Olhem só o que o carteiro me entregou no meio da tarde:
Trata-se do livro de estreia S.M. Peters, declaradamente inspirado e dedicado a um dos favoritos desta casa, Alan Moore. Whitechapel Gods, pelo que pude ler rapidamente hoje, é um autêntico romance steampunk, misturando à realidade vitoriana do bairro onde agiu Jack, o Estripador estranhas entidades, como Mama Engine e Grandfather Clock. O livro chegou até mim graças ao advogado e escritor Marcelo Augusto Galvão, responsável por um blog que faz parte da Malta do Vapor, ali ao lado. E de quem pretendo voltar a falar aqui quando o carteiro me trouxer a coletânea Imaginários 3 - que encomendei na Saraiva no final de julho - onde foi publicado um conto dele (que já li, em 2008, e recomendo). Mas falo mais a respeito quando tiver a obra em mãos. Obrigadão, Galvão!
31.8.10
FC, não futurismo
Eu tinha comentado a inauguração da Loja Goiás do Conselho Steampunk mas tinha me faltado tempo para acessar o site dela. Felizmente reparei essa falta hoje e pude encontrar lá um artigo de Rafael Camargo que me fez lembrar de uma frase do escritor - inclusive de FC - Braulio Tavares, citada numa reportagem da revista das Livrarias Cultura em 2008: “O objetivo da ficção científica não é prever o futuro, assim como o objetivo da literatura policial não é provar que o crime não compensa”. Bem pertinente para quem aprecia o retrofuturismo.
As famosas cartas de tarô compõem um baralho de 78 cartas e faziam parte de um antigo jogo criado no norte da Itália entre os séculos XV e XVI. Os tarôs passaram a ser utilizados na previsão do futuro a partir do século XVIII. Aparentemente, os tarôs não possuem nenhuma ligação com a ficção científica, porém, não é o que dizem os cientistas…
Em 2001, a revista Galileu publicou uma matéria um tanto curiosa. Tratava-se nada mais nada menos que uma discussão sobre o fim da ficção científica. E explicações foi o que não faltaram aos cientistas, os reais defensores deste pensamento. Segundo estes pesquisadores, a ficção científica está perdendo seu fôlego, pois não é mais possível prever o futuro como se fazia antigamente. Isaac Asimov falava de uma espécie de biblioteca mundial onde todos poderiam contribuir para a formação de seu conteúdo. Asimov acertadamente previu o que hoje conhecemos como Wikipédia. Com o passar dos anos essas previsões foram acabando e de acordo com os cientistas a ficção científica não será mais capaz de prever o futuro. Afinal, um escritor pensa em uma idéia sobre a existência de uma sociedade com tecnologia “X” nos computadores. Em seguida, o autor começar a desenvolver a sua história e personagens e, ao seu término, procura uma editora para avaliar e decidir se publicará sua obra. Até que todo esse processo citado ocorra, os cientistas ao descobrirem a tecnologia “X” existente nos computadores isto chegará em questão de segundos ao público devida a velocidade dos meios de comunicação. O exemplo citado prova nos dias de hoje é impossível a ficção científica prever o futuro. A pergunta que fica é: estaria realmente a ficção científica com seus dias contados? Continua
30.8.10
Convescotes pelo país
Camaradas, virou uma tendência! Estou sabendo de três convescotes vitorianos a serem realizados nos próximos dias em nosso país.
Em Florianópolis, no feriado de 7 de Setembro
Em Curitiba, no dia 10 de outubro
No Rio de Janeiro, no dia 16 de outubro.
Boas festas!
Em Florianópolis, no feriado de 7 de Setembro
Em Curitiba, no dia 10 de outubro
No Rio de Janeiro, no dia 16 de outubro.
Boas festas!
Espaço para o Cyberpunk, também
Se há alguma coisa melhor que ser publicado em um fanzine ao lado de fotos de modelos trajando apenas máscaras de gás esqueceram de me avisar. E é exatamente isso o que aconteceu comigo ao participar da mais recente edição do zine Overclock, sobre música, cybercultura, HQ, fotografia e ficção científica. No número 5 da publicação, divido páginas muita gente boa do cenário brasileiro - e até internacional - do cyberpunk. Minha parte foi uma resenha do romance Cyber Brasiliana de Richard Diegues, um ótimo exemplar nacional do chamado pós-cyber, e a republicação atualizada de meu primeiro conto, "A teoria na prática", narrativa que pode ser classificada como nowpunk. Fábio Fernandes traduz um conto até então inédito em português de Richard Kadrey, "O jardim magnético"; Rodolfo Londero faz o mesmo com uma entrevista ficcional de Bruce Sterling com Raymond Chandler (1889 -1959) e ainda registra uma conversa não-ficcional que teve com Fausto Fawcett. Outro escritor e tradutor, Alexandre Mandarino - que vai ser o responsável pela versão em português de Perdido Street Station - anunciou seu projeto de revista trimestral bilíngue a Hyperpulp (já mandei minha colaboração para ser avaliada).
