vitorianos alternativos.

6.1.10

Vejam vocês: virei verbete na vaporpédia

A enciclopédia temática Steampedia já foi assunto neste blog. Volto a tocar no tema agora porque tive a honra de me tornar um dos verbetes desta iniciativa - mais uma! - dos irredutíveis associados do Conselho Steampunk. Apareço ao lado de duas novas atualizações no endereço, que dedicam espaço a outros autores da coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário: Claudio Villa, autor de "O dobrão de prata", e Antonio Luiz M. C. Costa, de "A flor do estrume". Abaixo, reproduzo, com muito prazer, o início do texto que leva o meu nome, e pelo qual deixo meus agradecimentos de público aos camaradas steampunkers:

Romeu Martins é jornalista, formado pela Universidade Federal de Santa Catarina, especializado em Ciência & Tecnologia, com ênfase na inovação tecnológica. Outrora sócio da editora Azimute que publicou a revista Nexus – Ciência & Tecnologia. Publicou um livro sobre o assunto, escrito em co-autoria com o pesquisador Roberto Pacheco, chamado Conhecimento & Riqueza . Publicou no site Overmundo uma série de resenhas e de entrevistas sobre ficção científica com o nome de Ponto de Convergência abordando livros do gênero.


Escreveu o conto “A teoria na prática” que acabou dando origem a uma série publicada no blog Terroristas da Conspiração. Até o momento, foram escritos 10 textos que se passam naquele universo, seis de autoria de Romeu Martins e outros quatro dos escritores Ludimila Hashimoto, Rafael “Lupo” Monteiro e Alexandre “Lancaster Soares” – este último também presente na coletânea Steampunk – Histórias de um passado extraordinário.

Wallpapers steampunk


O blog Baronato de Shoah, dedicado ao romance que o escritor José Roberto Vieira vai publicar pela editora Draco este ano, tornou disponível gratuitamente quatro papéis de parede para computador com temas steampunk. A imagem acima é de um deles, do personagem Sehn Hadjakkis. A montagem foi feita pelo próprio autor do romance, com base em ilustração do desenhista profissional que assina como marku djurdvejic.

História Alternativa no Overmundo

comentei neste blog a homenagem feita na noveleta "Cidade Phantástica" ao escritor Gerson Lodi-Ribeiro, cujo sobrenome, não por coincidência, é o mesmo do protagonista daquele texto, João Octavio Ribeiro. Na última segunda-feira, tive a oportunidade de voltar a escrever sobre ele ao resenhar seu primeiro romance para o site Overmundo, texto que pode ser lido e votado aqui, e do qual reproduzo o início:

Com o lançamento de Xochiquetzal – Uma princesa asteca entre os incas a ficção científica brasileira ao mesmo tempo que ganhou um romancista perdeu uma contista. Explico o paradoxo aparente: o preâmbulo do livro, publicado pela novata e promissora editora Draco, saiu antes na forma de conto no Brasil e no exterior. “Xochiquetzal e a Esquadra da Vingança” surgiu nas páginas das coletâneas Pecar a Sete (em Portugal, em 1999), Phantástica Brasiliana (no Brasil, em 2000) e na revista Altair (na Austrália, no mesmo ano). A diferença que mais chama a atenção entre uma versão e outra é que a narrativa curta foi assinada por Carla Cristina Pereira, uma historiadora e escritora que havia estreado em 1998 com o conto "Se Cortez houvesse vencido a peleja de Cozumel", no livro Outras Copas, Outros Mundos; já o nome que surge na capa deste romance, logo abaixo de uma bela ilustração da princesa asteca, é o de Gerson Lodi-Ribeiro. A solução do mistério é simples – apesar de ter durado mais de uma década – a contista que agora deixa de existir foi um pseudônimo empregado por este novo romancista brasileiro que finalmente assume a paternidade de sua criação.

Para ilustrar este post, estou utilizando o mapa criado pelo jornalista, crítico e escritor Antonio Luiz M. C. Costa - presente na coletânea Steampunk Histórias de um passado extraordinário - que detalha o mundo em que se passa a trama de Xochiquetzal – Uma princesa asteca entre os incas. A obra é um romance de História Alternativa em que Portugal passou a dominar de forma absoluta o Novo Mundo, chamado de Cabrália, avassalando os impérios inca e asteca, mas preservando boa parte da cultura desses povos. Na imagem reproduzida acima, e que pode ser ampliada com um clique, vemos no traço vermelho a rota da "Esquadra da Vingança", liderada pelo almirante Vasco da Gama, esposo da princesa Xochiquetzal.

