Quando descobri o trabalho de Águia 1 no site Escala 1 Sexto não imaginei o quanto ele era prolífico em suas criações. Pesquisando mais no arquivo daquela página fui descobrindo outras criações com base retrofuturista que ele se utilizou em seus projetos. Uma delas é outra típica criação steampunk, chamada por seu criador de "A Mecânica":
No fórum, ele explicou que se baseou num personagem recorrente nesta linha de histórias e deu a ficha do material utilizado naquele projeto:
"Cabeça Cy Girl
Corpo Takara
Macacão Cy Girl
Capuz ... é de um russo não lembro
Martelo BBI
ferramentas
Botas Triad"
Mas não é apenas o mundo do vapor que inspira o homem. Aqui vai outra versão feminina para um personagem de filme, no caso, Capitão Sky e o Mundo do Amanhã, também de 2004, mas este um representante do subgênero dieselpunk.
Como de hábito, ele informou a lista de peças e acessórios empregados em sua Fly Captain:
"Corpo Perfect Body
Catsuit ZCGirl Carol
Botas Dragon Matilda (customizadas)
Jaqueta Tribute of Valor
Cachecol customizado
Quepe Dragon Luft.
Video radio Customizado
Lazer CyGirl Aurora"
E, para finalizar, outra mistura de épocas. Dessa vez, de um passado ainda mais remoto que os tempos vitorianos, e inspirado em um RPG chamado Hellgate, Águia 1 criou Joana 21, a versão contemporânea de Joana D'Arc (1412-1431).
Segundo suas informações no fórum, nesta figura ele utilizou:
"Corpo Cy Girl 2.0
Cabeça Triad toys Night Stalker
Armadura, espada e escudo Dragon da série Timeline
Botas cy cirl Cutei Honey
Macacão ojinfirmary
M-16 BBI
Cinto da Joana Dark"
Vou ficar atento a novas invenções desse Sillof brasileiro. Qualquer novidade, postarei por aqui.
13.5.10
Outras criações de Águia 1
Conheçam Lady Van Helsing
Comentei sobre o trabalho de um dos customizadores de figuras de ação do site Escala 1 Sexto em dois posts anteriores - este e aquele. Águia 1 volta a ser assunto aqui pois ele acabou de completar mais uma de suas criações com influência steampunk e postou fotografias dela no fórum daquele site. Como ele é o especialista local em figuras femininas, há cerca de dez anos colecionando e criando personagens neste segmento, não é surpresa que a novidade seja outra pequena dama do vapor. A surpresa fica por conta da inspiração mais recente desse morador de São Paulo.
Águia 1 deu o nome de Lady Van Helsing a seu novo projeto. A ideia foi, como fica claro na imagem acima, fazer uma versão feminina do personagem interpretado por Hugh Jackman no filme Van Helsing, de 2004.
Devo dizer que acho aquela obra pavorosa, apesar da ótima premissa original - utilizar o personagem criado por Bran Stoker (1847-1912) para o romance Drácula como um caçador de outros monstros que, a exemplo do vampiro, viraram filmes clássicos de horror. Mas gostei muito da recriação feita pelo brasileiro.
Ele detalhou o material utilizado em sua versão:
"Corpo e cabeça Perfect Body
Capote CyGirl
Calça customizada
Corpete customizado
Camisa da ZCWorld
Cinto BBI
Cachecol customizado
Botas Triad
Chapéu, não lembro foi muito tempo atrás
Crossbow ou besta da Sideshow"
E o ponto de partida para essa customização foi esta arma, a besta-metralhadora utilizada pelo personagem do filme, que foi lançada pela empresa Sideshow na adaptação oficial do longa-metragem para figura de ação. Certamente, prefiro a versão não-oficial de Águia 1.
Águia 1 deu o nome de Lady Van Helsing a seu novo projeto. A ideia foi, como fica claro na imagem acima, fazer uma versão feminina do personagem interpretado por Hugh Jackman no filme Van Helsing, de 2004.
Devo dizer que acho aquela obra pavorosa, apesar da ótima premissa original - utilizar o personagem criado por Bran Stoker (1847-1912) para o romance Drácula como um caçador de outros monstros que, a exemplo do vampiro, viraram filmes clássicos de horror. Mas gostei muito da recriação feita pelo brasileiro.
Ele detalhou o material utilizado em sua versão:
"Corpo e cabeça Perfect Body
Capote CyGirl
Calça customizada
Corpete customizado
Camisa da ZCWorld
Cinto BBI
Cachecol customizado
Botas Triad
Chapéu, não lembro foi muito tempo atrás
Crossbow ou besta da Sideshow"
E o ponto de partida para essa customização foi esta arma, a besta-metralhadora utilizada pelo personagem do filme, que foi lançada pela empresa Sideshow na adaptação oficial do longa-metragem para figura de ação. Certamente, prefiro a versão não-oficial de Águia 1.
12.5.10
Vai ter vapor na Virada 2
Havia falado da Virada Cultural de São Paulo dias atrás. Ontem e hoje recebi reiterados convites para participar do evento que vai mobilizar o próximo fim de semana da maior cidade do país. Por motivos muito alheios à minha vontade não poderei ir e nem sei dizer quando vou poder voltar a São Paulo. Porém, reproduzo a seguir o convite feito pelo editor Gianpaolo Celli, organizador da coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário, e deixo meus votos para que o evento seja tão produtivo quanto divertido a tantos quantos puderem ir. Boa festa!