Ainda em termos de ficção, Dionea Sig Sauer colabora com "Sexus 6", um miniconto classificado como ponopunk, e Max e Edson F. com a HQ "Tour de France". O editor Wandeclayt M. participa com notícias sobre a cena musical, a resenha de Os dias da peste, do já citado Fábio Fernandes, e, claro, as tentadoras fotografias fetichistas de suas musas. Tudo isso pode ser acessado em vários formatos, da leitura on line ao .PDF, pelo blog do zine. Edições anteriores também estão disponíveis, incluindo a número quatro, que também conta com uma resenha minha (e outras fotos de gaúchas usando apenas suas inseparáveis máscaras de gás).
Ainda em termos de ficção, Dionea Sig Sauer colabora com "Sexus 6", um miniconto classificado como ponopunk, e Max e Edson F. com a HQ "Tour de France". O editor Wandeclayt M. participa com notícias sobre a cena musical, a resenha de Os dias da peste, do já citado Fábio Fernandes, e, claro, as tentadoras fotografias fetichistas de suas musas. Tudo isso pode ser acessado em vários formatos, da leitura on line ao .PDF, pelo blog do zine. Edições anteriores também estão disponíveis, incluindo a número quatro, que também conta com uma resenha minha (e outras fotos de gaúchas usando apenas suas inseparáveis máscaras de gás).
29.8.10
Vem Dieselpunk por aí
Este final de semana ocorre em São Paulo a quarta edição da Fantasticon, o maior encontro nacional de escritores e fãs de ficção fantástica. Infelizmente não pude ir à capital paulista para participar do evento, mas graças ao twitter estou me sentindo um pouco mais próximo dos acontecimentos, já que Edgard Refinetti faz uma competente twittagem ao vivo das palestras e mesas-redondas. Graças a ele, fiquei sabendo de duas interessantíssimas declarações de Gerson Lodi-Ribeiro em sua apresntação sobre História Alternativa. O escritor e organizador da coletânea Vaporpunk, que teve seu lançamento oficial hoje, durante aquele encontro, se referiu à noveleta "Cidade Phantástica" e ainda anunciou uma ótima novidade para o próximo ano.
Será 2011 o Ano do Diesel? Quem viver, verá!
Upgrade: Gerson Lodi-Ribeiro escreveu sobre sua participação em dois dos três dias do Fantasticon em seu blog.
Upgrade 2: Ele também avisou que em breve saem as guidelines da coletânea e divulgou, nos comentários do blog, um endereço para baixar a apresentação em PowerPoint que teria feito no encontro, caso não tivesse dado um problema técnico na hora. Fiquei feliz ao constatar que Lodi-Ribeiro registrou minha noveleta "Cidade Phantástica" entre uma das grandes tendências de História Alternativa brasileira: a de Impérios Alternativos.
Meu texto aparece ao lado de "Não Mais", de Carlos Orsi; "Folha Imperial", de Ataíde Tartari; "Primos d'além mar", dele próprio no livro A República nunca existiu!; "A Fazenda-Relógio", de Octavio Aragão; e "O dia da besta", de Eric Novello, estes presentes na recém-lançada Vaporpunk. Estou bem acompanhado, ou não?
EdgardSFp .@fantasticon - Ele acredita que "Cidade Phantástica" de @romeumartins é a história steampunk brasileira com mais características de HA.
EdgardSFp .@fantasticon - Gérson anuncia para 2011 o lançamento de "Dieselpunk - porque o vapor não é sujo o bastante" pela @editoradraco.
Será 2011 o Ano do Diesel? Quem viver, verá!
Upgrade: Gerson Lodi-Ribeiro escreveu sobre sua participação em dois dos três dias do Fantasticon em seu blog.
Upgrade 2: Ele também avisou que em breve saem as guidelines da coletânea e divulgou, nos comentários do blog, um endereço para baixar a apresentação em PowerPoint que teria feito no encontro, caso não tivesse dado um problema técnico na hora. Fiquei feliz ao constatar que Lodi-Ribeiro registrou minha noveleta "Cidade Phantástica" entre uma das grandes tendências de História Alternativa brasileira: a de Impérios Alternativos.
Meu texto aparece ao lado de "Não Mais", de Carlos Orsi; "Folha Imperial", de Ataíde Tartari; "Primos d'além mar", dele próprio no livro A República nunca existiu!; "A Fazenda-Relógio", de Octavio Aragão; e "O dia da besta", de Eric Novello, estes presentes na recém-lançada Vaporpunk. Estou bem acompanhado, ou não?
28.8.10
Damas e Cavalheiros: a Steampunk Bible
Com um prazer incomensurável eu anuncio por aqui uma novidade que me enche de orgulho e alegria. Jeff VanderMeer teve a primazia da notícia em seu blog, o Ecstatic Days. Nada mais justo. Afinal, ele é o grande responsável pela obra em questão. O escritor e editor americano, organizador de coletâneas de repercussão internacional sobre Steampunk e New Weird, acaba de mostrar ao público as provas de seu mais novo projeto, um autêntico e luxuoso livro de arte. E, sim tenho a honra de estar naquelas páginas ao lado dos escritores Fábio Fernandes e Jacques Barcia, com quem já havia dividido espaço na coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário, e ainda com criadores do porte de Jess Nevins, Libby Bulloff, Bruce Sterling, Desirina Boskovich, Jake von Slatt, Rick Klaw entre muitos outros.