5.1.10

Brazilian Steampunk

O vvb32 Reads é um espaço para compartilhar livros para jovens adultos (YA books). Em um post do dia 21 de dezembro, a responsável pelo site, uma auxiliar de administração de San Francisco, na Califórnia, dedicou uma postagem ao steampunk, uma das especialidades da casa - as outras são zumbis, vampiros, material japonês e Jane Austen.



O destaque foi para o que se produz aqui, neste lado do mundo: A coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário aparece com sua capa reproduzida. O site ainda faz links para outros assuntos que foram anunciados em nosso endereço. A entrevista do empresário Bruno Aciolly, do Conselho Steampunk, à coluna Beyond Victoriana; a resenha do livro feita por Larry Nollen em Off Blog of the Fallen; e ainda, para a minha alegria, indicou a seus leitores meu conto "Underground Amazon", spin-off do "Cidade Phantástica", traduzido para o inglês por Ludimila Hashimoto, e o qual foi feito originalmente para outro blog californiano, o do artista plástico Tom Banwell.

Diante do entusiasmo da blogueira, que disse estar ansiosa pela tradução para o inglês dos nove textos que fazem parte do livro, passei o endereço do vvb32 Reads à equipe da Tarja editorial. O comentário do editor responsável pela primeira coletânea nacional do gênero, Gianpaolo Celli, foi promissor para a vontade daquela leitora potencial: "Podem acreditar que esta é uma ideia que estamos considerando já faz algum tempo". Fica a torcida para que em breve leitores anglófonos possam conhecer mais do Brazilian Steampunk.

3.1.10

Expresso! o blog

Alexandre Lancaster Soares além de ser dono do mais completo blog nacional dedicado à cultura quadrinística e de animação japonesa que eu conheço, é um dos autores presentes na coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário, com um texto carregado de um teor pop que muita falta faz à produção brasileira de ficção científica. Sua noveleta, "A música das esferas", na verdade, faz parte de um projeto particular mais extenso e multimídia, chamado Expresso!, pensado originalmente para o formato de HQs, e não qualquer tipo de quadrinhos, mas aquele de inspiração nipônica, o mangá.

Agora, após sua estreia oficial nas páginas da primeira coletânea steampunk nacional, as aventuras do jovem inventor Adriano Monserrat devem surgir em breve na plataforma em que foram planejadas. Poderemos acompanhar o autor neste processo de criação graças a um novo blog que ele acaba de criar, usando as ferramentas criadas pelo Conselho Steampunk na rede social Steambook. Expresso!, o blog, já consta na minha lista aqui ao lado e em sua primeira postagem, o endereço nos oferece uma aula sobre o subgênero no qual ele está inserido, além de algumas das imagens criadas por Lancaster para este projeto que, assim faço votos, será mais uma atração do Ano do Vapor:



Edisonade é um subgênero de aventura infanto-juvenil que surgiu no século XIX através do romance The Steam Man of Prairies, de Edward S. Ellis. Essa história jamais teve continuações oficiais, mas criou um personagem definitivo: Johnny Brainerd. Um jovem inventor de 11 anos, simultaneamente anão e corcunda, que constrói um robô movido a vapor para auxiliá-lo na busca de um tesouro que salvará sua família de problemas financeiros – e não será uma tarefa fácil.

Essa idéia acabou se tornando aquilo que no jargão hollywoodiano é conhecido como alto-conceito e se encaixou direitinho no subgênero de aventura que surgia e que seria conhecido como boy heroes, que consistia efetivamente de colocar um garoto fazendo o papel que cabia a um adulto. Surgiram assim garotos soldados, garotos detetives (os mais perenes até hoje), garotos exploradores… não é preciso dizer que o garoto inventor se juntou a esse bando com facilidade, e o maior sucesso em território americano foi sem dúvida a série de dime novels (revistas baratas com novelas ligeiras; tinham esse nome por custar um dime – ou seja, dez centavos de dólar; na inglaterra, esse tipo de material era conhecido como penny dreadful) Frank Reade, criada por Harry Enton e que, após seu esgotamento de público, foi assumida pelo escritor cubano radicado norte-americano Luis Senarens, que em um dos primeiros casos de reboot de uma franquia em nossa cultura pop, deu um salto de décadas, introduziu um filho de Reade rigorosamente igual ao pai e ainda criou um título concorrente dentro da editora – o jovem inventor Jack Wright (nada a ver com os irmãos Wright, na verdade; ele foi criado em 1891).