Estou escrevendo para avisar que neste domingo, 16 de maio, nós da Tarja estaremos, a convite do Conselho Steampunk, participando da Virada Cultural 2010.
A partir das 9h da manhã estaremos no Stand 18, DIMENSÃO NERD, na Praça Roosevelt.
Durante o evento teremos:
No PALCO, das 10h às 11h – palestra sobre Historia Alternativa e Steampunk
Das 11h30 às 14h – sessão de venda e autógrafos com os autores presentes.
A partir das 14h30 – Mesa de RPG multimídia de Castelo Falkenstein.
Aproveite seu domingo para saber o que há de novo no mercado, botar o papo em dia, rever velhos amigos e conhecer novos. Não perca! Contamos com sua presença.
Para mais informações: http://viradacultural.org/programacao
Fronteiras da fantasia
O título acima é o mesmo de uma série que o escritor, tradutor e roteirista Eric Novello vem desenvolvendo em seu blog pessoal. Na segunda e mais recente postagem, ele citou a este blog e a meu resenhista convidado logo abaixo, ao comentar sobre o livro Baronato de Shoah e o steampunk mais ligado à fantasia, no lugar dos costumeiros cenários de ficção científica. Seleciono trechos a seguir, lembrando que a íntegra pode ser lida aqui:
Terminei esses dias o copidesque de O Baronato de Shoah, de Roberto Vieira. O Zero (para os íntimos) anunciou a criação do livro passo a passo no twitter, chamando a atenção do público e da editora. Desde então, a história vem passando por um processo de reconstrução e amadurecimento, e eu entrei na etapa final. O Baronato une a estética steampunk, mais comumente relacionada à FC, com a ambientação da dark fantasy (a fantasia que não é fofinha cheia de fadas e elfos cintilantes). O Zero é de uma geração que viu os games evoluírem e levarem narrativas complexas ao mercado, apresentando clímaxes que competem de igual para igual com as produções Hollywoodianas. Como não poderia deixar de ser, sofre influência direta disso, mas de um jeito positivo (...)
O livro tem uma narrativa fragmentada que acompanha um pequeno grupo de heróis desde o colégio (uma escola que prepara guerreiros) até seus derradeiros destinos. A grande questão abordada é como um jovem se reposiciona diante da guerra, como ele redimensiona seus valores e o que ele faz quando o que quer é diferente do que a “sociedade” espera dele.
Se você se interessou pelo gênero (cada vez menos sub) Steampunk, um bom site de referência é o Cidade Phantástica, de Romeu Martins, com links para diversas fontes de informações. Quem tiver curiosidade sobre o Baronato de Shoah pode visitar o blog do autor Roberto Vieira. O lançamento está previsto para o segundo semestre de 2010.
Através do espelho
A caótica programação de filmes nas salas de cinema de Florianópolis me aprontou mais uma e me deixou sem poder ver uma das obras que eu mais aguardava nesta temporada: O mundo imaginário de Dr. Parnassus. Como o diretor Terry Gillian, ex-Monty Phyton, tem uma grande contribuição para o acervo visual do steampunk - desde que lançou em meados dos anos 80 Brazil, o filme - esse era um longa que eu planejava resenhar por aqui. Não deu para fazer isso pessoalmente, mas o escritor José Roberto Vieira, autor de Baronato de Shoah, aceitou meu convite para escrever sobre a obra. Segue o texto, com meus agradecimentos a ele.
Em uma época onde releituras, remakes, restarts e todos os demais “res” empesteiam nossos cinemas e a criatividade de Hollywood parece se esgotar a cada lançamento, surge um filme que se salva do modismo, apresentando um roteiro inédito, inteligente e capaz de conquistar o mais duro dos corações: The Imaginarium of Doctor Parnassus.
A mais nova película de Terry Gilliam é uma fantástica aventura na mente do Doutor que dá nome ao filme. Estrelado por não menos que Heath Ledger, Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrew no mesmo papel: Tony, um desmemoriado e provavelmente a figura mais carismática do filme.
Enganado pelo diabo, Parnassus tenta, de diversas formas, ser feliz e levar a vida normalmente, mesmo sendo um imortal com mais de mil anos. Acompanhado de sua bela filha Valentina; Anton, um menino de rua malabarista; e Percy, um anão, o “Mundo Imaginário do Doutor Parnassus” apresenta-se de cidade em cidade, como um circo itinerante e decadente cuja única atração é um espelho mágico, que, segundo dizem, é capaz de dar experiências incríveis àqueles que ousarem atravessá-lo.
E são essas experiências que são divididas com os espectadores, através de imagens fabulosas e um enredo totalmente bem amarrado e consistente, como só Gilliam consegue apresentar. Cada imagem, cada cor, é o símbolo de outra coisa, uma realidade existente em nosso mundo e incapaz de se revelar de outra forma – a não ser que tenha ajuda da imaginação.
Tudo, no fim das contas, é mais uma aposta feita entre Parnassus e o Diabo, que se parecem muito mais com amigos de longa data do que com rivais. Pessoas cujos pontos de vista foram alterados ao longo dos anos, e o sentido de “Bem” e “Mal” carecem de limites humanos e simples filosofia. Há certos momentos em que a plateia não sabe mais quem é quem, e se não fossem as aparências, ambos se confundiriam.
Vale lembrar, que é através do espelho, que vemos a última interpretação de Heath Ledger… e, infelizmente, nem a brilhante imaginação de Parnassus ou a astúcia macabra do Diabo são capazes de vencer a senhora da Foice.
