12.5.10

Através do espelho

A caótica programação de filmes nas salas de cinema de Florianópolis me aprontou mais uma e me deixou sem poder ver uma das obras que eu mais aguardava nesta temporada: O mundo imaginário de Dr. Parnassus. Como o diretor Terry Gillian, ex-Monty Phyton, tem uma grande contribuição para o acervo visual do steampunk - desde que lançou em meados dos anos 80 Brazil, o filme - esse era um longa que eu planejava resenhar por aqui. Não deu para fazer isso pessoalmente, mas o escritor José Roberto Vieira, autor de Baronato de Shoah, aceitou meu convite para escrever sobre a obra. Segue o texto, com meus agradecimentos a ele.

Em uma época onde releituras, remakes, restarts e todos os demais “res” empesteiam nossos cinemas e a criatividade de Hollywood parece se esgotar a cada lançamento, surge um filme que se salva do modismo, apresentando um roteiro inédito, inteligente e capaz de conquistar o mais duro dos corações: The Imaginarium of Doctor Parnassus.

A mais nova película de Terry Gilliam é uma fantástica aventura na mente do Doutor que dá nome ao filme. Estrelado por não menos que Heath Ledger, Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrew no mesmo papel: Tony, um desmemoriado e provavelmente a figura mais carismática do filme.

Enganado pelo diabo, Parnassus tenta, de diversas formas, ser feliz e levar a vida normalmente, mesmo sendo um imortal com mais de mil anos. Acompanhado de sua bela filha Valentina; Anton, um menino de rua malabarista; e Percy, um anão, o “Mundo Imaginário do Doutor Parnassus” apresenta-se de cidade em cidade, como um circo itinerante e decadente cuja única atração é um espelho mágico, que, segundo dizem, é capaz de dar experiências incríveis àqueles que ousarem atravessá-lo.

E são essas experiências que são divididas com os espectadores, através de imagens fabulosas e um enredo totalmente bem amarrado e consistente, como só Gilliam consegue apresentar. Cada imagem, cada cor, é o símbolo de outra coisa, uma realidade existente em nosso mundo e incapaz de se revelar de outra forma – a não ser que tenha ajuda da imaginação.

Tudo, no fim das contas, é mais uma aposta feita entre Parnassus e o Diabo, que se parecem muito mais com amigos de longa data do que com rivais. Pessoas cujos pontos de vista foram alterados ao longo dos anos, e o sentido de “Bem” e “Mal” carecem de limites humanos e simples filosofia. Há certos momentos em que a plateia não sabe mais quem é quem, e se não fossem as aparências, ambos se confundiriam.

Vale lembrar, que é através do espelho, que vemos a última interpretação de Heath Ledger… e, infelizmente, nem a brilhante imaginação de Parnassus ou a astúcia macabra do Diabo são capazes de vencer a senhora da Foice.

11.5.10

E já que o assunto é arte...

... deixem-me pelo menos fazer o registro hoje - já que a perda de conexão ontem tornou isso impossível - da morte de um dos meus ídolos. Frank Frazetta morreu nesta segunda-feira, dia 10 de maio, aos 82 anos, deixando para trás um legado artístico que revolucionou a fantasia e a ficção científica. Se hoje há tamanho interesse por um subgênero como o steampunk, com tanta atenção pela parte estética, visual, muito se deve a pessoas como esse nova-iorquino, criador de mundos e responsável pela popularização de personagens como Conan, criação máxima de Robert E. Howard (1906-1936). Deixo vocês com o início do texto de André Forastieri dedicado a esse artista, publicado hoje de manhã em seu blog no portal R7:


Frank Frazetta era boa pinta como um ator coadjuvante em um policial noir - um italianinho do Brooklyn musculoso, topetudo, com um sorriso canastrão. Era bom no desenho e no baseball - chegou a ser chamado para os New York Giants.

Frank passou a vida dividido entre ser esportista e artista. Malhou a vida toda. Atingiu o melhor equilíbrio. Frank, morto ontem, foi um dos ilustradores mais influentes do século 20 - e suas criações exibem a explosão muscular de um atleta nato. 

