Dos 81 anos que viveu, a rainha Vitória da Inglaterra (1819-1901) passou 6,5 deles grávida de nove filhos. Uma tortura para quem achava a gestação insuportável, sentia-se parecida com "uma vaca", temia o parto e achava os recém-nascidos feios. Educada em alemão e sem nunca conseguir falar inglês perfeitamente, a mulher de ar sisudo foi alvo de cinco atentados em seus primeiros anos de gestão. Apesar da antipatia de seu povo, em seus 63 anos de reinado (o mais longo do país) a Inglaterra tornou-se símbolo de prosperidade militar, industrial e política. Mas, apesar de tudo, Vitória foi mãe. No parto dos dois últimos herdeiros, ela conquistaria outro feito: o uso de uma técnica revolucionária de anestesia, contada por Gillian Gill em We Two - Victoria and Albert: Rulers, Partners, Rivals ("Nós dois - Vitória e Albert: governantes, parceiros, rivais", sem tradução em português).
No século 19, no entanto, sentir a dor do parto era fundamental. A explicação está na tradição cristã: depois de comer o fruto proibido, Eva recebe de Deus o aviso de que, como punição, passaria a "dar à luz em meio a dores" (Gênesis). O processo que a poetisa Sylvia Plath (1932-1963) chamaria de "longo e escuro corredor de dor, sem portas ou janelas" também era perigoso. A própria Vitória só havia se tornado rainha porque sua prima, a princesa Charlote (1796-1817), filha do rei Jorge IV (1762-1830) e herdeira do trono, morrera com hemorragia interna no terceiro parto.
"Técnicas de anestesia já eram testadas nos Estados Unidos e na Europa, mas eram consideradas arriscadas", afirma Donald Caton, médico da Universidade da Flórida.Vitória e o marido, o príncipe Albert (1819-1861), estavam interessados na anestesia por clorofórmio desde 1848. Para os nascimentos dos caçulas Leopoldo (1853) e Beatriz (1857), a monarca contratou o médico John Snow (1813-1858) e sua equipe. "Vossa majestade é uma paciente exemplar", Snow diria depois. Desde então, o avanço da anestesia para mães foi impressionante. Em 1920, por exemplo, o clorofórmio já era usado em 90% dos partos em países de língua inglesa e alemã (terra natal de Albert).
Suspiro antes da dor
De efeito rápido, o clorofórmio era o anestésico ideal à época
No parto
Usado pela primeira vez durante o parto em 1847, o clorofórmio ficou conhecido depois de ser usado na rainha em 1853. Ele foi aplicado quando ela já estava deitada em trabalho de parto.
Anestesia
Aplicado a cada 10 minutos sobre uma máscara de tecido, a substância inalada é absorvida pelo sangue e atua no sistema nervoso central.
Clorofórmio
Transparente, de cheiro forte e volátil, o produto foi descoberto em 1831. Seu uso pode causar arritmia e ataque cardíaco, além de parada respiratória.
9.5.10
Vitória, a mãe
Neste Dia das Mães, chamo a atenção para uma matéria da revista Aventuras na História a respeito da mulher e mãe mais famosa e influente do período em que costumam ser ambientadas a maior parte das narrativas steampunk. O artigo de Tiago Cordeiro é interessante por mostrar o quanto um avanço tecnológico muito importante para o momento do parto está, também, ligado a essa figura histórica. Os trechos abaixo ficam como uma homenagem deste blog à data. Bom domingo a todos.
8.5.10
Jóias da Coroa
Dia das Mães chegando e eu me dei conta de que ainda não havia falado neste blog de uma manifestação da cultura steamer que pode render presentes muito interessantes para elas. Falo de jóias e acessórios baseados no visual steampunk. Uma artista que se destaca nesta área - que já teve um perfil elaborado pelo site do Conselho Steampunk - é a paulista Naná Hayne. Ela possui um blog na rede social Steambook no qual se apresenta desta forma:
Contudo, acredito que o melhor meio de apresentá-la aos frequentadores deste espaço seja exibindo alguns de seus trabalhos. Aproveito para desejar um bom final de semana e ótimo Dia das Mães a todos.
Formada em Comunicação Visual pela Universidade de Guarulhos em 1982, trabalhou nos setores da propaganda e publicidade, passando por marketing e sinalização.
Mais tarde voltou-se totalmente à pintura. Sempre preferiu técnicas mistas e, por vezes, algumas que desenvolveu.
Gosta de experimentar tudo o que tem disponível à sua volta e a consciência eco-ambiental sempre fez parte do seu sentir, pensar e agir.