Em uma época onde releituras, remakes, restarts e todos os demais “res” empesteiam nossos cinemas e a criatividade de Hollywood parece se esgotar a cada lançamento, surge um filme que se salva do modismo, apresentando um roteiro inédito, inteligente e capaz de conquistar o mais duro dos corações: The Imaginarium of Doctor Parnassus.
A mais nova película de Terry Gilliam é uma fantástica aventura na mente do Doutor que dá nome ao filme. Estrelado por não menos que Heath Ledger, Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrew no mesmo papel: Tony, um desmemoriado e provavelmente a figura mais carismática do filme.
Enganado pelo diabo, Parnassus tenta, de diversas formas, ser feliz e levar a vida normalmente, mesmo sendo um imortal com mais de mil anos. Acompanhado de sua bela filha Valentina; Anton, um menino de rua malabarista; e Percy, um anão, o “Mundo Imaginário do Doutor Parnassus” apresenta-se de cidade em cidade, como um circo itinerante e decadente cuja única atração é um espelho mágico, que, segundo dizem, é capaz de dar experiências incríveis àqueles que ousarem atravessá-lo.
E são essas experiências que são divididas com os espectadores, através de imagens fabulosas e um enredo totalmente bem amarrado e consistente, como só Gilliam consegue apresentar. Cada imagem, cada cor, é o símbolo de outra coisa, uma realidade existente em nosso mundo e incapaz de se revelar de outra forma – a não ser que tenha ajuda da imaginação.
Tudo, no fim das contas, é mais uma aposta feita entre Parnassus e o Diabo, que se parecem muito mais com amigos de longa data do que com rivais. Pessoas cujos pontos de vista foram alterados ao longo dos anos, e o sentido de “Bem” e “Mal” carecem de limites humanos e simples filosofia. Há certos momentos em que a plateia não sabe mais quem é quem, e se não fossem as aparências, ambos se confundiriam.
Vale lembrar, que é através do espelho, que vemos a última interpretação de Heath Ledger… e, infelizmente, nem a brilhante imaginação de Parnassus ou a astúcia macabra do Diabo são capazes de vencer a senhora da Foice.
11.5.10
E já que o assunto é arte...
... deixem-me pelo menos fazer o registro hoje - já que a perda de conexão ontem tornou isso impossível - da morte de um dos meus ídolos. Frank Frazetta morreu nesta segunda-feira, dia 10 de maio, aos 82 anos, deixando para trás um legado artístico que revolucionou a fantasia e a ficção científica. Se hoje há tamanho interesse por um subgênero como o steampunk, com tanta atenção pela parte estética, visual, muito se deve a pessoas como esse nova-iorquino, criador de mundos e responsável pela popularização de personagens como Conan, criação máxima de Robert E. Howard (1906-1936). Deixo vocês com o início do texto de André Forastieri dedicado a esse artista, publicado hoje de manhã em seu blog no portal R7:
Frank Frazetta era boa pinta como um ator coadjuvante em um policial noir - um italianinho do Brooklyn musculoso, topetudo, com um sorriso canastrão. Era bom no desenho e no baseball - chegou a ser chamado para os New York Giants.
Frank passou a vida dividido entre ser esportista e artista. Malhou a vida toda. Atingiu o melhor equilíbrio. Frank, morto ontem, foi um dos ilustradores mais influentes do século 20 - e suas criações exibem a explosão muscular de um atleta nato.
Aos 16 anos, 1944, Frank estreou ilustrando quadrinhos. Na década seguinte faria de tudo um pouco, sempre aprendendo, sempre na melhor companhia. Foi, por nove anos, assistente de Al Capp em Ferdinando; publicou na EC Comics, editora dos melhores quadrinhos adultos do período; trabalhou com Harvey Kurtzman no clássico erótico da Playboy, Little Annie Fanny; desenhou de faroestes a Buck Rogers.
Foi como ilustrador que deixaria sua maior marca. Primeiro, de pôsteres de cinema. Desenhou 15 pôsteres de 1965 a 1983, de O que é que há, Gatinha a A Festa do Monstro Maluco a Mad Max. Pagava bem melhor que quadrinhos - quatro, cinco mil dólares, o que Frazetta ganhava em um ano.
Mais importantes ainda foram suas capas de livro. A partir de 1966, Frazetta passou a ilustrar as capas da série Conan - e simplesmente reinventou a estética da literatura fantástica, disparando uma nova onda de interesse por fantasia e ficção científica e influenciando milhares de ilustradores pelo mundo afora.
Sem Frazetta não existiria a série em quadrinhos de Conan, muito menos os filmes. Suas capas para Tarzan fizeram o homem-macaco popular de novo; as ilustrações para a série John Carter of Mars, de Edgar Rice Burroughs, conectaram fantasia espacial com a nova geração dos 60 - do rock, das drogas, da contracultura.
Steampunk em imagens
Gabriela Barbosa da Loja Paraíba do Conselho Steampunk deu início a uma série de matérias a respeito de um dos aspectos que mais chama a atenção na cultura steamer: o apelo visual, a arte inspirada nas divagações retrofuturistas do gênero. Em seu primeiro artigo, ela escolheu um tema bastante incomum, como podem ler abaixo, no trecho inicial e nas primeiras imagens escolhidas por ela:
E não para por aí. Gabriela criou um espaço no Tumblr chamado Distopias Utópicas no qual também faz a compilação de arte steampunk. Por lá, ela comentou um pouco sobre o gênero e também falou da coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário:
Não é difícil encontrar na internet novidades acerca do steampunk. Como gosto muito de arte, fico encantada quando encontro objetos criados dentro da estética steam.