Aos 16 anos, 1944, Frank estreou ilustrando quadrinhos. Na década seguinte faria de tudo um pouco, sempre aprendendo, sempre na melhor companhia. Foi, por nove anos, assistente de Al Capp em Ferdinando; publicou na EC Comics, editora dos melhores quadrinhos adultos do período; trabalhou com Harvey Kurtzman no clássico erótico da Playboy, Little Annie Fanny; desenhou de faroestes a Buck Rogers.

Smaller - Reprodução

Foi como ilustrador que deixaria sua maior marca. Primeiro, de pôsteres de cinema. Desenhou 15 pôsteres de 1965 a 1983, de O que é que há, Gatinha a A Festa do Monstro Maluco a Mad Max. Pagava bem melhor que quadrinhos - quatro, cinco mil dólares, o que Frazetta ganhava em um ano. 

Destructeur - Reprodução
  Barbarian - Reprodução
Mais importantes ainda foram suas capas de livro. A partir de 1966, Frazetta passou a ilustrar as capas da série Conan - e simplesmente reinventou a estética da literatura fantástica, disparando uma nova onda de interesse por fantasia e ficção científica e influenciando milhares de ilustradores pelo mundo afora.

Sem Frazetta não existiria a série em quadrinhos de Conan, muito menos os filmes. Suas capas para Tarzan fizeram o homem-macaco popular de novo; as ilustrações para a série John Carter of Mars, de Edgar Rice Burroughs, conectaram fantasia espacial com a nova geração dos 60 - do rock, das drogas, da contracultura.

Steampunk em imagens

Gabriela Barbosa da Loja Paraíba do Conselho Steampunk deu início a uma série de matérias a respeito de um dos aspectos que mais chama a atenção na cultura steamer: o apelo visual, a arte inspirada nas divagações retrofuturistas do gênero. Em seu primeiro artigo, ela escolheu um tema bastante incomum, como podem ler abaixo, no trecho inicial e nas primeiras imagens escolhidas por ela:


Não é difícil encontrar na internet novidades acerca do steampunk. Como gosto muito de arte, fico encantada quando encontro objetos criados dentro da estética steam.

Tendo acumulado muitos links e imagens, resolvi fazer uma série de publicações para divulgação desses artistas. Se você também é um desses e quer ver seu material aqui, deixe um comentário.
Hoje vamos nos dedicar aos insetos. Achou estranho?!

O artista multidisciplinar (como se autoclassifica) Mike Libby ao encontrar um besouro morto intacto e localizar um antigo relógio de pulso, pensou que o besouro era semelhante a um pequeno dispositivo mecânico, então resolveu juntar os dois. Dissecou o besouro e o equipou com peças de relógio, resultando numa linda escultura.


A partir daí, Libby criou o Insect Lab. Ele compra insetos reais de várias partes do mundo e faz o mesmo procedimento, com peças de relógio, máquinas de costura, de escrever, etc.

“Na ficção científica, os insetos são frequentemente apresentados como robôs. [...] De Cronos à Bússola de Ouro o inseto/protótipo de robô usado, reutilização e re-imaginado inúmeras vezes. “
“Na realidade, os engenheiros olham para o movimento dos insetos, o desing das asas entre outras características como inspiração para novas tecnologias”
“Essa hibridização entre insetos e tecnologia é onde o Insect Lab empresta. [...] O trabalho não tem intenção de funcionar, mas de insistir alegre e maliciosamente de que foi possível.” M.Libby
(Tradução livre de trechos retirados do .COM PROSA)


E não para por aí. Gabriela criou um espaço no Tumblr chamado Distopias Utópicas no qual também faz a compilação de arte steampunk. Por lá, ela comentou um pouco sobre o gênero e também falou da coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário:


Steampunk, ou Vapor Punk

Oriundo do CyberPunk, considerado inicialmente um subgênero da ficção científica, o Steampunk se passa numa realidade alternativa. Você já deve ter parado para pensar algum dia da sua vida: “se [isso] tivesse acontecido, como seria hoje?!”, não?!