Hoje realiza um trabalho original feito a partir de resíduos eletroeletrônicos, principalmente na confecção das TecnoJóias e TecnoArte, somado a estes, a nova paixão SteamPunk.
Contudo, acredito que o melhor meio de apresentá-la aos frequentadores deste espaço seja exibindo alguns de seus trabalhos. Aproveito para desejar um bom final de semana e ótimo Dia das Mães a todos.
Bracelete - placa de ci e peças de relógios
7.5.10
Para ouvir em seu gramofone
Música não é exatamente a minha especialidade, tanto que costumo dizer que ela é a única forma de arte a te atacar pelas costas. Rabugices idiossincráticas à parte, essa é uma fonte de expressão importante da cultura steamer, tanto que há vários cantores e grupos que se identificam com a estética do neovitorianismo para inspirar suas criações. Coyote Gisa, em seu blog sediado na rede social Steambook, compilou uma lista bem fornida de representantes dessa tendência de misturar o vapor retrofuturista com acordes musicais. Reproduzo a seguir as indicações dela:
Abney Park (Electronic/World/Pop)
Absinthe Drinkers, The (Post-Punk/Rock)
Agent Ribbons (Pop/Indie/Rock)
Arcade Fire, The (Indie/Rock/Acoustic/Symphonic)
Beat Circus (Acoustic/Circus)
Beats Antique (Electronic/Hip-Hop/Circus/World)
Beirut (Acoustic/Indie) <- apaixonante, uma das minhas preferidas
Bug (Electronic/Experimental/Symphonic)
Cabaret Decadance (Acoustic/Cabaret)
Clockwork Dolls, The (Electronic/Symphonic/Acoustic)
Clockwork Quartet, The (Acoustic/Indie/Musical Theater)
Cretins, The (Punk-Rock)
Crimson Muddle (Electronic/Coldwave)
Danny Elfman (Symphonic/Rock)
Darius Greene (Acoustic/Indie/Tin-Pan Alley)
DeVotchKa (Acoustic/Rock/Indie/Symphonic/Gypsy)
Decemberists (Acoustic/Indie/Rock)
Diablo Swing Orchestra (Metal/Swing) <- super recomendada
Dr. Steel (Hip-Hop/Electronic/Industrial)
Dresden Dolls, The (Cabaret/Acoustic) <- Super recomendada
Emilie Autumn (Electronic/Symphonic/Metal)
Extraordinary Contraptions, The (Rock/Indie)
Ez3kiel (Electronic/Experimental/Symphonic)
Fermata (Acoustic/Rock/Gypsy)
Flood of Rain (Symphonic/Acoustic/Electronic/Experimental)
Ghostfire (Rock/Indie)
Gogol Bordello (Rock/Acoustic/Gypsy)
Harlequin Jones (Acoustic/Cabaret)
Hellblinki Sextet, The (Acoustic/Rock/Cabaret/Gypsy)
Humanwine (Rock/Cabaret/Punk)
Imaginary Airship (Rock/Pop/Experimental)
In the Nursery (Symphonic/Electronic)
James Gang Experience, The (Hip-Hop/Acoustic/Tin-Pan Alley)
Jill Tracy (Cabaret/Acoustic/Symphonic)
Jim Strange with the Proud & the Damned (Rock/Acoustic)
Johnny Hollow (Rock/Electronic/Experimental/Symphonic)
Juke Baritone & The Swamp Dogs (Acoustic/Rock/Indie/Punk)
Kate Bush (Experimental/Acoustic/Electronic/Pop)
Katzenjammer Kabarett (Rock/Pop)
Lee Press-on and the Nails (Swing/Rock)
Legendary Shack Shakers, The (Rock/Punk/Americana)
Life’s Decay (Electronic/Experimental/Symphonic)
Life Towards Twilight (Electronic/Acoustic/Experimental)
Magnificent Seven, The (Cabaret/Acoustic/Rock)
Malice Mizer (Rock/Symphonic/Metal/Experimental)
Men That Will Not Be Blamed For Nothing, The (Acoustic/Punk/Experimental)
Mr. Joe Black (Cabaret/Acoustic)
Nouvelle Vague (Acoustic/Rock/Pop/Bossa Nova)
Paul Roland (Rock/Experimental/Electronic/Symphonic)
Peryls, The (Rock/Indie/Acoustic)