Tendo acumulado muitos links e imagens, resolvi fazer uma série de publicações para divulgação desses artistas. Se você também é um desses e quer ver seu material aqui, deixe um comentário.Hoje vamos nos dedicar aos insetos. Achou estranho?!
O artista multidisciplinar (como se autoclassifica) Mike Libby ao encontrar um besouro morto intacto e localizar um antigo relógio de pulso, pensou que o besouro era semelhante a um pequeno dispositivo mecânico, então resolveu juntar os dois. Dissecou o besouro e o equipou com peças de relógio, resultando numa linda escultura.
A partir daí, Libby criou o Insect Lab. Ele compra insetos reais de várias partes do mundo e faz o mesmo procedimento, com peças de relógio, máquinas de costura, de escrever, etc.
“Na ficção científica, os insetos são frequentemente apresentados como robôs. [...] De Cronos à Bússola de Ouro o inseto/protótipo de robô usado, reutilização e re-imaginado inúmeras vezes. ““Na realidade, os engenheiros olham para o movimento dos insetos, o desing das asas entre outras características como inspiração para novas tecnologias”“Essa hibridização entre insetos e tecnologia é onde o Insect Lab empresta. [...] O trabalho não tem intenção de funcionar, mas de insistir alegre e maliciosamente de que foi possível.” M.Libby(Tradução livre de trechos retirados do .COM PROSA)
E não para por aí. Gabriela criou um espaço no Tumblr chamado Distopias Utópicas no qual também faz a compilação de arte steampunk. Por lá, ela comentou um pouco sobre o gênero e também falou da coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário:
Steampunk, ou Vapor Punk
Oriundo do CyberPunk, considerado inicialmente um subgênero da ficção científica, o Steampunk se passa numa realidade alternativa. Você já deve ter parado para pensar algum dia da sua vida: “se [isso] tivesse acontecido, como seria hoje?!”, não?!
Então, imagine que a Era Vitoriana tivessse continuado, que o século XIX tivesse sido um completo sucesso e sua cultura tivesse perpetuado! Um mundo com tecnologia movida a vapor! Isso é puro Steampunk (...)
No Brasil, o Steampunk cresce a passos largos. Em 2009 foi lançado pela Tarja o livro de contos Steampunk: Histórias de um Passado Extraordinário, agora em 2010 temos outra obra saindo que é O Baronato de Shoah. Além disso, o Conselho Steampunk está se mobilizando para que esse seja Ano do Vapor
10.5.10
Steampunk feito no Brasil 5
Um de meus contos favoritos na coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário é "A flor do estrume", do jornalista Antonio Luiz M. C. Costa, uma visão retrofuturista das ciências médicas em um Brasil que figura entre as potências do XIX. O universo daquela noveleta havia sido delineado por seu autor em uma edição da revista em que trabalha, a CartaCapital, na forma de um artigo na época em que se comemoravam os 500 anos do Descobrimento do Brasil. Aquele texto especulava o que poderia ter acontecido com nosso país caso Dom Sebastião (1554-1578) não houvesse desaparecido na cruzada que promoveu no Marrocos, deixando para trás não apenas o trono de Portugal vago, mas toda uma crise dinástica que levou a perda da independência do reino e ao início de um processo de decadência lusitano. Com o título de "Outros 500" o ensaio jornalístico é a origem tanto de "A flor do estrume" quanto de um novo texto que Costa acaba de publicar em seu livro virtual na rede social aoLimiar: "O Istmo do Doutor Moreira".
Novamente, o escritor deixou de lado o alvo preferencial dos autores steampunk - mecanismos movidos a vapor - para se voltar a avanços na área médica. O texto aqui, que havia sido publicado anteriormente nos documentos do jornalista na rede Scribd, é muito provavelmente a mais instigante especulação do tipo que já li. Ele imagina, naquele cenário de um Brasil muito mais avançado economica e cientificamente, o dilema do médico citado no título da história. Descendente de portugueses, católico, rico e conservador, Afonso Fialho Moreira (1719-1801) tornou-se conhecido no mundo inteiro por ter identificado, na década de 1760, os fatores sanguíneos A, B, AB e O, descobrindo os motivos por trás da incompatibilidade de transplantes e de transfusões entre pacientes. Por ironia, esse conhecimento o ajudaria a entender o quanto ele estava impotente para tratar sua filha mais nova, Maria Isabel de Almeida Moreira, chamada de Bebel pelos familiares, nascida em 1767, e portadora de uma rara e mortal forma de anemia congênita.
A única maneira que o doutor encontrou para poder ajudar sua filha foi a proposta de uma técnica revolucionária e que provocou reações de repúdio em boa parte da sociedade da época. Ele teria que encontrar algum voluntário disposto a se tornar uma espécie de xipófago artificial com Maria Isabel, compartilhando com ela, pernanentemente, o sistema sanguíneo, tornando-se assim um doador constante do fluido que a garota necessitava para sobreviver. Depois de dispensados vários voluntários, fenotipicamente mais semelhantes à paciente mas incopatíveis na genética, a única alternativa que se demonstrou viável foi o tipo mais improvável possível. Um jovem negro, pobre, muçulmano chamado Mamadu Baldé. Escrito na forma de um artigo de divulgação científica para uma publicação especializada - Revista História e Ciência, de julho de 1897, pela pesquisadora Ester Arias Carvalho -, é desta forma que a noveleta descreve o curioso procedimento:
O que se segue nas páginas seguintes dessa noveleta são os avanços secundários que tal operação médica causou na sociedade brasileira de fins do século XVIII. A união forçada dos dois jovens de culturas tão diferentes provocou uma rápida reforma nos sistemas religiosos e sociais do país, com algumas implicações políticas que atingem até mesmo as decisões tomadas pelo Imperador e inspiram correntes adversárias à monarquia. Provavelmente, seria mais fácil de acompanhar todo esse desenrolar paralelo ao cotidiano daquela dupla se o texto fosse acompanhado de material que descrevesse melhor os pontos de divergência e a linha do tempo adotada naquele universo. Para quem não conhece os bastidores de "Outros 500" e de "A flor do estrume" pode ser bem mais difícil acompanhar algumas referências, por exemplo, aos métodos contraceptivos e sobre a identidade dos mandatários do Império. Mesmo assim, é um texto que vale a leitura, pela abordagem inusitada que faz dos avanços científicos e das consequências inesperadas que ele pode provocar.