Então, imagine que a Era Vitoriana tivessse continuado, que o século XIX tivesse sido um completo sucesso e sua cultura tivesse perpetuado! Um mundo com tecnologia movida a vapor! Isso é puro Steampunk (...)

No Brasil, o Steampunk cresce a passos largos. Em 2009 foi lançado pela Tarja o livro de contos Steampunk: Histórias de um Passado Extraordinário, agora em 2010 temos outra obra saindo que é O Baronato de Shoah. Além disso, o Conselho Steampunk está se mobilizando para que esse seja  Ano do Vapor
                                      

10.5.10

Steampunk feito no Brasil 5

Um de meus contos favoritos na coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário é "A flor do estrume", do jornalista Antonio Luiz M. C. Costa, uma visão retrofuturista das ciências médicas em um Brasil que figura entre as potências do XIX. O universo daquela noveleta havia sido delineado por seu autor em uma edição da revista em que trabalha, a CartaCapital, na forma de um artigo na época em que se comemoravam os 500 anos do Descobrimento do Brasil. Aquele texto especulava o que poderia ter acontecido com nosso país caso Dom Sebastião (1554-1578) não houvesse desaparecido na cruzada que promoveu no Marrocos, deixando para trás não apenas o trono de Portugal vago, mas toda uma crise dinástica que levou a perda da independência do reino e ao início de um processo de decadência lusitano. Com o título de "Outros 500" o ensaio jornalístico é a origem tanto de "A flor do estrume" quanto de um novo texto que Costa acaba de publicar em seu livro virtual na rede social aoLimiar: "O Istmo do Doutor Moreira".

Novamente, o escritor deixou de lado o alvo preferencial dos autores steampunk - mecanismos movidos a vapor - para se voltar a avanços na área médica. O texto aqui, que havia sido publicado anteriormente nos documentos do jornalista na rede Scribd, é muito provavelmente a mais instigante especulação do tipo que já li. Ele imagina, naquele cenário de um Brasil muito mais avançado economica e cientificamente, o dilema do médico citado no título da história. Descendente de portugueses, católico, rico e conservador, Afonso Fialho Moreira (1719-1801) tornou-se conhecido no mundo inteiro por ter identificado, na década de 1760, os fatores sanguíneos A, B, AB e O, descobrindo os motivos por trás da incompatibilidade de transplantes e de transfusões entre pacientes. Por ironia, esse conhecimento o ajudaria a entender o quanto ele estava impotente para tratar sua filha mais nova, Maria Isabel de Almeida Moreira, chamada de Bebel pelos familiares, nascida em 1767, e portadora de uma rara e mortal forma de anemia congênita.

A única maneira que o doutor encontrou para poder ajudar sua filha foi a proposta de uma técnica revolucionária e que provocou reações de repúdio em boa parte da sociedade da época. Ele teria que encontrar algum voluntário disposto a se tornar uma espécie de xipófago artificial com Maria Isabel, compartilhando com ela, pernanentemente, o sistema sanguíneo, tornando-se assim um doador constante do fluido que a garota necessitava para sobreviver. Depois de dispensados vários voluntários, fenotipicamente mais semelhantes à paciente mas incopatíveis na genética, a única alternativa que se demonstrou viável foi o tipo mais improvável possível. Um jovem negro, pobre, muçulmano chamado Mamadu Baldé. Escrito na forma de um artigo de divulgação científica para uma publicação especializada - Revista História e Ciência, de julho de 1897, pela pesquisadora Ester Arias Carvalho -, é desta forma que a noveleta descreve o curioso procedimento:


Depois de uma semana de preparação, a operação foi realizada em 15 de dezembro de 1779. Não cabe esmiuçar aqui os pormenores. Basta dizer que os sistemas circulatórios dos dois adolescentes foram conectados por artérias dos antebraços, formando o que o doutor chamou de “istmo arterio-venoso radio-ulnar” e a imprensa de “istmo do doutor Moreira”. A ligação foi assegurada por placas e pinos de platina que prendiam solidamente os ossos do antebraço direito de Mamadu, que era canhoto, ao antebraço esquerdo de Bebel. Devido à fragilidade desta, a usou-se apenas anestesia local (cocaína).

