16.7.09

Gaúchos a vapor


Acrescentei mais um endereço à galeria de links ao lado e com isso dou às boas vindas à Loja do Rio Grande do Sul do Conselho Steampunk. Agora são três praças do país que fazem parte deste movimento que divulga e apoia a cultura steamer: além dos recém-ingressos gaúchos, há lojas em São Paulo e Rio de Janeiro.

Vou reproduzir trechos do artigo que abriu as atividades no site gaúcho, "Mas o que é esse tal Steampunk?", de autoria de Ju Oliveira:

Os novos Steampunks

Atualmente encontramos o gênero steampunk em várias mídias. Além da ficção científica e do horror, o steampunk também se associa à fantasia como é o caso do anime “Escaflowne” e de alguns jogos de videogame da série “Final Fantasy”. Falando em animes, também são steampunks alguns dos episódios de “Robot Carnival” e, naturalmente, uma das obras-primas de Hayao Miyazaki, “Laputa: Castle in the Sky”.
Existem vários bons livros contemporâneos do gênero steampunk, a maioria ainda não disponível em português, como os três romances da “The Steampunk Trilogy” de Paul DiFilippo. Já traduzidos temos os primeiros livros da fantástica série “Dinotopia” de James Gurney.
Nas HQs, “As aventuras da Liga Extraordinária” é uma leitura obrigatória. O mestre Alan Moore nos maravilha utilizando toda a galeria dos personagens clássicos da literatura vitoriana/steampunk.
No cinema “As Loucas Aventuras de James West” com Will Smith não fez jus à memorável série da televisão “James West”. Mais à altura dela esteve a série “As Aventuras de Brisco County Jr.”, com Bruce Campbell que passou por aqui no canal Warner.

15.7.09

Eric Novello entrevista Gian Celli

E o portal Fantastik continua a fazer a melhor cobertura - não só - do lançamento da primeira coletânea steampunk nacional. Desta vez, Eric Novello entrevistou o organizador da obra e autor da noveleta que abre o livro, Gian Celli. Confira abaixo uma das perguntas e a resposta do editor da Tarja e leia a íntegra aqui:

Algum conto te surpreendeu em especial?
Praticamente todos os contos me surpreenderam de uma maneira ou de outra. Seja por sua ligação com personagens literários, com personagens históricos, ou como eles lidaram com a história e a teconologia do século XIX, o que eu sei, demandou bastante pesquisa. Isso sem contar a criatividade dos autores em trabalharem o gênero, mesclando o mesmo com outros, como o drama de guerra, o suspense, o romance, o terror e a aventura. Realmente o conjunto do livro ficou, como o próprio nome indica: extraordinário.
Sem advogar em causa própria, da capa aos contos, o livro está valendo a pena!


14.7.09

Concorra a duas coletâneas steam

Um dos autores presentes na coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário, Antonio Luiz M. C. Costa, separou dois livros para sortear pelo Orkut. Para concorrer, os participantes devem se comprometer a resenhar a obra que vão receber em suas casas. Os tópicos para se inscrever são de duas comunidades, a de Ficção Científica e a de Escritores de Fantasia.

Por falar nos autores da coletânea, no post sobre a repercussão do anúncio deste livro, deixei de mencionar que Roberto Causo noticiou o futuro lançamento na seção de Drops de sua coluna no site Terra Magazine. Outras menções que encontrei sobre a obra foram nos blogs Ambrosia, Falando de Fantasia e Baronato de Shoah. Se alguém identificar algum outro, por favor, me avise.

Conselheiro honorário

Mesmo morando distantes 705 quilômetros da capital de São Paulo, estou representado no site da Loja local do Conselho Steampunk. Depois de uma troca de mensagens naquele telégrafo sem fio que é o Twitter, eles me convidaram a contribuir com um texto sobre obras em quadrinhos influenciadas ou pertencentes ao gênero steamer. Num artigo que entrou no ar nesta madrugada, resenhei uma graphic novel da DC Comics do início da década de 90, quando dos primórdios desta vertente da ficção científica nos Estados Unidos. Trata-se de uma revista da linha Elseworlds daquela editora, cuja premissa é retirar seus personagens da ambientação costumeira e jogá-los em novos cenários, sejam eles históricos ou inspirados em alguma obra ficcional.