A popularidade do gênero cairia com a Primeira Guerra Mundial, muito por causa da ressaca causada pelo conflito, que jogou no lixo as esperanças depositadas sobre a tectnologia; os garotos detetives tomaram sua frente (apesar de um dos últimos garotos inventores a surgir dentro desse contexto, o Tom Swift de Victor Appleton – criado em 1910 – ter sobrevivido à primeira guerra e gerado, como se tornou convenção do gênero, uma linhagem de filhos e netos; sempre que o personagem se esgotava, bastava fazer o pai pendurar as chuteiras, dar um salto de anos e iniciar uma nova série mostrando as aventuras do filho, e por aí vai).

O mais fantástico dos anos 3

E a retrospectiva de Ana Cristina Rodrigues ganhou um adendo vaporífico. Em outro de seus blogs, já citado aqui, o Observatório a Vapor ela passou em revista o produtivo ano de 2009 para a cultura steamer nacional. Seleciono dois trechos deste post:

Enquanto o vaporifico Romeu Martins olha para a frente, nosso observatório vira suas lentes para o que passou para recapitular como foi 2009, o Ano em que fizemos Vapor. Essa retrospectiva faz par com material que estou publicando no blog FC & Afins. (...)

Literariamente, 2009 foi ano em que editoras, leitores e escritores começaram a prestar realmente atenção ao steampunk, já extremamente bem sucedido lá fora. Além das traduções de Airman e Anno Dracula, assistimos o fenômeno que foi a coletânea steampunk da Tarja Editorial, ‘Steampunk: Histórias de um passado extraordinário’. Mesmo não tendo em mãos os resultados comerciais do livro (mas se Richard/Gian quiserem colocar aqui, serão benvindos), a repercussão do livro chegou a atravessar fronteiras. O crítico norte-americano Larry Nolen – que é uma máquina de devorar livros – destacou-o como um dos melhores livros de 2009, tendo inclusive feito uma boa resenha do volume.

2.1.10

O mais fantástico dos anos 2

Ainda mais recompensador que ver o boom da literatura fantástica no Brasil tomar a forma de um levantamento tão completo quanto o feito por Ana Cristina Rodrigues, conforme o post anterior, é perceber o quanto uma obra da qual participamos conseguiu se destacar entre tamanha oferta, em termos de quantidade e de qualidade, com a qual compartilhou a atenção de leitores e de críticos no ano. Felizmente este é outro dado que ganhou uma cara pelo trabalho da escritora. Em uma outra postagem de sua série, Ana Cristina fez a retrospectiva crítica das antologias e ebooks de 2009. É possível constatar que a coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário teve um desempenho notável neste quesito:

Steampunk

Gian Celli
Site da Editora

O mais fantástico dos anos

Durante o ano de 2009, principalmente em sua segunda metade, a impressão geral de quem acompanha a ficção fantástica nacional era de que algo extraordinário estava acontecendo. Foi necessário que alguém metesse a mão na massa e desse uma cara, desse números, desse a forma definitiva a essa vaga impressão. A responsável por isso foi a escritora, historiadora e agitadora cultural Ana Cristina Rodrigues. Em um de seus blogs, ela fez - está fazendo na verdade, já que o processo é dinâmico - a mais completa listagem de tudo o que se produziu em termos de FC, fantasia e horror no país durante aquele período de tempo.