O que se segue nas páginas seguintes dessa noveleta são os avanços secundários que tal operação médica causou na sociedade brasileira de fins do século XVIII. A união forçada dos dois jovens de culturas tão diferentes provocou uma rápida reforma nos sistemas religiosos e sociais do país, com algumas implicações políticas que atingem até mesmo as decisões tomadas pelo Imperador e inspiram correntes adversárias à monarquia. Provavelmente, seria mais fácil de acompanhar todo esse desenrolar paralelo ao cotidiano daquela dupla se o texto fosse acompanhado de material que descrevesse melhor os pontos de divergência e a linha do tempo adotada naquele universo. Para quem não conhece os bastidores de "Outros 500"  e de "A flor do estrume" pode ser bem mais difícil acompanhar algumas referências, por exemplo, aos métodos contraceptivos e sobre a identidade dos mandatários do Império. Mesmo assim, é um texto que vale a leitura, pela abordagem inusitada que faz dos avanços científicos e das consequências inesperadas que ele pode provocar.

9.5.10

Vitória, a mãe

Neste Dia das Mães, chamo a atenção para uma matéria da revista Aventuras na História a respeito da mulher e mãe mais famosa e influente do período em que costumam ser ambientadas a maior parte das narrativas steampunk. O artigo de Tiago Cordeiro é interessante por mostrar o quanto um avanço tecnológico muito importante para o momento do parto está, também, ligado a essa figura histórica. Os trechos abaixo ficam como uma homenagem deste blog à data. Bom domingo a todos.



Dos 81 anos que viveu, a rainha Vitória da Inglaterra (1819-1901) passou 6,5 deles grávida de nove filhos. Uma tortura para quem achava a gestação insuportável, sentia-se parecida com "uma vaca", temia o parto e achava os recém-nascidos feios. Educada em alemão e sem nunca conseguir falar inglês perfeitamente, a mulher de ar sisudo foi alvo de cinco atentados em seus primeiros anos de gestão. Apesar da antipatia de seu povo, em seus 63 anos de reinado (o mais longo do país) a Inglaterra tornou-se símbolo de prosperidade militar, industrial e política. Mas, apesar de tudo, Vitória foi mãe. No parto dos dois últimos herdeiros, ela conquistaria outro feito: o uso de uma técnica revolucionária de anestesia, contada por Gillian Gill em We Two - Victoria and Albert: Rulers, Partners, Rivals ("Nós dois - Vitória e Albert: governantes, parceiros, rivais", sem tradução em português).

No século 19, no entanto, sentir a dor do parto era fundamental. A explicação está na tradição cristã: depois de comer o fruto proibido, Eva recebe de Deus o aviso de que, como punição, passaria a "dar à luz em meio a dores" (Gênesis). O processo que a poetisa Sylvia Plath (1932-1963) chamaria de "longo e escuro corredor de dor, sem portas ou janelas" também era perigoso. A própria Vitória só havia se tornado rainha porque sua prima, a princesa Charlote (1796-1817), filha do rei Jorge IV (1762-1830) e herdeira do trono, morrera com hemorragia interna no terceiro parto.

"Técnicas de anestesia já eram testadas nos Estados Unidos e na Europa, mas eram consideradas arriscadas", afirma Donald Caton, médico da Universidade da Flórida.Vitória e o marido, o príncipe Albert (1819-1861), estavam interessados na anestesia por clorofórmio desde 1848. Para os nascimentos dos caçulas Leopoldo (1853) e Beatriz (1857), a monarca contratou o médico John Snow (1813-1858) e sua equipe. "Vossa majestade é uma paciente exemplar", Snow diria depois. Desde então, o avanço da anestesia para mães foi impressionante. Em 1920, por exemplo, o clorofórmio já era usado em 90% dos partos em países de língua inglesa e alemã (terra natal de Albert).