No caso o personagem é Batman e o cenário histórico é a Guerra Civil americana, no ano de 1863, portanto, um período bastante próximo ao que trabalhei na noveleta "Cidade Phantástica". A obra é The Blue, the Grey and The Bat que foi rebatizada como A Guerra da Secessão quando publicada no Brasil pela editora Abril em 1993, um ano depois de seu lançamento nos EUA. Abaixo, trechos da resenha, que pode ser lida na íntegra aqui:

Os primeiros quadrinhos abrem com cenas da cidade de Washington, obras inacabadas do que um dia viria a ser o Capitólio e um preocupado e amargurado presidente Abrahan Lincoln na sede do poder executivo, a Casa Branca. O texto faz uma análise pessimista da situação para o Norte, dando conta de que são os homens do Sul que contam com os melhores oficiais naquele momento. A vantagem da União reside no número de soldados e na riqueza de suas terras. Mas uma descoberta feita por um garimpeiro de má fama, chamado Henry T. P. Comstock, no território de Nevada, pode pôr fim ao equilíbrio de forças: um depósito de ouro e prata de dimensões e qualidade que mal podem ser imaginadas.


Apesar de nominalmente o controle da região estar com o Norte, aquele terreno representa uma encruzilhada de forças. Cercado por tribos de índios hostis, por mexicanos que pretendem recuperar terras perdidas para o vizinho duas décadas atrás, por mercenários atrás de riqueza fácil, além de agentes da Confederação separatistas infiltrados entre esses grupos, aquela fortuna em minério pode significar o futuro de um país. A vitória ou a derrota de um projeto de nação simbolizado pelos sonhos abolicionistas de Lincoln, um presidente que não conta com nenhuma companhia de infantaria para mandar àquela terra sem lei e tomar posse de fato das tais minas.


12.7.09

Torre de Vigia

A repercussão do anúncio da coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário me surpreendeu e tem se espalhado por blogs do Brasil e d'além mar. A maioria das páginas ressalta o ineditismo da iniciativa da Tarja e publica a bela capa do livro, de autoria de Marcelo Tonidandel, o mesmo que assinou a de Fome, de Tibor Moricz, obra que tive o prazer de prefaciar.

O primeiro que percebi a comentar a coletânea foi justamente um observador de outra margem do oceano. Frederico J., grande entusiasta de Jules Verne e responsável por um blog que reúne impressionante quantidade de informações sobre o autor francês, fez um post ressaltando a presença do meu conto e de sua influência verniana.

Em seguida, vieram os aficcionados por RPG, jogo que ao lado da literatura, dos quadrinhos e do cinema é uma mídia que bebe da fonte steampunk há anos. Nexus RPG, mantido pelo escritor José Roberto Vieira, que se dedica a produzir um romance do gênero, publicou a capa da obra. Já a equipe do Pensotopia fez um post para falar do estilo e comentar um dos jogos mais influenciados por ele, o Castelo Falkenstein.

Evidentemente, não poderia ficar de fora da divulgação o grupo que mais batalha pela cultura steamer no Brasil. A Loja de São Paulo do Conselho Steampunk comemorou a notícia como uma grande vitória para os amantes deste gênero no país. De fato é e eles têm muitos méritos nesta conquista.

Outro grande divulgador da literatura fantástica por aqui, Silvio Alexandre, publicou em seu Universo Fantástico o convite para o lançamento do livro. O mesmo que fez a escritora Cristina Lasaitis em seu blog, destacando outros lançamentos do mês da mesma editora.

Aliás, mês que promete ser o mais recheado da história da ficção fantástica nacional. Quem fez o levantamento mais completo foi Fernando Trevisan, na seção de Leituras de sua página ele enumera seis obras brazucas que vão ser lançadas em julho, entre elas a primeira coletânea steampunk já produzida com material brasileiro.