A obra em questão é a Steampunk Bible, um tomo que foi planejado para ser uma referência à cultura steamer em diversas vertentes, da moda à literatura. Escrita por VanderMeer em parceria com S. J. Chambers, o livro deverá ser oficialmente lançado em maio de 2011 pela prestigiada editora Abrams Image, especializada em livros de arte desde 1949. O anúncio de que o projeto estava em andamento surgiu há exatamente um ano, numa nota do dia 27 de agosto de 2009. O que foi postado hoje ainda é um material sujeito à aprovação, com algumas fotos em baixa resolução e detalhes a serem modificados. Mas já dá para se ter uma excelente ideia do que está por vir.
E entre as atrações da Bíblia Steampunk há o já comentado material brasileiro. Tanto o carioca Fábio Fernandes quanto o pernambucano Jacques Barcia foram entrevistados por Jeff VanderMeer e o resultado dessas conversas estará registrado na obra. Bem como um excerto de minha noveleta de mesmo nome deste blog. Com a tradução de Fábio Fernandes, os leitores vão poder conferir um trecho da rebatizada "Phantastic City". Este fato foi destacado pelo próprio organizador com a foto abaixo e o seguinte comentário:
Amigos, sejam sinceros: o que eu posso dizer além de repetir essas últimas palavras? Thanks, Fábio Fernandes! Thanks, Jeff VanderMeer!
A obra em questão é a Steampunk Bible, um tomo que foi planejado para ser uma referência à cultura steamer em diversas vertentes, da moda à literatura. Escrita por VanderMeer em parceria com S. J. Chambers, o livro deverá ser oficialmente lançado em maio de 2011 pela prestigiada editora Abrams Image, especializada em livros de arte desde 1949. O anúncio de que o projeto estava em andamento surgiu há exatamente um ano, numa nota do dia 27 de agosto de 2009. O que foi postado hoje ainda é um material sujeito à aprovação, com algumas fotos em baixa resolução e detalhes a serem modificados. Mas já dá para se ter uma excelente ideia do que está por vir.
E entre as atrações da Bíblia Steampunk há o já comentado material brasileiro. Tanto o carioca Fábio Fernandes quanto o pernambucano Jacques Barcia foram entrevistados por Jeff VanderMeer e o resultado dessas conversas estará registrado na obra. Bem como um excerto de minha noveleta de mesmo nome deste blog. Com a tradução de Fábio Fernandes, os leitores vão poder conferir um trecho da rebatizada "Phantastic City". Este fato foi destacado pelo próprio organizador com a foto abaixo e o seguinte comentário:
Fãs brasileiros de steampunk ficarão excitados com o capítulo sobre o Futuro do gênero, que não só apresenta a capa da antologia steampunk brasileira, como traz ainda um trecho exclusivo e traduzido de uma das histórias publicadas nela (obrigado, Fábio Fernandes!).
Amigos, sejam sinceros: o que eu posso dizer além de repetir essas últimas palavras? Thanks, Fábio Fernandes! Thanks, Jeff VanderMeer!
26.8.10
Novo projeto de HQ steampunk
A torcida por boas novas pelo jeito deu certo. No dia 13 de julho escrevi por aqui:
Aquele projeto ainda está hibernando, esperando o momento certo de vir à tona. Mas há sim uma boa nova, conforme ficamos sabendo pelo blog de uma ótima desenhista que, como vocês vão ver, acompanho há tempos, a Dandi. Ontem, ela publicou por lá a seguinte nota e ilustração:
Legal, não? E ela não está exagerando quando diz que é familiarizada com a cultura steamer. Veja este post do ano passado que Dandi publicou no mesmo blog
Bem legal, também, né? Clicando no link vocês vão poder notar que eu já havia comentando a ilustração na época em que foi postada por lá. Parabéns a Dandi e ao Estevão e que venham mais quadrinhos steampunk por aí!
Nem sempre é possível dar boas notícias por aqui e é o caso desta nota. Estevão Ribeiro, quadrinista criador da tira Os Passarinhos, anunciou em seu blog o adiamento de um projeto steampunk ligado àqueles personagens emplumados. Eu havia comentado sobre a graphic novel A peça que move o mundo por aqui, mas o autor decidiu deixar o conceito em hibernação (...)
Aquele projeto ainda está hibernando, esperando o momento certo de vir à tona. Mas há sim uma boa nova, conforme ficamos sabendo pelo blog de uma ótima desenhista que, como vocês vão ver, acompanho há tempos, a Dandi. Ontem, ela publicou por lá a seguinte nota e ilustração:
Fui convidada pelo Estevão Ribeiro a participar de um novo projeto, onde eu desenharei tirinhas para seus roteiros de uma história Steampunk, e já sou familiarizada há alguns anos com o gênero...