O resultado impressiona. E fala por si. Acompanhem abaixo:

Em papel

Romances/Novelas

Além da Terra do Gelo (Victor Maduro – Independente)
Alma e Sangue 1 (Nazarethe Fonseca – Aleph – reedição)
Alma e Sangue 2 (Nazarethe Fonseca – Alpeh)
Anjo de Dor (Roberto Causo – Devir)
O arqueiro e a feiticeira (Helena Gomes – Idea – reedição)
Crônica dos Senhores do Castelo (Gustavo Brasman – Independente)
Deixando de existir (Goulart Gomes – Livro.Com)
Dias da Peste (Fábio Fernandes – Tarja)
Dragões de Éter 2 (Raphael Draccon – Leya)
O Elo (Marcello Salvaggio e Valerio Oddis Jr – Isis)
Ethernyt (Marson Alquati – Giz)
Guardiões do Tempo (Nelson Magrini – Giz)
Kaori (Giulia Moon – Giz)
Kara e Kman (Nazarethe Fonseca – Tarja – reedição)
Kymaera ((Helena Gomes – Jambô)
O livros de Laios (Jorge Tavares – Novo Século)
O livro de Iazmein (Jorge Tavares – Novo Século)
O que o olho vê (Carlos Orsi – Scarium Fantástica)
Padrões de Contato (Jorge Calife – Devir – reedição)
Relíquia (Gustavo Drago e Nana B. Poetisa – Biblioteca 24×7)
Tempo das Caçadoras (Miguel Carqueija – Scarium Fantástica)
A Travessia (Roberto Causo – Hiperespaço)
A tríade ((Helena Gomes – Idea)
Vale dos Elfos (Atila Siqueira – Biblioteca 24×7)
O vampiro da Mata Atlântica (Martha Argel – Idea)
Vinganças de Sangue (Kampos – CBJE)
Xochiquetzal (Gerson Lodi-Ribeiro – Draco)

Antologias de autor

AnaCrônicas (Ana Cristina Rodrigues – A1)
Antologia do Absurdo (Victor Melloni – Clube dos Autores)
Grafias Noturnas (L. F.  Riesemberg – Biblioteca 24×7)
A Ira dos Dragões e Outros Contos (Estus Daheri – Arte & Letra)
A mudança das estações (Susana Lorena – Multifoco)
Um salto na escuridão (Henry Evaristo – Clube de Autores)
A Sete Palmos (Waldick Garret – Novo Século)
Taikodom: Crônicas (Gerson Lodi-Ribeiro – Devir)
Universo subterrâneo (Danny Marks – Multifoco)


Coletâneas (sublinhadas são as que exigiram contrapartida dos autores de alguma forma)

Alterego (Org. Octavio Cariello – Terracota)
Cartas do fim do mundo (Org. Claudio Brites e Nelson de Oliveira – Terracota)
Contos Imediatos (Org. Roberto Causo – Terracota)
Dias Contados (Org. Ricardo Delfin e Danny Marks – Andross)
Dimensões.br (Org. Helena Gomes – Andross)
Draculea (Org. Ademir Pascale – All Print)
Espelhos Irreais (Org. Ana Cristina Rodrigues – Multifoco)
FC do B 2 (Org. PHB – Tarja)
Fiat voluntas tua (Org. Monica Sicuro e Rubia Cunha – Anthology/Multifoco)
Ficção de Polpa 3 (Org. Samir Machado – Não Editora)
Futuro Presente (Org. Nelson de Oliveira – Record)
Galeria do Sobrenatural (Org. Silvio Alexandre – Terracota)
Imaginários 1 (Org. Tibor Moricz, S. Stockler e Eric Novello – Draco)
Imaginários 2 (Org. Tibor Moricz, S. Stockler e Eric Novello – Draco)
Invasão (Org. Ademir Pascale – Giz)
O livro vermelho dos vampiros (Org. Luiz Guedes – Devir)
Marcas na parede (Org. Hanna Liis-Baxter – Andross)
Metamorfose (Org. Ademir Pascale – All Print)
Pacto de Monstros (Org, Rubia Cunha e Monica Sicuro – Anthology/Multifoco)
Paradigmas 1 (Org. Richard Diegues – Tarja)
Paradigmas 2 (Org. Richard Diegues – Tarja)
Paradigmas 3 (Org. Richard Diegues – Tarja)
Sinistro (Org. Frodo Oliveira – Anthology/Multifoco)
Solarium 1 (Org. Frodo Oliveira – Anthology/Multifoco)
Solarium 2 (Org. Frodo Oliveira – Anthology/Multifoco)

Steampunk (Org,. Gian Celli – Tarja)
Território V (Org. Kizzy Ysatis – Terracota)