Suspiro antes da dor

De efeito rápido, o clorofórmio era o anestésico ideal à época


No parto
Usado pela primeira vez durante o parto em 1847, o clorofórmio ficou conhecido depois de ser usado na rainha em 1853. Ele foi aplicado quando ela já estava deitada em trabalho de parto.

Anestesia
Aplicado a cada 10 minutos sobre uma máscara de tecido, a substância inalada é absorvida pelo sangue e atua no sistema nervoso central.

Clorofórmio
Transparente, de cheiro forte e volátil, o produto foi descoberto em 1831. Seu uso pode causar arritmia e ataque cardíaco, além de parada respiratória.

8.5.10

Jóias da Coroa

Dia das Mães chegando e eu me dei conta de que ainda não havia falado neste blog de uma manifestação da cultura steamer que pode render presentes muito interessantes para elas. Falo de jóias e acessórios baseados no visual steampunk. Uma artista que se destaca nesta área - que já teve um perfil elaborado pelo site do Conselho Steampunk - é a paulista Naná Hayne. Ela possui um blog na rede social Steambook no qual se apresenta desta forma:


Formada em Comunicação Visual pela Universidade de Guarulhos em 1982, trabalhou nos setores da propaganda e publicidade, passando por marketing e sinalização.

Mais tarde voltou-se totalmente à pintura. Sempre preferiu técnicas mistas e, por vezes, algumas que desenvolveu.

Gosta de experimentar tudo o que tem disponível à sua volta e a consciência eco-ambiental sempre fez parte do seu sentir, pensar e agir.

Hoje realiza um trabalho original feito a partir de resíduos eletroeletrônicos, principalmente na confecção das TecnoJóias e TecnoArte, somado a estes, a nova paixão SteamPunk. 

Contudo, acredito que o melhor meio de apresentá-la aos frequentadores deste espaço seja exibindo alguns de seus trabalhos. Aproveito para desejar um bom final de semana e ótimo Dia das Mães a todos.




bracelete - placa de ci e peças de relógios
Bracelete - placa de ci e peças de relógios 
 

pulseira - peças de relógios
Pulseira - peças de relógios 

anel - peças de relógios e chip
Anel - peças de relógios e chip

brincos - peças de relógios e chip
Brincos - peças de relógios e chip

broche - peças de relógios
Broche - peças de relógios

peças de relógio e dorda de guitarra
Gargantilha - peças de relógios e corda de guitarra

7.5.10

Para ouvir em seu gramofone

Música não é exatamente a minha especialidade, tanto que costumo dizer que ela é a única forma de arte a te atacar pelas costas. Rabugices idiossincráticas à parte, essa é uma fonte de expressão importante da cultura steamer, tanto que há vários cantores e grupos que se identificam com a estética do neovitorianismo para inspirar suas criações. Coyote Gisa, em seu blog sediado na rede social Steambook, compilou uma lista bem fornida de representantes dessa tendência de misturar o vapor retrofuturista com acordes musicais. Reproduzo a seguir as indicações dela:



Abney Park
(Electronic/World/Pop)
Absinthe Drinkers, The (Post-Punk/Rock)
Agent Ribbons (Pop/Indie/Rock)
Arcade Fire, The (Indie/Rock/Acoustic/Symphonic)
Beat Circus (Acoustic/Circus)
Beats Antique (Electronic/Hip-Hop/Circus/World)
Beirut (Acoustic/Indie) <- apaixonante, uma das minhas preferidas
Bug (Electronic/Experimental/Symphonic)
Cabaret Decadance (Acoustic/Cabaret)
Clockwork Dolls, The (Electronic/Symphonic/Acoustic)
Clockwork Quartet, The (Acoustic/Indie/Musical Theater)
Cretins, The (Punk-Rock)
Crimson Muddle (Electronic/Coldwave)
Danny Elfman (Symphonic/Rock)
Darius Greene (Acoustic/Indie/Tin-Pan Alley)
DeVotchKa (Acoustic/Rock/Indie/Symphonic/Gypsy)
Decemberists (Acoustic/Indie/Rock)
Diablo Swing Orchestra (Metal/Swing) <- super recomendada
Dr. Steel (Hip-Hop/Electronic/Industrial)
Dresden Dolls, The (Cabaret/Acoustic) <- Super recomendada
Emilie Autumn (Electronic/Symphonic/Metal)
Extraordinary Contraptions, The (Rock/Indie)
Ez3kiel (Electronic/Experimental/Symphonic)
Fermata (Acoustic/Rock/Gypsy)
Flood of Rain (Symphonic/Acoustic/Electronic/Experimental)
Ghostfire (Rock/Indie)
Gogol Bordello (Rock/Acoustic/Gypsy)
Harlequin Jones (Acoustic/Cabaret)
Hellblinki Sextet, The (Acoustic/Rock/Cabaret/Gypsy)
Humanwine (Rock/Cabaret/Punk)
Imaginary Airship (Rock/Pop/Experimental)
In the Nursery (Symphonic/Electronic)
James Gang Experience, The (Hip-Hop/Acoustic/Tin-Pan Alley)
Jill Tracy (Cabaret/Acoustic/Symphonic)
Jim Strange with the Proud & the Damned (Rock/Acoustic)
Johnny Hollow (Rock/Electronic/Experimental/Symphonic)
Juke Baritone & The Swamp Dogs (Acoustic/Rock/Indie/Punk)
Kate Bush (Experimental/Acoustic/Electronic/Pop)
Katzenjammer Kabarett (Rock/Pop)
Lee Press-on and the Nails (Swing/Rock)
Legendary Shack Shakers, The (Rock/Punk/Americana)
Life’s Decay (Electronic/Experimental/Symphonic)
Life Towards Twilight (Electronic/Acoustic/Experimental)
Magnificent Seven, The (Cabaret/Acoustic/Rock)
Malice Mizer (Rock/Symphonic/Metal/Experimental)
Men That Will Not Be Blamed For Nothing, The (Acoustic/Punk/Experimental)
Mr. Joe Black (Cabaret/Acoustic)
Nouvelle Vague (Acoustic/Rock/Pop/Bossa Nova)
Paul Roland (Rock/Experimental/Electronic/Symphonic)
Peryls, The (Rock/Indie/Acoustic)
Rasputina (Electronic/Acoustic/Rock/Symphonic)
Real Tuesday Weld, The (Pop/Cabaret/Indie/Symphonic)
Revel Hotel (Experimental/Electronic)
Scarring Party, The (Acoustic/Rock)
Sixteen Horsepower (Rock/Americana/Punk/Acoustic)
Squirrel Nut Zippers (Dixie Jazz/Pop/Swing)
Strawfoot (Acoustic/Americana)
Sxip Shirey (Experimental)
Synthonym (Electronic/Symphonic)
Tenth Stage, The (Electronic/Rock/Symphonic)
This Way to the Egress (Cabaret/Acoustic/Indie)
Tiger Lillies (Experimental/Acoustic)
Tleilaxu Music Machine, The (Electronic/Cabaret/Experimental)
Tom Waits (Acoustic/Rock/Experimental)
Tragic Tantrum Cabaret (Cabaret/Acoustic)
Unextraordinary Gentlemen (Electronic/Symphonic/Experimental)
Unwoman (Symphonic/Electronic/Acoustic)
Vagabond Opera (Cabaret/Acoustic)
Vermillion Lies (Indie/Acoustic/Cabaret) <- muito boa também
Vernian Process (Rock/Electronic/Symphonic/Acoustic/Experimental)
Viral Millennium (Metal/Symphonic)
Voltaire (Indie/Gypsy/Pop/Acoustic/Symphonic)
Voodoo Organist (Acoustic/Rock)
Walter Sickert and the Army of Broken Toys (Experimental/Indie)
Widow’s Bane, The (Acoustic/Indie)
World Inferno Friendship Society (Swing/Rock/Pop/Indie)
Wovenhand (Acoustic/Experimental/Americana)