Este é apenas o rascunho de uma das personagens, Nicolette Thierry, a francesa negra que entende de máquinas a vapor e armas.
Ainda tenho outras personagens a trabalhar, mas só Nicolette nasceu no momento que a conheci XD Acho que é porque acho muito mais legal criar mulheres de largos quadris e muitas curvas... rsrs
Legal, não? E ela não está exagerando quando diz que é familiarizada com a cultura steamer. Veja este post do ano passado que Dandi publicou no mesmo blog
Eu admito, tenho muita coisa aidna pra incluir neste blog, mas acredito que estou mais preocupada em criar mais coisas novas agora.
O trabalho a seguir foi criado para o concurso Myths and Legends da CGSociety, com o tema Steampunk. Não cheguei perto de vencer, mas ao ver os vencedores pude visualizar onde quero chegar em qualidade de trabalho... no entanto gostei do resultado de meu trabalho também. Como sempre, para o alto e avante!
Bem legal, também, né? Clicando no link vocês vão poder notar que eu já havia comentando a ilustração na época em que foi postada por lá. Parabéns a Dandi e ao Estevão e que venham mais quadrinhos steampunk por aí!
25.8.10
João Fumaça saiu do papel
Caros amigos da Malta do Vapor, estou muito feliz! A conversa com um chapa meu durante a HQCon rendeu um bônus inesperado e realizou algo que, imagino, deva ser um dos desejos de todo mundo que já descreveu algum personagem na literatura: ver sua criação tomar forma bem na sua frente. O publicitário Fernando Pascale foi convidado pela organização daquele evento para expor aos fãs de quadrinhos suas criações, os minibonecos artesanais Superfakes. Como vocês podem conferir no site dele, as miniaturas são inspiradas em diversas fontes, na música, no cinema, na história e, claro, nos gibis. Perguntei a ele se não haveria no catálogo algum personagem steampunk, ou que remetesse ao século XIX. Foi daí que veio a proposta: por que eu não sugeria um personagem? Afinal, ele também aceita encomendas e faz minibonecos de acordo com as especificações da freguesia. Em troca, Pascale me cederia o resultado para sortear por aqui.
Bem, não tive como resistir à tentação. Como eu poderia perder a chance de ver o protagonista da noveleta "Cidade Phantástica" sair do papel? Então voltei a entrar em contato com o Pascale e passei uma descrição do meu agente da Polícia dos Caminhos de Ferro, João Octavio Ribeiro, vulgo João Fumaça. Para minha sorte, de modo a ajudar o rei dos minibonecos a visualizar o dito cujo, eu contava com o desenho feito pelo Tiburcio para ilustrar o conto "Modelo B" - ainda inédito, mas que em breve deve sair em uma revista on line steampunk:
Tendo a arte do Tiburcio como exemplo, Pascale passou a planejar o Superfake exclusivo, projeto pioneiro dele neste mundo steamer. O primeiro passo foi fazer um rascunho. Como podem deduzir, vendo o material que ele me mandou, eu ainda não tinha muitos motivos para ficar entusiasmado com as possibilidades do projeto.
Felizmente, o cara é bem melhor de escultura que de desenho. Então, a remessa seguinte de fotos já voltou a me trazer esperanças. Abaixo, ainda inacabado, um flagrante do Mr. John Steam no ateliê do Pascale, em Florianópolis.
Se eu já estava de novo feliz e empolgado com um Superfake exclusivo e baseado no meu personagem, tentem imaginar o que eu senti quando vi a criatura finalizada, com todos os detalhes e ainda a mais que massa embalagem que é um espetáculo à parte. Percebam a ilustração do Tiburcio na lateral da caixa e a capa da coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário ao fundo.
Vontade de deixar o Mini João Fumaça em minha estante... Mas promessa é dívida. Então daqui a um mês, no dia 25 de setembro, vou sortear essa belezura para um dos leitores do blog Cidade Phantástica. A ideia é que os interessados me ajudem a divulgar o sorteio pelo Twitter repassando a frase a seguir:
Sim, cada comentário - ou melhor, cada comentarista - neste post vai virar um papelzinho que será inserido num chapéu e o felizardo que eu sortear vai receber, em qualquer lugar do Brasil, o Mini João Fumaça em sua embalagem artesanal. Não se esqueça de deixar um contato para que eu possa avisá-lo se você for o vencedor e poder pegar seu endereço. Boa sorte a todos e, mais uma vez, obrigadão ao Fernando Pascale!
Bem, não tive como resistir à tentação. Como eu poderia perder a chance de ver o protagonista da noveleta "Cidade Phantástica" sair do papel? Então voltei a entrar em contato com o Pascale e passei uma descrição do meu agente da Polícia dos Caminhos de Ferro, João Octavio Ribeiro, vulgo João Fumaça. Para minha sorte, de modo a ajudar o rei dos minibonecos a visualizar o dito cujo, eu contava com o desenho feito pelo Tiburcio para ilustrar o conto "Modelo B" - ainda inédito, mas que em breve deve sair em uma revista on line steampunk:
Tendo a arte do Tiburcio como exemplo, Pascale passou a planejar o Superfake exclusivo, projeto pioneiro dele neste mundo steamer. O primeiro passo foi fazer um rascunho. Como podem deduzir, vendo o material que ele me mandou, eu ainda não tinha muitos motivos para ficar entusiasmado com as possibilidades do projeto.