Não-ficção

Almanaque Jornada nas Estrelas (Salvador Nogueira e Suzana Alexandria – Aleph)
Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica 2008 (Marcello Simão Branco e Cesar Silva – Tarja)
Literaturas Invisíveis (Org. Edgar Nolasco e Rodolfo Londero – UFMS)

Revistas e Zines

FicZine 7
Notícias… do fim do nada
(80-82) Extinto
Revista Lama
Portal Fundação
Portal Solaris
Portal Stalker
Scarium
(n. 25)

Na web

Ebooks

A Deusa dos Vampiros (Adriano Siqueira – Overmundo)
Agente A-5: Segredos e Justiça (Régis Rocha – Afrodinamic Produções)
Empadas e Morte (M.D. Amado)
Fantasma na Máquina (Lucio Manfredi – Overmundo – reedição)
As histórias do Barão Otto von Dews 1 (Rita Maria Felix da Silva)
Melhor do Desafio Operário (Org. Ana Cristina Rodrigues – Fábrica dos Sonhos)
Momentos Noturnos (Adriano Siqueira – Overmundo)
Nômade (Carlos Orsi)
O jogo no Tabuleiro (Simone Sauressig)

EZines

Adorável Noite 29-33
Black Rocket 3
Juvenatrix 115-119
Terrorzine 04-16

Sites de Contos

Contos Fantásticos
Estronho e Esquesito
Fontes da Ficção
Letra e Vídeo
O nerd escritor
Terroristas da Conspiração

Sites informativos/resenhas

Biblioteca Mal Assombrada
A Casa das Almas
Cidade Phantástica
Criando Trestálios
Falando de Fantasia
Fantastik
Ficção Científica e Afins
Homem Nerd
Infernoticias
Intempol
Leitura Escrita
Livros Fantasia
Mundo de Fantas
Museu do Terror
Ponto de convergência
Observatório a Vapor
Portal Cranik
Papo na Estante
Universo Fantástico
Universo Insônia

Colunistas

Antonio Luiz Costa
Raphael Draccon
Roberto de Sousa Causo

Redes Sociais

aoLimiar
Livrus
O Livreiro
Steambook

Mais brasileiros na Steampunkopedia

Já havia falado neste site quando ele catalogou a coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário no final do ano passado. Agora, a Steampunkopedia voltou a dar atenção a produtos brasileiros no registro que faz de tudo o que se faz no mundo em termos de steampunk e de dieselpunk.

Na entrada do dia 26 de dezembro, a equipe do site compilou três obras nacionais que devem vir a público em 2010, as quais comentei no meu último post de 2009. Os representantes brasileiros são: o romance O Peregrino, de Tibor Moricz; o conto O Nocturlábio, de Cândido Ruiz; e o mangá Hansel & Gretel, de Douglas MCT e Ulisses Perez.

E na postagem anterior, com data de 20 de dezembro, surgem dois outros produtos brasileiros, igualmente noticiados por aqui. As novelas Segredos e Justiça, de Régis Rocha; e A canção do silêncio, de José Roberto Vieira. Ou seja, há mais gente no mundo de olho naquele que deve ser o ano brasileiro do vapor.

Torre de Vigia 12

 Para o primeiro post de 2010, tenho o prazer de constatar que a coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário apareceu em mais uma lista dos melhores livros do ano. E quem preparou a listagem foi a mesma autora da primeiríssima resenha que a obra recebeu, logo que saiu de gráfica, no dia primeiro de agosto: a IA orgânica, Giseli Ramos. Tenho ainda outro prazer, o de estar presente em um segundo livro deste seleto grupo, a edição número 1 de Paradigmas. Abaixo, os livros e os comentários da CyberGi:


Livros made in Brazil

O ano foi recheado de bons lançamentos de autores brasileiros. Não só em ficção científica, como de outros gêneros. Meus top 7 em árvore morta e 4 ebooks:



  • Anacrônicas – Ana Cristina Rodrigues: Ótimo apanhado de contos curtos recheados com ilustrações de Estevão Ribeiro.

  • Taikodom: Crônicas – Gerson Lodi-Ribeiro: Space opera à la brasileira.

  • FC do B de 2009 – vários autores: Todo ano se realiza um concurso para selecionar os melhores contos em ficção científica que são publicados em um livro. Esse ano o pessoal caprichou em muitos contos.

  • Trilogia Padrões de contato – Jorge Luiz Calife: Excelente ficção hard brazuca. Apesar de ter achado algumas partes meio enrolativas, a trama como um todo é bem bacana e vale a pena ser lida.