Mas o destaque mesmo fica para o final, pois a melhor cobertura feita pelo anúncio de Steampunk - Histórias de um passado extraordinário foi a do escritor e divulgador Eric Novello. Em sua página Fantastik ele reuniu informações sobre as noveletas, descrições delas pela maioria dos autores e ainda pequenos trechos de cada uma das nove obras que compõem a coletânea. Imperdível.

Um começo bastante promissor para o livro e para o fortalecimento da cultura steamer no Brasil. Meu agradecimento a todos.

7.7.09

Convite

Clique na imagem para ampliá-la:

6.7.09

Steampunk - A primeira coletânea nacional

Recebi informações sobre o livro em que vai ser publicada a noveleta "Cidade Phantástica".

Steampunk - Histórias de um passado extraordinário vai trazer textos de nove autores em 184 páginas. O lançamento será nos dias 25 e 26 de julho, das 11 às 19 horas, durante a Fantasticon 2009 – III Simpósio de Literatura Fantástica que ocorrerá na Biblioteca Temática de Literatura Fantástica Viriato Corrêa, na Rua Sena Madureira, 298 – Vila Mariana – São Paulo – SP.

Abaixo você pode conferir a capa do livro e alguns detalhes dos contos e autores presentes na obra, editada pela Tarja Livros.



Gianpaolo Celli trouxe uma história clássica, com referências históricas reais misturadas com ação e intrigas, envolvendo sociedades secretas e o prelúdio do que se tornou a guerra Franco-Prussiana. Fábio Fernandes apresentou uma adaptação primorosa do complexo de Frankenstein, com uma visão fascinante de um futuro onde a sociedade divide seu espaço com a maquinidade. Antônio Luiz rompe as amarras do metal, trabalhando avanços em outra área de estudo, com ambições até mesmo maiores e mais perigosas: a medicina. Alexandre Lancaster cedeu uma narrativa com ares de ficção científica, onde a ciência aponta que somente pode ser vista com simpatia se for inofensiva, caso contrário, torna-se uma maldição. Roberto Causo transporta o leitor para uma viagem repleta de escaramuças pelas selvas de nosso país, mas não entre as árvores, mas acima delas, mostrando Santos Dummont de uma forma inusitada. Claudio Villa arremessa o leitor para o mar, singrando suas águas acima e abaixo, em busca de um tesouro que leva o leitor aos ares do terror lovecraftiano. Jacques Barcia nos dá um conto “estranho”, unindo o drama da guerra, máquinas quase humanas e seres inacreditáveis da mitologia em um caldo que realmente proporciona uma nova criação. Romeu Martins transporta o leitor para um ambiente de faroeste à brasileira, com o clima típico desse estilo de folhetim, mas com heróis e bandidos extremamente vaporosos. E Flávio Medeiros encerra as páginas da obra com chave de ouro, mostrando os clássicos dirigíveis e submergíveis em um drama de honra que certamente agrada muito aos apreciadores do gênero.

4.7.09

Steampunk made in Brazil 3

Zuda Comics é o nome da editora de quadrinhos virtuais - ou webcomics - mantida pela DC na internet. Mensalmente eles realizam um concurso no qual os próprios leitores podem votar e ajudar a escolher qual HQ autoral eles gostariam de ver publicada naquele site. No mês de junho os vencedores foram o roteirista americano Dwight MacPherson e o desenhista brasileiro Igor Noronha com o seu projeto chamado Sidewise.

O melhor, para leitores deste blog que se interessam por cultura steamer, é que se trata de uma obra literalmente de vitoriana alternativa. MacPherson se diz fã de autores como Jules Verne e H. G. Wells e criou sua trama para apresentar ao filho, de 13 anos, os conceitos do steampunk.

A história conta as desventuras do gênio de 15 anos Adam Graham. O garoto se apropria de um invento dos pais, uma máquina do tempo, para viajar para a Londres de 1902, justamente no fim do reinado da rainha Vitória, para pesquisar um trabalho de escola. Acontece que ele não volta no tempo, mas invade uma dimensão paralela na qual o cérebro preservado daquela regente domina a ilha contando com os serviços de robôs criados por Nikola Tesla - cientista que pretende se rebelar contra a tirana se unindo ao jovem protagonista do gibi eletrônico.