Felizmente, o cara é bem melhor de escultura que de desenho. Então, a remessa seguinte de fotos já voltou a me trazer esperanças. Abaixo, ainda inacabado, um flagrante do Mr. John Steam no ateliê do Pascale, em Florianópolis.
Se eu já estava de novo feliz e empolgado com um Superfake exclusivo e baseado no meu personagem, tentem imaginar o que eu senti quando vi a criatura finalizada, com todos os detalhes e ainda a mais que massa embalagem que é um espetáculo à parte. Percebam a ilustração do Tiburcio na lateral da caixa e a capa da coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário ao fundo.
Vontade de deixar o Mini João Fumaça em minha estante... Mas promessa é dívida. Então daqui a um mês, no dia 25 de setembro, vou sortear essa belezura para um dos leitores do blog Cidade Phantástica. A ideia é que os interessados me ajudem a divulgar o sorteio pelo Twitter repassando a frase a seguir:
Para ganhar o @superfakes que o @romeumartins está sorteando, dê RT e deixe um comentário com sua identificação aqui http://bit.ly/bPSoeM
Sim, cada comentário - ou melhor, cada comentarista - neste post vai virar um papelzinho que será inserido num chapéu e o felizardo que eu sortear vai receber, em qualquer lugar do Brasil, o Mini João Fumaça em sua embalagem artesanal. Não se esqueça de deixar um contato para que eu possa avisá-lo se você for o vencedor e poder pegar seu endereço. Boa sorte a todos e, mais uma vez, obrigadão ao Fernando Pascale!
24.8.10
Bronze no lugar do silício
Falei do evento Invisibilidades, que ocorreu no último final de semana na capital paulista, lá no início do mês.
Hoje, a mesma Adriana Amaral postou em seu blog um resumo dos debates e, o que é melhor para os entusiastas do steampunk, o material de PowerPoint que ela utilizou em sua participação na mesa Ficção científica e Estudos Culturais: Uma história sem fim, que a pesquisadora compartilhou com Cristiane Busato Smith e que contou com a mediação de Fábio Fernandes, curador do evento patrocinado pelo Itaú Cultural. "Perfomance e estética steampunk" foi o nome da apresentação que Adriana fez à plateia do Invisibilidades. Entre as hipóteses que levantou, há um interessante questionamento, que bem define o subgênero: "E se a cibercultura tivesse sido feita de bronze e não de silício?" Via Twitter ela me adiantou que os tópicos listados no evento deverão ser reunidos mais tarde em um paper, algo que eu já havia anunciado por aqui.
Fiquem com as impressões de Adriana Amaral sobre a terceira edição de Invisibilidades e sobre a mesa da qual participou e não deixem de conferir a íntegra de seu post.
Em tempo: Uma notícia divulgada durante o evento agitou com justiça a comunidade de fãs de ficção científica brasileira na twittesfera. A Tarja Editorial revelou que vai lançar no país o romance mais prestigiado da New Weird: Perdido Street Station, do inglês China Miéville. Faço questão de registrar minhas congratulações aos sócios Richard Diegues e Gian Celli por mais essa vitória de sua editora.
Adriana Amaral acaba de divulgar a programação do principal ciclo de debates sobre literatura de gênero do país: o Invisibilidades, já em sua terceira edição. Em pelo menos uma das mesas do encontro, estará em discussão a cultura steamer.
Hoje, a mesma Adriana Amaral postou em seu blog um resumo dos debates e, o que é melhor para os entusiastas do steampunk, o material de PowerPoint que ela utilizou em sua participação na mesa Ficção científica e Estudos Culturais: Uma história sem fim, que a pesquisadora compartilhou com Cristiane Busato Smith e que contou com a mediação de Fábio Fernandes, curador do evento patrocinado pelo Itaú Cultural. "Perfomance e estética steampunk" foi o nome da apresentação que Adriana fez à plateia do Invisibilidades. Entre as hipóteses que levantou, há um interessante questionamento, que bem define o subgênero: "E se a cibercultura tivesse sido feita de bronze e não de silício?" Via Twitter ela me adiantou que os tópicos listados no evento deverão ser reunidos mais tarde em um paper, algo que eu já havia anunciado por aqui.
Fiquem com as impressões de Adriana Amaral sobre a terceira edição de Invisibilidades e sobre a mesa da qual participou e não deixem de conferir a íntegra de seu post.
Conforme prometido meu resumo e breves comentários sobre o Invisibilidades III evento que ocorreu dias 21 e 22 de agosto no Itaú Cultural em São Paulo e reuniu pesquisadores, escritores, artistas, músicos, críticos, jornalistas em torno da temática da ficção-científica sob curadoria do Dom Corleone da sci-fi brazuca, Fábio Fernandes (...)