  • Paradigmas volumes 1 a 3: Coletâneas de vários autores. A qualidade dos contos não é uniforme, mas em cada volume sempre há uns contos de destaque.

    Por ora é isso. Aviso que não estão em ordem de preferência e, apesar de ser os meus 7 favoritos, a não-menção de outras obras não a desmerece necessariamente, é só por questão de critério e espaço.

    E os ebooks:

    • O nômade – Carlos Orsi Martinho: Apesar de ter achado que o final podia ser um pouco melhor, ainda assim vale uma olhada.

    • O fantasma na máquina – Lúcio Manfredi: Noveleta cyberpunk brazuca, com SP de cenário. Trama com alguns clichês e partes meio abstratas e confusas, mas a história como um todo é interessante (e poderia ser reaproveitada para dar uma novela melhor ainda).

    • O jogo do tabuleiro – Simone Saueressig: Essa trilogia me surpreendeu. Um grupo de amigos se dá pelo desaparecimento de um dos amigos, que disse que ia jogar. Misto de fantasia, rpg e algumas coisas a mais.

    • O melhor do desafio operário – vários autores: Coletânea de contos do grupo Fábrica dos Sonhos. Boa parte dos contos são bem escritos, mesmo que alguns peguem clichês. Bem bacana!

    21.12.09

    2010, o Ano do Vapor?

    A repercussão e a movimentação em torno do steampunk deve ter surpreendido até o mais otimista dos fãs brasileiros deste subgênero. Este blog, que nasceu em janeiro de 2009, tinha o objetivo apenas de me ajudar a pensar e a divulgar uma noveleta, publicada na primeira coletânea nacional dedicada ao estilo. Porém, ele acabou se tornando uma testemunha deste processo, agrupando links e noticiando resenhas, artigos,  entrevistas, novas produções literárias e em quadrinhos, eventos virtuais e reais, enfim, algumas das vertentes da cultura steamer nacional e do material estrangeiro que foi publicado no Brasil.

    Agora, chegando o final do ano, é um bom momento de olharmos para a frente, já que o passado está registrado em nosso arquivo. Tomando o mote que eu li em uma matéria do site do Conselho Steampunk comentada por aqui, é hora de perguntarmos se a onda acaba assim mesmo ou se 2010 vai ser o Ano do Vapor?

    Vou reunir aqui, neste post, algumas das novidades agendadas para o próximo ano que podem dar a melhor e mais objetiva resposta a esta pergunta.

    Para início de conversa, 2010 deve ver a consolidação do projeto mais ambicioso do grupo que foi fundamental para a realidade que o steampunk assumiu em nosso país. Da mesma forma que eles deram o pontapé inicial neste nicho que se tornou tão importante para a FC nacional, agora é a oportunidade de vermos acontecer o mesmo com o gênero como um todo. A novidade foi anunciada em primeira mão na entrevista que um dos fundadores do Conselho Steampunk , Bruno Accioly, me concedeu em nome do Overmundo e que reproduzi também neste blog:


    Tenho conhecido muita gente interessante e importante no meio, o que me fez perceber que o Conselho SteamPunk pode retribuir o carinho da comunidade de produção literária de Ficção Científica através das ferramentas que vem desenvolvendo para promoção do sub-gênero que tanto estimamos.
    A nova iniciativa do Conselho SteamPunk, como resultado, não será endereçada a entusiastas de nicho, mas a toda comunidade de escritores e leitores de literatura fantástica.
    O que ninguém ouviu até agora é o nome desta iniciativa, que foi batizada por nós de: aoLimiar.

    Recentemente, em seu blog pessoal, o empresário deu mais detalhes do projeto:


    O aoLimiar é uma iniciativa do Conselho SteamPunk, tem apoio de cada uma das Lojas regionais do conselho, tem sua infra-estrutura gerida pela dot . digital oriented technologies e conta com uma equipe competente e multidisciplinar que pretende tornar cada uma das transições completamente integradas com o uso cotidiano da Rede Social, entretanto não pretendemos que o aoLimiar pare por aí.
    Em termos de produtos nacionais com estética steampunk, 2010 vai ser um ano agitado. Um lançamento que já está confirmado - e que foi noticiado por aqui - é o mangá nacional Hansel & Gretel, de autoria de Douglas MCT, nos roteiros, e Ulisses Perez, na arte. A editora responsável pelo material é a New Pop e a previsão é que esta releitura steamer de João e Maria chegue às bancas de todo o país ainda no primeiro semestre do ano. Mais detalhes, no blog criado pela dupla de mangakas.