Novamente, o escritor deixou de lado o alvo preferencial dos autores steampunk - mecanismos movidos a vapor - para se voltar a avanços na área médica. O texto aqui, que havia sido publicado anteriormente nos documentos do jornalista na rede Scribd, é muito provavelmente a mais instigante especulação do tipo que já li. Ele imagina, naquele cenário de um Brasil muito mais avançado economica e cientificamente, o dilema do médico citado no título da história. Descendente de portugueses, católico, rico e conservador, Afonso Fialho Moreira (1719-1801) tornou-se conhecido no mundo inteiro por ter identificado, na década de 1760, os fatores sanguíneos A, B, AB e O, descobrindo os motivos por trás da incompatibilidade de transplantes e de transfusões entre pacientes. Por ironia, esse conhecimento o ajudaria a entender o quanto ele estava impotente para tratar sua filha mais nova, Maria Isabel de Almeida Moreira, chamada de Bebel pelos familiares, nascida em 1767, e portadora de uma rara e mortal forma de anemia congênita.
A única maneira que o doutor encontrou para poder ajudar sua filha foi a proposta de uma técnica revolucionária e que provocou reações de repúdio em boa parte da sociedade da época. Ele teria que encontrar algum voluntário disposto a se tornar uma espécie de xipófago artificial com Maria Isabel, compartilhando com ela, pernanentemente, o sistema sanguíneo, tornando-se assim um doador constante do fluido que a garota necessitava para sobreviver. Depois de dispensados vários voluntários, fenotipicamente mais semelhantes à paciente mas incopatíveis na genética, a única alternativa que se demonstrou viável foi o tipo mais improvável possível. Um jovem negro, pobre, muçulmano chamado Mamadu Baldé. Escrito na forma de um artigo de divulgação científica para uma publicação especializada - Revista História e Ciência, de julho de 1897, pela pesquisadora Ester Arias Carvalho -, é desta forma que a noveleta descreve o curioso procedimento:
Depois de uma semana de preparação, a operação foi realizada em 15 de dezembro de 1779. Não cabe esmiuçar aqui os pormenores. Basta dizer que os sistemas circulatórios dos dois adolescentes foram conectados por artérias dos antebraços, formando o que o doutor chamou de “istmo arterio-venoso radio-ulnar” e a imprensa de “istmo do doutor Moreira”. A ligação foi assegurada por placas e pinos de platina que prendiam solidamente os ossos do antebraço direito de Mamadu, que era canhoto, ao antebraço esquerdo de Bebel. Devido à fragilidade desta, a usou-se apenas anestesia local (cocaína).
O que se segue nas páginas seguintes dessa noveleta são os avanços secundários que tal operação médica causou na sociedade brasileira de fins do século XVIII. A união forçada dos dois jovens de culturas tão diferentes provocou uma rápida reforma nos sistemas religiosos e sociais do país, com algumas implicações políticas que atingem até mesmo as decisões tomadas pelo Imperador e inspiram correntes adversárias à monarquia. Provavelmente, seria mais fácil de acompanhar todo esse desenrolar paralelo ao cotidiano daquela dupla se o texto fosse acompanhado de material que descrevesse melhor os pontos de divergência e a linha do tempo adotada naquele universo. Para quem não conhece os bastidores de "Outros 500" e de "A flor do estrume" pode ser bem mais difícil acompanhar algumas referências, por exemplo, aos métodos contraceptivos e sobre a identidade dos mandatários do Império. Mesmo assim, é um texto que vale a leitura, pela abordagem inusitada que faz dos avanços científicos e das consequências inesperadas que ele pode provocar.
9.5.10
Vitória, a mãe
Neste Dia das Mães, chamo a atenção para uma matéria da revista Aventuras na História a respeito da mulher e mãe mais famosa e influente do período em que costumam ser ambientadas a maior parte das narrativas steampunk. O artigo de Tiago Cordeiro é interessante por mostrar o quanto um avanço tecnológico muito importante para o momento do parto está, também, ligado a essa figura histórica. Os trechos abaixo ficam como uma homenagem deste blog à data. Bom domingo a todos.
Dos 81 anos que viveu, a rainha Vitória da Inglaterra (1819-1901) passou 6,5 deles grávida de nove filhos. Uma tortura para quem achava a gestação insuportável, sentia-se parecida com "uma vaca", temia o parto e achava os recém-nascidos feios. Educada em alemão e sem nunca conseguir falar inglês perfeitamente, a mulher de ar sisudo foi alvo de cinco atentados em seus primeiros anos de gestão. Apesar da antipatia de seu povo, em seus 63 anos de reinado (o mais longo do país) a Inglaterra tornou-se símbolo de prosperidade militar, industrial e política. Mas, apesar de tudo, Vitória foi mãe. No parto dos dois últimos herdeiros, ela conquistaria outro feito: o uso de uma técnica revolucionária de anestesia, contada por Gillian Gill em We Two - Victoria and Albert: Rulers, Partners, Rivals ("Nós dois - Vitória e Albert: governantes, parceiros, rivais", sem tradução em português).