Domingo Mesa Ficção Científica e Estudos Culturais: Uma História Sem Fim
com Adriana Amaral e Cristiane Busato Smith
mediação Fábio Fernandes
Cris apresentou sua análise sobre elementos de Ficção Científica em Império do Sol de JG Ballard, apontando as questões de gênero entre novel e romance e as indefinições entre FC e autobiografia nessa obra a partir do conceito de Inner Space. Eu apresentei algumas hipóteses acerca da adoção do subgênero steampunk por uma geração mais nova e de como essa subcultura está calcada na questão da performance – a partir dos conceitos de engajamento do corpo de Paul Zumthor – em sua recepção. Pena que falamos tanto que acabamos sem tempo para as perguntas (...)
No geral o evento foi muito bem pensado, planejado e executado. As mesas e discussões foram de alto nível e o público estava qualificadíssimo e compareceu aos debates. Deu para trocar ideias, conversar, sem coisas fora do tom ou briguinhas de fandom. Acho que isso demonstra a maturidade e o crescimento dessa área no Brasil, além da super-curadoria do Fábio que reuniu diversidade, multiculturalismo e perspectivas distintas dando um sabor todo especial ao evento, que foi bem vanguardista em sua proposta. Por fim, foi ótimo reencontrar os amigos de sempre e conhecer outras pessoas que têm poucas oportunidades de se ver por estarem espalhadas por regiões diferentes do país. Agradeço também a Aline Naomi, o Caue e a Lidia Zuin que apareceram por lá. E que venha o Invisibilidades IV em 2012 antes do fim do mundo!
Em tempo: Uma notícia divulgada durante o evento agitou com justiça a comunidade de fãs de ficção científica brasileira na twittesfera. A Tarja Editorial revelou que vai lançar no país o romance mais prestigiado da New Weird: Perdido Street Station, do inglês China Miéville. Faço questão de registrar minhas congratulações aos sócios Richard Diegues e Gian Celli por mais essa vitória de sua editora.
21.8.10
Evento lança nova Loja em Goiás
O Conselho Steampunk vai se expandir ainda mais pelo Brasil amanhã, quando durante a Revirada Cultural de Goiânia será lançada a Loja Goiás Upgrade: e ela já conta com seu próprio site. Minhas boas vindas aos novos integrantes do melhor, mais organizado e mais participativo fandom da história da ficção científica brasileira! Assim que tiverem inaugurado o site do grupo o lik entra para Malta do Vapor, aqui ao lado. Segue o texto de apresentação do evento postado no SteamCon:
A Revirada Cultural é um evento
elaborado para provocar a efervescência cultural com efetiva participação do poder público no sentido de dar origem a estratégias de incentivo a produção cultural e artística.
O evento tem também como meta tornar possível um intercâmbio efetivo entre os atores do cenário cultural de forma a gerar ações nos diversos processos de produção cultural.
Ambicioso, o projeto
vem, entre outras coisas, para transformar a relação entre a cultura, os agentes culturais e o grande público. O encontro de produtores musicais, literários, recreativos, didáticos e informativos com a comunidade.
A Revirada Cultural está acontecendo durante todo o mês de Agosto e cada dia é preenchido com um tema diferente. Para domingo ficou reservado um dia nerd, voltado para literatura, filmes, quadrinhos e outras manifestações culturais.
Em meio a execução do magnífico projeto, será também inaugurada a Loja Goiás do Conselho SteamPunk, cujo fundador Rafael Camargo e grande elenco lá estarão para receber todos os interessados e para ministrar uma palestra sobre a cultura SteamPunk, desde a literatura até a moda.
O evento é profundamente significativo não só para o SteamPunk no país, mas para a Cultura Nerd de um modo geral.
Rua 3, esquina com a Rua 9, nº 1016 – Centro/Goiânia-GO
O local possui um teatro com capacidade para 291 pessoas, um cinema com capacidade para 217 pessoas, um café cultural, uma loja e um espaço para prosa e verso (aparelhada com Lan House e uma biblioteca).
Data: 22 de Agosto de 2010 – Domingo
A Revirada Cultural é um evento
O evento tem também como meta tornar possível um intercâmbio efetivo entre os atores do cenário cultural de forma a gerar ações nos diversos processos de produção cultural.
Ambicioso, o projeto
A Revirada Cultural está acontecendo durante todo o mês de Agosto e cada dia é preenchido com um tema diferente. Para domingo ficou reservado um dia nerd, voltado para literatura, filmes, quadrinhos e outras manifestações culturais.
Em meio a execução do magnífico projeto, será também inaugurada a Loja Goiás do Conselho SteamPunk, cujo fundador Rafael Camargo e grande elenco lá estarão para receber todos os interessados e para ministrar uma palestra sobre a cultura SteamPunk, desde a literatura até a moda.
O evento é profundamente significativo não só para o SteamPunk no país, mas para a Cultura Nerd de um modo geral.
Revirada Cultural
Palestra da Loja Goiás do Conselho SteamPunk
Centro Municipal de Cultura Goiânia OuroRua 3, esquina com a Rua 9, nº 1016 – Centro/Goiânia-GO
O local possui um teatro com capacidade para 291 pessoas, um cinema com capacidade para 217 pessoas, um café cultural, uma loja e um espaço para prosa e verso (aparelhada com Lan House e uma biblioteca).