Não Catalogadas:
The Bonzo Dog Doo Dah Band.
The Temperance Seven.
Leon Redbone
The Penguine Cafe Orchestra.
Bellowhead.
The Inkspots.
Tiny Tim
The Singing Postman.
The Wurzles
The Pasadena Roof Orchestra.
Psalters
Cigarette Trees
Timbre
White Collar Sideshow
Zydepunks
mewithoutYou
The New Orleans Bingo Show

6.5.10

O lado fashion do gênero 2

Comentei sobre o site de moda Blind Media há poucos dias quando ele destacou a estética steampunk em uma matéria. A página agora comentou um acessório dentro do mesmo estilo que provalmente teria tornado minha experiência em assistir ao filme Alice, de Tim Burton bem mais interessante. Trecho abaixo, íntegra aqui:

Recentemente circulou na rede fotos de óculos 3D padrão RealD (o mesmo formato utilizado em filmes como Avatar e Alice) adaptados para a estética steampunk. Os acessórios são cria do designer Will Rockwell e levam materiais como couro e engrenagens e parafusos de metal. Ficaram estilosos, apesar de eu já ter visto coisas bem mais legais em termos de óculos steampunk. Mas o bacana desses é que foram montados tendo como base um óculos 3D de verdade, ou seja, dá para assistir filmes no cinema com eles. Arrisca? Fãs da estética steampunk não pensariam duas vezes. ;-)

Divulgação

E por falar em steampunk e matemática...

 ... fazendo uma conta simples você pode perceber que dá para economizar R$ 36 com esta promoção de livros da Tarja Editorial. Fica a dica.

Steampunk e a matemática

Minha amiga cibernética Giseli (com i) Ramos adora números. E o melhor é que ela sabe transformar esses entes abstratos em palavras. Em seu blog, por coincidência no dia do meu aniversário, ela já havia escrito sobre o quanto existe de matemática na arte de tocar sinos, uma lúdica aula sobre os mecanismos da permutação. Nesta última quarta-feira, ela voltou a associar a mãe de todas as ciências - e a mais pura de todas - ao tema deste blog, o que me dá a chance de voltar a citá-la por aqui. E nada melhor do que fazer isso hoje, que, como lembrou Carlos Orsi em seu blog, é o dia nacional dela, da matemática.

Desta vez, a CyberGi utilizou-se da teoria dos números para fazer o perfil de um dos elementos mais presentes e mais icônicos das histórias do punk a vapor: as engrenagens. Abaixo, seguem trechos do artigo "A base matemática dos mecanismos steampunk", no qual ela demonstra que o número de dentes, ou ranhuras, desses mecanismos não são nada aleatórios:


gears.0

Não sei se muitos de vocês sabem, mas por muito tempo, a base da computação era madeira, bronze, metal e latão. Peraí, como assim? Ábacos te dizem alguma coisa? =D

relógio astronômico de Praga

Antes de 1700 já tinham algumas calculadoras rudimentares feitas, à base de engrenagens metálicas. E o computador mais antigo já feito é o mecanismo de Antikythera, um impressionante mecanismo capaz de prever eclipses e órbitas planetárias, entre outras coisas.

E o que esses objetos e, digamos, as engrenagens vitorianas (tanto as reais como as das histórias ficcionais) têm em comum? As engrenagens… Você já parou para pensar em como os engenheiros calculavam os números de dentes necessários em cada roda para o melhor desempenho do sistema como um todo? Ou para que um dado mecanismo tenha a velocidade desejada?

É aí que entra a teoria dos números :D
Sabem aquelas série de livros do tipo A ciência de Star Wars ou Watchmen e a filosofia? Adoraria ler uma série de obras assinadas pela Gi, talvez em parceria com o Orsi, associando cultura pop e matemática. Tenho certeza de que seria um material de divulgação científica de primeira.

5.5.10

Vai mais um brinquedo steampunk aí? 2

E o Águia 1 não parou sua produção steam com Mademoiselle Cristinne. Aqui vai outra de suas criações, em um cartaz destacando o gênero, também postado naquele fórum do site Escala 1 Sexto..

Nesta produção, ele utilizou os seguintes materiais:
Corpo e Cabeça Cy Girl 1.0 ( uma das “primeiras” a serem lançadas)
Botas Super Toys
Blusa e saia da OIJ Infirmary
Braceletes Triad
Óculos ZCGirl
Todo o resto foi customizado.