No século 19, no entanto, sentir a dor do parto era fundamental. A explicação está na tradição cristã: depois de comer o fruto proibido, Eva recebe de Deus o aviso de que, como punição, passaria a "dar à luz em meio a dores" (Gênesis). O processo que a poetisa Sylvia Plath (1932-1963) chamaria de "longo e escuro corredor de dor, sem portas ou janelas" também era perigoso. A própria Vitória só havia se tornado rainha porque sua prima, a princesa Charlote (1796-1817), filha do rei Jorge IV (1762-1830) e herdeira do trono, morrera com hemorragia interna no terceiro parto.
"Técnicas de anestesia já eram testadas nos Estados Unidos e na Europa, mas eram consideradas arriscadas", afirma Donald Caton, médico da Universidade da Flórida.Vitória e o marido, o príncipe Albert (1819-1861), estavam interessados na anestesia por clorofórmio desde 1848. Para os nascimentos dos caçulas Leopoldo (1853) e Beatriz (1857), a monarca contratou o médico John Snow (1813-1858) e sua equipe. "Vossa majestade é uma paciente exemplar", Snow diria depois. Desde então, o avanço da anestesia para mães foi impressionante. Em 1920, por exemplo, o clorofórmio já era usado em 90% dos partos em países de língua inglesa e alemã (terra natal de Albert).
Suspiro antes da dor
De efeito rápido, o clorofórmio era o anestésico ideal à época
No parto
Usado pela primeira vez durante o parto em 1847, o clorofórmio ficou conhecido depois de ser usado na rainha em 1853. Ele foi aplicado quando ela já estava deitada em trabalho de parto.
Anestesia
Aplicado a cada 10 minutos sobre uma máscara de tecido, a substância inalada é absorvida pelo sangue e atua no sistema nervoso central.
Clorofórmio
Transparente, de cheiro forte e volátil, o produto foi descoberto em 1831. Seu uso pode causar arritmia e ataque cardíaco, além de parada respiratória.
8.5.10
Jóias da Coroa
Dia das Mães chegando e eu me dei conta de que ainda não havia falado neste blog de uma manifestação da cultura steamer que pode render presentes muito interessantes para elas. Falo de jóias e acessórios baseados no visual steampunk. Uma artista que se destaca nesta área - que já teve um perfil elaborado pelo site do Conselho Steampunk - é a paulista Naná Hayne. Ela possui um blog na rede social Steambook no qual se apresenta desta forma:
Contudo, acredito que o melhor meio de apresentá-la aos frequentadores deste espaço seja exibindo alguns de seus trabalhos. Aproveito para desejar um bom final de semana e ótimo Dia das Mães a todos.
Formada em Comunicação Visual pela Universidade de Guarulhos em 1982, trabalhou nos setores da propaganda e publicidade, passando por marketing e sinalização.
Mais tarde voltou-se totalmente à pintura. Sempre preferiu técnicas mistas e, por vezes, algumas que desenvolveu.
Gosta de experimentar tudo o que tem disponível à sua volta e a consciência eco-ambiental sempre fez parte do seu sentir, pensar e agir.
Hoje realiza um trabalho original feito a partir de resíduos eletroeletrônicos, principalmente na confecção das TecnoJóias e TecnoArte, somado a estes, a nova paixão SteamPunk.
Contudo, acredito que o melhor meio de apresentá-la aos frequentadores deste espaço seja exibindo alguns de seus trabalhos. Aproveito para desejar um bom final de semana e ótimo Dia das Mães a todos.