Data: 22 de Agosto de 2010 – Domingo
20.8.10
Torre de Vigia 32
Ufa! Esta deve ser a última atualização do dia. Bruce Sterling continua interessado no Brazilian steampunk pelo jeito. Ao caçar referências no Google, chegou ao blog do escritor Tibor Moricz - o que, obviamente, significa que segundo o algoritmo usado pelo buscador, ele anda bem posicionado - e acabou descobrindo a próxima coletânea do gênero a ser lançada no Brasil. Como o escritor americano usou o tradutor daquele mesmo site, acabei virando Romeo Martin e este blog, o City Phantastica, no post publicado em seu blog na Wired.
(((This Brazilian stuff kills me. Could it be their air is naturally steamy? Have at it, Google Translator:)))
It was with great surprise I saw this cover, published in the City Phantastica of Romeo Martin. I was mesmerized with the quality of it and sure it take to see a cover of this genre better than this, so soon. I do not know the stories that rechearão editing this show, but they are so amazing, we have a work to remember for a long time.
(((This Brazilian stuff kills me. Could it be their air is naturally steamy? Have at it, Google Translator:)))
It was with great surprise I saw this cover, published in the City Phantastica of Romeo Martin. I was mesmerized with the quality of it and sure it take to see a cover of this genre better than this, so soon. I do not know the stories that rechearão editing this show, but they are so amazing, we have a work to remember for a long time.
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Notícia,
steampunk feito no Brasil
Torre de Vigia 31 - Censurada
Mal tinha acabado de postar o texto anterior, fiquei sabendo pelo Richard Diegues, via twitter, a respeito de uma nova resenha da coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário. Achei uma das melhores resenhas que já li a respeito da obra, de autoria de Moziel T. Monk para o blog Blodega. Meu único senão é que o resenhador acabou entregando um pouco demais no resumo que fez da minha noveleta. Bem, segue o trecho da abertura e, como sempre faço, o que se refere à "Cidade Phantástica" - mas, desta vez, com asteriscos no lugar das revelações. O texto completo pode ser lido aqui.
Upgrade: Monk editou sua resenha para evitar os spoilers e, gentilmente, avisou aqui, no espaço de comentários. Agradeço novamente a ele e republico o novo parágrafo modificado.
Steampunk seria uma variação em cima do gênero de ficção científica Cyberpunk. Ah, tá, em o que cazzo é cyberpunk? A pergunta é a sério mesmo? Bem, leiam “Neuromancer”, assistam a “Matrix”, vão a Wikipédia e estamos conversados. Grosso modo, o Steampunk é um movimento literário de ficção científica com histórias e temáticas ambientadas entre o século XIX e XX, adotando avanços tecnológicos compatíveis com a tecnologia então disponível, predominantemente as máquinas a vapor (daí o termo “steam”, vapor em inglês) e elétricas. O exemplo mais óbvio seriam as histórias de Júlio Verne, que com certeza inspiram a estética desse movimento. Mais sobre esse gênero e estética nessa matéria do Gurias Nerd e no próprio site brazuca Steampunk. Em suma, a estética e temática Steampunk dá muito pano pra manga, principalmente ao se usar a história como pano de fundo ou personagens reais e ficcionais desta época, algo bem fascinante.
Curioso, soube há algum tempo que a editora Tarja lançou uma coletânea de contos sobre a temática
Steampunk só com autores brazucas, e na medida do possível adquiri a coletânea. “Na medida do possível” porque, por ser lançamento de uma editora menor, não foi fácil encontrar um exemplar em lojas físicas, e tive que apelar para as poucas lojas on-line que dispunham de algum exemplar para venda. E, cá entre nós, achei um pouco salgado o valor de praticamente 40 paus para um livro de menos de 180 páginas. Mas imagino que se deva a uma tiragem menor e as próprias condições de uma editora que não seja uma das grandes do mercado nacional.
Mas isso é detalhe. Vamos ao que interessa. A proposta do livro da Tarja Editorial foi a de reunir contos de autores nacionais, que obviamente procuraram ambientar suas histórias e protagonistas com o tempero brasileiro, seja usando figuras históricas nacionais ou personagens de nossa ficção, um exercício de imaginação deveras interessante. Como uma coletânea de vários autores, o resultado é um tanto irregular, mas não deixo de registrar que o saldo é, de longe, positivo. (...)
“Cidade Phantástica” é um conto de ação e aventura, tendo como protagonista um agente da Polícia dos Caminhos de Ferro, João fumaça, bom com as palavras e com as armas, misturando elementos de faroeste e Julio Verne com personagens tirados de outras obras, como um casal saído direto de um dos contos de Sherlock Holmes, “A Ponte Thor”, tendo como vilões o *** de “Da Terra à Lua” e -pasmem – o ***, o algoz da *** e, certamente um dos mais lembrados vilões de nossa literatura.