Igor Noronha deu uma entrevista ao Omelete na qual falou da experiência de participar daquele concurso que atrai a atenção de quadrinistas de todo o mundo:

A sensação de ganhar é indescritível, pois foi uma batalha intensa durante 30 dias. Começamos em primeiro e permanecemos no topo durante todo o mês até que, faltando apenas um dia, caímos para o segundo lugar. Foi então que recebemos uma imensa ajuda de amigos e de todos que querem muito ler mais de Sidewise. É muito bom ver que todo o sacrifício foi recompensado, e que agora poderemos finalmente contar a nossa história.

24.6.09

Histórias de um passado extraordinário

Este é o subtítulo da coletânea Steampunk na qual vai ser publicada a noveleta "Cidade Phantástica". A previsão da editora, que é a Tarja, é que o livro esteja pronto até o final de julho, a tempo de ser lançado durante o próximo Fantasticon, no último final de semana do próximo mês.

Em meu blog mais velho, o TerrorCon, estou postando algumas informações em um especial apenas com imagens de inspiração fantástica. Entre elas, está a figura abaixo, o protagonista de uma outra noveleta da antologia - "Música das esferas" - feita pelo meu caro beta reader Alexandre Soares, do blog Maximum Cosmo.



Quando eu tiver mais informações, postarei aqui e lá.

17.6.09

Cidade Phantástica aprovada

Como estou sem computador em casa, vai ter que ser um post rápido. A minha noveleta foi aprovada pelos editores e vai ser publicada na coletânea steampunk que está sendo organizada.

Só posso agradecer a meus beta-readers.

Ludimila Hashimoto
Giseli Ramos
Maria Helena Bandeira
Alexandre Soares
Fábio Fernandes
Lúcio Manfredi
Tibor Moricz
Clinton Davisson
Carlos Orsi

Abraço a todos!

11.6.09

Alan Moore e o Steampunk

Um texto imperdível no sempre ótimo site do Conselho Steampunk de São Paulo traz um depoimento de Alan Moore sobre os conceitos do steampunk. Trata-se de um artigo da Steampunk Magazine - publicação que logo vai ganhar versão nacional graças aos membros deste grupo - que foi traduzido e adaptado por Karl para o site e, como enfatiza a chamada, é sobre A Liga dos Cavalheiros Extraordinários "que ajudou a popularizar a estética steampunk talvez mais do que qualquer outro livro".



Talvez nem todos concordem e achem certo exagero na afirmação. Mas eu assino embaixo. Desde que li a primeira parte da série, no final dos anos 90, as ideias presentes na Liga me fascinaram e, conforme aumenta a complexidade da trama, esta vem se firmando uma de minhas obras favoritas da carreira do quadrinista inglês.

O artigo é muito interessante por revelar de onde partiu o conceito inicial para a primeira minissérie - Moore já trabalhava, com a atual esposa, em sua série pornográfica Lost Girls, quando imaginou levar o conceito de crossovers entre personagens de diferentes universos ficcionais para uma mesma realidade. Ele enfatiza também a importância do artista de série, Kevin O'Neill, que deu uma visão criativa para as tecnologias e para a arquitetura fantásticas mostradas nos quadrinhos. E, ainda, comenta quando se deu conta do grau de complexidade daquilo que estava criando:

Eu acho que foi provavelmente na metade da primeira edição quando eu me toquei que havia feito o Sr. Hyde de Stevenson assassinar Nana de Emile Zola na Rua Morgue de Edgar Alan Poe, que eu percebi que havia uma possibilidade fantástica para fazer deste livro algo sem precedentes; se fizéssemos cada personagem do livro um personagem tomado de uma ficção pré-existente, então o livro se tornaria esse amálgama insano de quase todo mundo ficcional que existiu.