Vai mais um brinquedo steampunk aí?

Gostei tanto daqueles bonecos articulados do Sillof que postei por aqui que resolvi caçar algum brasileiro que também fizesse customização de brinquedos para dar a eles aparência baseada no steampunk. Encontrei um ótimo representante nacional em um site chamado Escala 1 Sexto. Deem uma olhada neste modelo postado em um fórum do site.

Mademoiselle Cristinne foi criada pelo usuário que se identifica como Águia 1. Ele escreveu que sua inspiração veio de filmes a que assistiu, como Brazil, de Terry Gillian: "O estilo steampunk me chamou muito a atenção. Depois de muitos filmes e animes, pesquisei sobre este estilo que sacrifica a 'funcionalidade' pelo impacto visual, e pelo que sei já é até uma 'tribo'. Decidi, então produzir uma figura neste estilo em minha coleção".


Ele apresentou ainda a lista das peças utilizadas em sua criação:
Corpo e cabeça. Pefect Body
Jaqueta Ebay
Roupa customizada
Revolver: Guerra de Secessão americana
Luvas da Bbi
Botas Triad
Polainas customizadas


Quanto à arma, que bem poderia ser o rifle Guarany, que aparece na noveleta "Cidade Phantástica", sua origem foi explicada assim: "Rifle customizado de uma peça da era napoleônica, acrescida com a junção de duas miras russas, originando uma longa. Mais alguns tubos."

4.5.10

Torre de Vigia 25

Dica do editor Richard Diegues no Twitter: mais uma citação à coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário em um blog especializado em ficção científica. Desta vez, o espaço foi no Sci Fi do Brasil. Na primeira parte de um artigo sobre livros de FC nacionais, João Guedes listou a obra ao lado de uma outra coletânea, chamada Invasão. Abaixo, segue a abertura do texto e o comentário sobre o livro steamer. A íntegra, pode ser acessada por aqui.

Este é um tema sobre o qual queria escrever há muito tempo para uma platéia qualificada como a do Sci Fi do Brasil. A FC Brasileira é muito desprezada pelo mercado editorial, se na estrangeira, que vem já pré testada no mercado, já é difícil de encontrar bons títulos novos, imagine a nossa. Mas há autores de excelente qualidade surgindo e com um público editorial e leitor refratário.

Jorge Luis Calife é um dos autores mais conhecido de hard sci-fi (Trilogia Padrões de Contato), depois vem Bráulio Tavares e, recentemente, Roberto de Sousa Causo fazendo uma sci-fi mais no estilo Arthur C. Clarke e Isaac Asimov, onde a tecnologia é mais pano de fundo. Então começarei apresentando algumas coletâneas de contos Brasileiros que são de 1ª Qualidade (...)

Steampunk: Recentemente tomei conhecimento deste movimento, que traz uma idéia muito interessante: colocar as histórias no século XIX com toda a tecnologia emergente. Este movimento não se restringe à literatura, mas espalha-se para o RPG (REINOS DE FERRO) e chega mesmo a, no exterior, fazer a customização de micros para a era Vitoriana. Cheguei a ver alguns e me encantei. De fato, por que não podemos ter as coisas mais caprichadas no acabamento como naquela época? Não se trata de abandonar uma tecnologia em detrimento de outra, mas de querer algo menos asséptico e mais agradável aos olhos.

Em matéria de livros a Tarja Editorial lançou uma coletânea chamada Steampunk – Histórias de um Passado Extraordinário. Surpreendente a qualidade das histórias. Também é um livro curto, 184 pg, que dá para ler num fim de semana e deixa o “gostinho de quero mais”. Todo o fundamento científico está explicado e muito foi bebido na fonte de Julio Verne. Isto não é um demérito, mas uma referência de qualidade.

Ficha técnica:
Autor: Vários Autores – Org. Gianpaolo Celli
Páginas: 184
ISBN: 978-85-61541-14-9
Formato: 14×21cm
Ano: 2009