    Uma nova empresa pretende investir forte em produtos literários nesta área: a Draco. Em 2010 esta editora paulista deve lançar ao menos dois livros do gênero, ambos já comentados neste blog. O primeiro deles é uma coletânea binacional, reunindo brasileiros e portugueses, cujas regras de participação anunciei neste post. Com exclusividade para o Cidade Phantástica, o editor Erick Santos contou detalhes do que poderemos esperar deste livro:

    A Vaporpunk é organizada por Gerson Lodi-Ribeiro (Brasil) e Luís Filipe Silva (Portugal). Deverá ter oito histórias, em sua maior parte noveletas, escritas por oito autores: cinco brasileiros mais  três portugueses.
    Os brasileiros: Carlos Orsi Martinho; Eric Novello; Flávio Medeiros; Gerson Lodi-Ribeiro; e Octavio Aragão.
    Os portugueses: João Ventura; Jorge Candeias; e Luís Filipe Silva (Nota de Update: leia-se Yves Robert no lugar do coeditor Luís Felipe Silva).

    Atendendo à proposta das guidelines, a maioria das histórias se passa no Brasil ou em Portugal.
    O segundo lançamento da Draco nesta área foi anunciado primeiramente aqui. O Baronato de Shoah, do escritor José Roberto Vieira, tem data prevista de lançamento para março. Agora, em janeiro, começam os preparativos para o romance, de revisão do texto e confecção da capa, segundo Erick Santos. Em seu blog, o escritor comentou a parceria com a nova editora.



     Um outro romance que também deve ser lançado no primeiro semestre do ano foi anunciado por seu autor neste post. Tibor Moricz ainda está negociando com as editoras, mas O Peregrino, terceiro livro solo a levar sua assinatura - do qual tive o prazer de ser um dos beta readers -, está praticamente garantido como uma das novidades do Ano do Vapor. A trama mistura FC e Fantasia em um cenário típico de faroeste. Quando o autor me pediu para dar uma definição da obra, arrisquei "bullets and sorcery". Ele começa a descrevê-lo assim:

    Meio-oeste americano, ano de 1870. Um homem sem memória. Um surpreendente Colt45. Uma cidade estranha. Personagens bizarros. Uma missão sem sentido.
     

    Um conto que está em gestação acaba de ganhar um blog para permitir a seus futuros leitores a oportunidade de acompanhar a evolução do texto. O blog é O Nocturlábio de Cândido Ruiz, membro da Loja São Paulo do Conselho Steampunk. Este é um trecho da apresentação do cenário feita pelo autor:

    Um bom navegador conhece bem os diversos instrumentos náuticos existentes e, dentre eles, o astrolábio é o que mais se destaca. Neste conto existe um navegador muito hábil e peculiar, o qual possui dois instrumentos poderosos à sua disposição... seu instinto e o seu navio batizado como Nocturlábio.

     

    São várias novidades, não? E ainda pode haver mais, alguns lançamentos eu ainda não consegui confirmar. Mas o editor da coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário, Gianpaolo Celli, da Tarja Editorial, anunciou que pretende escrever um romance baseado na noveleta que publicou naquele livro: "O assalto ao trem pagador". Da mesma forma, Octavio Aragão, um dos autores que vai estar presente na coletânea Vaporpunk, também trabalha no livro que dá sequência à sua obra lançada em 2006, A mão que cria.  O romance se chamará A mão que pune e deve conter vários elementos característicos do steampunk.

    E eu também escrevi recentemente uma segunda parte para a noveleta "Cidade Phantástica". O nome do texto é "Tridente de Cristo" e está em avaliação para saber se entra em uma outra coletânea mista, com vários gêneros distintos da ficção fantástica.

    Depois de tantos exemplos fica com vocês a resposta se 2010 será ou não o Ano do Vapor. Meu desejo é o de que, independentemente de tudo, seja um ano melhor para todos nós.

    Grato pela leitura e pelos acessos em 2009. Abraço a todos e boas festas.