Bracelete - placa de ci e peças de relógios
7.5.10
Para ouvir em seu gramofone
Música não é exatamente a minha especialidade, tanto que costumo dizer que ela é a única forma de arte a te atacar pelas costas. Rabugices idiossincráticas à parte, essa é uma fonte de expressão importante da cultura steamer, tanto que há vários cantores e grupos que se identificam com a estética do neovitorianismo para inspirar suas criações. Coyote Gisa, em seu blog sediado na rede social Steambook, compilou uma lista bem fornida de representantes dessa tendência de misturar o vapor retrofuturista com acordes musicais. Reproduzo a seguir as indicações dela:
Abney Park (Electronic/World/Pop)
Absinthe Drinkers, The (Post-Punk/Rock)
Agent Ribbons (Pop/Indie/Rock)
Arcade Fire, The (Indie/Rock/Acoustic/Symphonic)
Beat Circus (Acoustic/Circus)
Beats Antique (Electronic/Hip-Hop/Circus/World)
Beirut (Acoustic/Indie) <- apaixonante, uma das minhas preferidas
Bug (Electronic/Experimental/Symphonic)
Cabaret Decadance (Acoustic/Cabaret)
Clockwork Dolls, The (Electronic/Symphonic/Acoustic)
Clockwork Quartet, The (Acoustic/Indie/Musical Theater)
Cretins, The (Punk-Rock)
Crimson Muddle (Electronic/Coldwave)
Danny Elfman (Symphonic/Rock)
Darius Greene (Acoustic/Indie/Tin-Pan Alley)
DeVotchKa (Acoustic/Rock/Indie/Symphonic/Gypsy)
Decemberists (Acoustic/Indie/Rock)
Diablo Swing Orchestra (Metal/Swing) <- super recomendada
Dr. Steel (Hip-Hop/Electronic/Industrial)
Dresden Dolls, The (Cabaret/Acoustic) <- Super recomendada
Emilie Autumn (Electronic/Symphonic/Metal)
Extraordinary Contraptions, The (Rock/Indie)
Ez3kiel (Electronic/Experimental/Symphonic)
Fermata (Acoustic/Rock/Gypsy)
Flood of Rain (Symphonic/Acoustic/Electronic/Experimental)
Ghostfire (Rock/Indie)
Gogol Bordello (Rock/Acoustic/Gypsy)
Harlequin Jones (Acoustic/Cabaret)
Hellblinki Sextet, The (Acoustic/Rock/Cabaret/Gypsy)
Humanwine (Rock/Cabaret/Punk)
Imaginary Airship (Rock/Pop/Experimental)
In the Nursery (Symphonic/Electronic)
James Gang Experience, The (Hip-Hop/Acoustic/Tin-Pan Alley)
Jill Tracy (Cabaret/Acoustic/Symphonic)
Jim Strange with the Proud & the Damned (Rock/Acoustic)
Johnny Hollow (Rock/Electronic/Experimental/Symphonic)
Juke Baritone & The Swamp Dogs (Acoustic/Rock/Indie/Punk)
Kate Bush (Experimental/Acoustic/Electronic/Pop)
Katzenjammer Kabarett (Rock/Pop)
Lee Press-on and the Nails (Swing/Rock)
Legendary Shack Shakers, The (Rock/Punk/Americana)
Life’s Decay (Electronic/Experimental/Symphonic)
Life Towards Twilight (Electronic/Acoustic/Experimental)
Magnificent Seven, The (Cabaret/Acoustic/Rock)
Malice Mizer (Rock/Symphonic/Metal/Experimental)
Men That Will Not Be Blamed For Nothing, The (Acoustic/Punk/Experimental)
Mr. Joe Black (Cabaret/Acoustic)
Nouvelle Vague (Acoustic/Rock/Pop/Bossa Nova)
Paul Roland (Rock/Experimental/Electronic/Symphonic)
Peryls, The (Rock/Indie/Acoustic)
Rasputina (Electronic/Acoustic/Rock/Symphonic)
Real Tuesday Weld, The (Pop/Cabaret/Indie/Symphonic)
Revel Hotel (Experimental/Electronic)
Scarring Party, The (Acoustic/Rock)
Sixteen Horsepower (Rock/Americana/Punk/Acoustic)
Squirrel Nut Zippers (Dixie Jazz/Pop/Swing)
Strawfoot (Acoustic/Americana)
Sxip Shirey (Experimental)
Synthonym (Electronic/Symphonic)
Tenth Stage, The (Electronic/Rock/Symphonic)
This Way to the Egress (Cabaret/Acoustic/Indie)
Tiger Lillies (Experimental/Acoustic)
Tleilaxu Music Machine, The (Electronic/Cabaret/Experimental)
Tom Waits (Acoustic/Rock/Experimental)
Tragic Tantrum Cabaret (Cabaret/Acoustic)
Unextraordinary Gentlemen (Electronic/Symphonic/Experimental)
Unwoman (Symphonic/Electronic/Acoustic)
Vagabond Opera (Cabaret/Acoustic)
Vermillion Lies (Indie/Acoustic/Cabaret) <- muito boa também
Vernian Process (Rock/Electronic/Symphonic/Acoustic/Experimental)
Viral Millennium (Metal/Symphonic)
Voltaire (Indie/Gypsy/Pop/Acoustic/Symphonic)
Voodoo Organist (Acoustic/Rock)
Walter Sickert and the Army of Broken Toys (Experimental/Indie)
Widow’s Bane, The (Acoustic/Indie)
World Inferno Friendship Society (Swing/Rock/Pop/Indie)
Wovenhand (Acoustic/Experimental/Americana)
Não Catalogadas:
The Bonzo Dog Doo Dah Band.
The Temperance Seven.
Leon Redbone
The Penguine Cafe Orchestra.
Bellowhead.
The Inkspots.
Tiny Tim
The Singing Postman.
The Wurzles
The Pasadena Roof Orchestra.