Pena que o artigo original não tocou em um tema delicado: as semelhanças entre os quadrinhos de Moore com os livros do seu conterrâneo Kim Newman, a série Anno Dracula, que alguns anos antes do lançamento de A Liga já trabalhava com ideias muito parecidas. A editora paulista Aleph anunciou que em breve vai lançar a edição nacional do primeiro livro da série, publicado originalmente em 1992, dando a oportunidade para que brasileiros façam esta comparação. Mesmo assim, a leitura do depoimento de Alan Moore é mais que recomendável.

7.6.09

Um livro escrito ao vivo

Fãs brasileiros de steampunk têm a oportunidade de acompanhar em tempo real a criação de um romance que mistura o gênero com elementos de fantasia. O escritor José Roberto Vieira está compartilhando com seus leitores a experiência de criar sua obra em público, através das postagens em seu blog Nexus RPG.

Naquele endereço o autor publica trechos do livro, expõe suas dúvidas e compartilha as imagens que garimpa na internet e que lhe servem de inspiração, como o exemplo abaixo, retirado do site The Gatehouse:

A seguir, reproduzo o prelúdio de Baronato de Shoah, desejando a seu criador sucesso com o projeto.


Sob o olhar atento de uma centena de cabeças, o guerreiro entrou pelo arco de pedras.

Leu na placa de boas vindas – Tosten – e não se importou nem um pouco. Aquele nome nada dizia , mesmo que insistisse em fingir ser poderoso. Insignificante, o vilarejo começava a cercá-lo com pequenas casas de madeira e tablados rangentes.

Mais um entre tantos dominados por uma potestade alheia à suas necessidades mais básicas e seus sonhos mais profundos. Caminhava furtivamente pelos cantos da memória, teimando em não ser esquecida. Levianamente, o único pensamento do guerreiro era sair dali o mais rápido possível.

Não que fosse incômoda ou perigosa, nada disso. O que irritava o viajante era o fato dela não-ser. De nem tentar ser. O devir era algo que não fazia parte de seus planos. E o futuro não passava de anseio.

Ao contrário da morada de pescadores, o guerreiro era uma presença nítida e intimidadora. De longos cabelos azeviche, olhos violeta, roupas pretas e uma espada nas costas, além das botas de fivelas, também pretas. Sua pele era da cor da lua e ele carregava um pingente no pescoço. No braço esquerdo da blusa, uma estrela de cinco pontas.

– Bom dia, Capitão. – cumprimentou um cocheiro, enquanto o homem se aproximava da taverna. – Mianeh te abençoe. – tirou o chapéu, em respeito ao viajante. Aqui os dias são longos e as noites perigosas.

– Bom dia, cocheiro – respondeu o militar, acenou imperceptivelmente para as duas moças que passaram entre os dois. Não sorriu nem esboçou qualquer outra reação. Estóico, continuou olhando para o serviçal. Um cavalo relinchou, incomodado com a nova presença.

O cocheiro lançou um olhar significativo para o outro, mas não obteve resposta. – O que nossa cidade pode oferecer ao senhor? A gente tem menos que nada.

O vento soprou dramaticamente, revoando a pelerine do homem de preto.

- Procuro um homem.

- Geralmente procuram mulher – brincou o cocheiro. A sisudez do outro o fez desistir, olhou para o céu, constrangido com a própria idiotice e falou: – Tem poucos homens por estas bandas, a maioria viaja pras cidades e volta uma vez por ano.

3.6.09

And the winner is...

Saiu o resultado da competição que anunciei abaixo. Tom Banwell recebeu ao todo oito contos vindos de cinco países diferentes. O escolhido foi o texto do americano Terry Sofian que pode ser lido aqui.

Mas o organizador da disputa publicou também os demais escritos. Os sete autores mandaram textos do Reino Unido, Canadá, Cingapura e Brasil. Sim, nosso país esteve representado por mim, que enviei um conto que se passa no mesmo universo da noveleta "Cidade Phantástica" - e que contei com a tradução de Ludimila Hashimoto - e por Felipe Vasques, autor de "Eyes in the dark". O material pode ser conferido no blog de Banwell.

E no meu outro blog, o aniversariante Terroristas da Conspiração, os leitores podem conferir o conto "Amazônia underground" em protuguês e em inglês, além de conferir uma lista das referências que foram utilizadas nele.

Boa leitura!