Upgrade: Monk editou sua resenha para evitar os spoilers e, gentilmente, avisou aqui, no espaço de comentários. Agradeço novamente a ele e republico o novo parágrafo modificado.
“Cidade Phantástica” é um conto de ação e aventura, tendo como protagonista um agente da Polícia dos Caminhos de Ferro, João fumaça, bom com as palavras e com as armas, misturando elementos de faroeste e Julio Verne com personagens tirados de outras obras, como um casal saído direto de um dos contos de Sherlock Holmes, “A Ponte Thor”, tendo como vilões um personagem de Julio Verne e um vilão da literatura romântica brasileira, que conspiram para criar uma poderosa arma.
Torre de Vigia 30
O escritor Rober Pinheiro publicou uma das matérias mais completas já feitas sobre o movimento steampunk em nosso país. O mote foi o lançamento de Vaporpunk, que ocorrerá no próximo final de semana, mas também encontrou espaço para relembrar a coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário e para falar de vários outros livros e quadrinhos já agendados para saírem ainda em 2010, o Ano do Vapor. Com várias citações a este blog - as quais agradeço - o texto postado na revista on line Outra Coisa é obrigatório para quem deseja se manter atualizado a respeito do gênero no Brasil. Abaixo, vão apenas alguns trechos do artigo.
No Brasil, o universo steamer, embora recente, já conta com uma boa projeção e o grande impulso para sua expansão em terras tupiniquins se deu com a formação do Conselho Steampunk, em 2008. Com cerca de dois anos, o Conselho já tem Lojas (termo emprestado do conceito maçônico para unidade local – “Lodges”) em muitos estados do país, com uma considerável legião de admiradores e participantes.
Na literatura, o primeiro passo concreto dentro deste universo foi dado ano passado, com o lançamento do livro “Steampunk, Histórias de um passado Extraordinário”, antologia organizada por Gianpaolo Celli, que saiu pela Tarja Editorial. Reunindo um time de oito escritores, entre eles Cláudio Villa, Jacques Barcia, Romeu Martins, Flávio Medeiros, Fábio Fernandes, Alexandre Lancaster e Roberto de Sousa Causo, além do próprio Gianpaolo Celli, o livro primou pelo ineditismo de reunir autores nacionais que trabalharam, embora não exclusivamente, a estética steampunk. De contos mais universais, como “Uma Breve História da Maquinidade”, de Fábio Fernandes, “O Assalto ao Trem Pagador”, de Gianpaolo Celli e “Por Um Fio”, de Flavio Medeiros, passando por contos com temática mais nacional, como “A Flor do Estrume”, de Antonio Luiz M. C. Costa, “Cidade Phantástica”, de Romeu Martins e “O Plano de Robida: Une Voyage Extraordinaire”, de Roberto de Sousa Causo, o livro ainda abre espaço para uma interessante história que se volta para as HQs, (“A Música das Esferas”, de Alexandre Lancaster) e outra que põe um pé — se não os dois — no new weird (“Uma Vida Possível Atrás das Barricadas”, de Jacques Barcia). A antologia alcançou um relativo sucesso junto aos leitores daqui e de fora, recebendo comentários elogiosos até de Jeff VanderMeer, um dos papas mundiais do Steampunk.
Graças à bandeira levantada por esta coletânea, e por entusiastas do movimento como o escritor Romeu Martins, a literatura a vapor começou a despertar mais e mais interesse e no finalzinho de 2009 o escritor Bruno Accioly, um dos participantes mais ativos na divulgação deste gênero no Brasil cunhou, em um artigo sobre o movimento, o termo “O Ano do Vapor”, em referência às muitas novidades que surgiriam em 2010 relacionadas ao Steampunk.
Entre as boas novas, está a tão esperada publicação do livro “The Difference Engine” (A Máquina Diferencial, em tradução livre), do William Gibson e Bruce Sterling, pela editora Aleph, os livros “O Baronato de Shoah”, de José Roberto Vieira, que mistura à estética steam um tanto de dark fantasy (ou fantasia obscura, para aportuguesarmos a coisa) e “O Peregrino”, de Tibor Moricz, um west steampunk, o mangá Hansel & Gretel, de Douglas MCT e uma coletânea recentemente anunciada pela Editora Draco.
“Vaporpunk, Relatos steampunk publicados sob as ordens de Suas Majestades” reúne um novo time de autores que se debruçaram sobre esta temática, capitaneados pelos escritores-organizadores Gerson Lodi-Ribeiro e Luís Filipe Silva. Um brasileiro e o outro, português.
Aliás, se a Steampunk primou pelo ineditismo, a Vaporpunk prima por ser a primeira a reunir autores dos dois lados do Atlântico com contos movidos a vapor — e muita imaginação — também passados tanto lá como cá.
A coletânea, cujo lançamento foi anunciado para o 4º Fantasticon, simpósio de literatura fantástica que acontece de 27 a 29 de agosto na Biblioteca de Literatura Fantástica Viriato Correia, em São Paulo, traz oito noveletas onde disputas políticas, personagens famosos e armas engenhosas dão o tom da vez.
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