Psalters
Cigarette Trees
Timbre
White Collar Sideshow
Zydepunks
mewithoutYou
The New Orleans Bingo Show
Abney Park (Electronic/World/Pop)
Absinthe Drinkers, The (Post-Punk/Rock)
Agent Ribbons (Pop/Indie/Rock)
Arcade Fire, The (Indie/Rock/Acoustic/Symphonic)
Beat Circus (Acoustic/Circus)
Beats Antique (Electronic/Hip-Hop/Circus/World)
Beirut (Acoustic/Indie) <- apaixonante, uma das minhas preferidas
Bug (Electronic/Experimental/Symphonic)
Cabaret Decadance (Acoustic/Cabaret)
Clockwork Dolls, The (Electronic/Symphonic/Acoustic)
Clockwork Quartet, The (Acoustic/Indie/Musical Theater)
Cretins, The (Punk-Rock)
Crimson Muddle (Electronic/Coldwave)
Danny Elfman (Symphonic/Rock)
Darius Greene (Acoustic/Indie/Tin-Pan Alley)
DeVotchKa (Acoustic/Rock/Indie/Symphonic/Gypsy)
Decemberists (Acoustic/Indie/Rock)
Diablo Swing Orchestra (Metal/Swing) <- super recomendada
Dr. Steel (Hip-Hop/Electronic/Industrial)
Dresden Dolls, The (Cabaret/Acoustic) <- Super recomendada
Emilie Autumn (Electronic/Symphonic/Metal)
Extraordinary Contraptions, The (Rock/Indie)
Ez3kiel (Electronic/Experimental/Symphonic)
Fermata (Acoustic/Rock/Gypsy)
Flood of Rain (Symphonic/Acoustic/Electronic/Experimental)
Ghostfire (Rock/Indie)
Gogol Bordello (Rock/Acoustic/Gypsy)
Harlequin Jones (Acoustic/Cabaret)
Hellblinki Sextet, The (Acoustic/Rock/Cabaret/Gypsy)
Humanwine (Rock/Cabaret/Punk)
Imaginary Airship (Rock/Pop/Experimental)
In the Nursery (Symphonic/Electronic)
James Gang Experience, The (Hip-Hop/Acoustic/Tin-Pan Alley)
Jill Tracy (Cabaret/Acoustic/Symphonic)
Jim Strange with the Proud & the Damned (Rock/Acoustic)
Johnny Hollow (Rock/Electronic/Experimental/Symphonic)
Juke Baritone & The Swamp Dogs (Acoustic/Rock/Indie/Punk)
Kate Bush (Experimental/Acoustic/Electronic/Pop)
Katzenjammer Kabarett (Rock/Pop)
Lee Press-on and the Nails (Swing/Rock)
Legendary Shack Shakers, The (Rock/Punk/Americana)
Life’s Decay (Electronic/Experimental/Symphonic)
Life Towards Twilight (Electronic/Acoustic/Experimental)
Magnificent Seven, The (Cabaret/Acoustic/Rock)
Malice Mizer (Rock/Symphonic/Metal/Experimental)
Men That Will Not Be Blamed For Nothing, The (Acoustic/Punk/Experimental)
Mr. Joe Black (Cabaret/Acoustic)
Nouvelle Vague (Acoustic/Rock/Pop/Bossa Nova)
Paul Roland (Rock/Experimental/Electronic/Symphonic)
Peryls, The (Rock/Indie/Acoustic)
Rasputina (Electronic/Acoustic/Rock/Symphonic)
Real Tuesday Weld, The (Pop/Cabaret/Indie/Symphonic)
Revel Hotel (Experimental/Electronic)
Scarring Party, The (Acoustic/Rock)
Sixteen Horsepower (Rock/Americana/Punk/Acoustic)
Squirrel Nut Zippers (Dixie Jazz/Pop/Swing)
Strawfoot (Acoustic/Americana)
Sxip Shirey (Experimental)
Synthonym (Electronic/Symphonic)
Tenth Stage, The (Electronic/Rock/Symphonic)
This Way to the Egress (Cabaret/Acoustic/Indie)
Tiger Lillies (Experimental/Acoustic)
Tleilaxu Music Machine, The (Electronic/Cabaret/Experimental)
Tom Waits (Acoustic/Rock/Experimental)
Tragic Tantrum Cabaret (Cabaret/Acoustic)
Unextraordinary Gentlemen (Electronic/Symphonic/Experimental)
Unwoman (Symphonic/Electronic/Acoustic)
Vagabond Opera (Cabaret/Acoustic)
Vermillion Lies (Indie/Acoustic/Cabaret) <- muito boa também
Vernian Process (Rock/Electronic/Symphonic/Acoustic/Experimental)
Viral Millennium (Metal/Symphonic)
Voltaire (Indie/Gypsy/Pop/Acoustic/Symphonic)
Voodoo Organist (Acoustic/Rock)
Walter Sickert and the Army of Broken Toys (Experimental/Indie)
Widow’s Bane, The (Acoustic/Indie)
World Inferno Friendship Society (Swing/Rock/Pop/Indie)
Wovenhand (Acoustic/Experimental/Americana)
Não Catalogadas:
The Bonzo Dog Doo Dah Band.
The Temperance Seven.
Leon Redbone
The Penguine Cafe Orchestra.
Bellowhead.
The Inkspots.
Tiny Tim
The Singing Postman.
The Wurzles
The Pasadena Roof Orchestra.
Psalters
Cigarette Trees
Timbre
White Collar Sideshow
Zydepunks
mewithoutYou
The New Orleans Bingo Show
6.5.10
O lado fashion do gênero 2
Comentei sobre o site de moda Blind Media há poucos dias quando ele destacou a estética steampunk em uma matéria. A página agora comentou um acessório dentro do mesmo estilo que provalmente teria tornado minha experiência em assistir ao filme Alice, de Tim Burton bem mais interessante. Trecho abaixo, íntegra aqui:
Recentemente circulou na rede fotos de óculos 3D padrão RealD (o mesmo formato utilizado em filmes como Avatar e Alice) adaptados para a estética steampunk. Os acessórios são cria do designer Will Rockwell e levam materiais como couro e engrenagens e parafusos de metal. Ficaram estilosos, apesar de eu já ter visto coisas bem mais legais em termos de óculos steampunk. Mas o bacana desses é que foram montados tendo como base um óculos 3D de verdade, ou seja, dá para assistir filmes no cinema com eles. Arrisca? Fãs da estética steampunk não pensariam duas vezes. ;-)
E por falar em steampunk e matemática...
... fazendo uma conta simples você pode perceber que dá para economizar R$ 36 com esta promoção de livros da Tarja Editorial. Fica a dica.
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