Rasputina (Electronic/Acoustic/Rock/Symphonic)
Real Tuesday Weld, The (Pop/Cabaret/Indie/Symphonic)
Revel Hotel (Experimental/Electronic)
Scarring Party, The (Acoustic/Rock)
Sixteen Horsepower (Rock/Americana/Punk/Acoustic)
Squirrel Nut Zippers (Dixie Jazz/Pop/Swing)
Strawfoot (Acoustic/Americana)
Sxip Shirey (Experimental)
Synthonym (Electronic/Symphonic)
Tenth Stage, The (Electronic/Rock/Symphonic)
This Way to the Egress (Cabaret/Acoustic/Indie)
Tiger Lillies (Experimental/Acoustic)
Tleilaxu Music Machine, The (Electronic/Cabaret/Experimental)
Tom Waits (Acoustic/Rock/Experimental)
Tragic Tantrum Cabaret (Cabaret/Acoustic)
Unextraordinary Gentlemen (Electronic/Symphonic/Experimental)
Unwoman (Symphonic/Electronic/Acoustic)
Vagabond Opera (Cabaret/Acoustic)
Vermillion Lies (Indie/Acoustic/Cabaret) <- muito boa também
Vernian Process (Rock/Electronic/Symphonic/Acoustic/Experimental)
Viral Millennium (Metal/Symphonic)
Voltaire (Indie/Gypsy/Pop/Acoustic/Symphonic)
Voodoo Organist (Acoustic/Rock)
Walter Sickert and the Army of Broken Toys (Experimental/Indie)
Widow’s Bane, The (Acoustic/Indie)
World Inferno Friendship Society (Swing/Rock/Pop/Indie)
Wovenhand (Acoustic/Experimental/Americana)
Não Catalogadas:
The Bonzo Dog Doo Dah Band.
The Temperance Seven.
Leon Redbone
The Penguine Cafe Orchestra.
Bellowhead.
The Inkspots.
Tiny Tim
The Singing Postman.
The Wurzles
The Pasadena Roof Orchestra.
Psalters
Cigarette Trees
Timbre
White Collar Sideshow
Zydepunks
mewithoutYou
The New Orleans Bingo Show
Abney Park (Electronic/World/Pop)
Absinthe Drinkers, The (Post-Punk/Rock)
Agent Ribbons (Pop/Indie/Rock)
Arcade Fire, The (Indie/Rock/Acoustic/Symphonic)
Beat Circus (Acoustic/Circus)
Beats Antique (Electronic/Hip-Hop/Circus/World)
Beirut (Acoustic/Indie) <- apaixonante, uma das minhas preferidas
Bug (Electronic/Experimental/Symphonic)
Cabaret Decadance (Acoustic/Cabaret)
Clockwork Dolls, The (Electronic/Symphonic/Acoustic)
Clockwork Quartet, The (Acoustic/Indie/Musical Theater)
Cretins, The (Punk-Rock)
Crimson Muddle (Electronic/Coldwave)
Danny Elfman (Symphonic/Rock)
Darius Greene (Acoustic/Indie/Tin-Pan Alley)
DeVotchKa (Acoustic/Rock/Indie/Symphonic/Gypsy)
Decemberists (Acoustic/Indie/Rock)
Diablo Swing Orchestra (Metal/Swing) <- super recomendada
Dr. Steel (Hip-Hop/Electronic/Industrial)
Dresden Dolls, The (Cabaret/Acoustic) <- Super recomendada
Emilie Autumn (Electronic/Symphonic/Metal)
Extraordinary Contraptions, The (Rock/Indie)
Ez3kiel (Electronic/Experimental/Symphonic)
Fermata (Acoustic/Rock/Gypsy)
Flood of Rain (Symphonic/Acoustic/Electronic/Experimental)
Ghostfire (Rock/Indie)
Gogol Bordello (Rock/Acoustic/Gypsy)
Harlequin Jones (Acoustic/Cabaret)
Hellblinki Sextet, The (Acoustic/Rock/Cabaret/Gypsy)
Humanwine (Rock/Cabaret/Punk)
Imaginary Airship (Rock/Pop/Experimental)
In the Nursery (Symphonic/Electronic)
James Gang Experience, The (Hip-Hop/Acoustic/Tin-Pan Alley)
Jill Tracy (Cabaret/Acoustic/Symphonic)
Jim Strange with the Proud & the Damned (Rock/Acoustic)
Johnny Hollow (Rock/Electronic/Experimental/Symphonic)
Juke Baritone & The Swamp Dogs (Acoustic/Rock/Indie/Punk)
Kate Bush (Experimental/Acoustic/Electronic/Pop)
Katzenjammer Kabarett (Rock/Pop)
Lee Press-on and the Nails (Swing/Rock)
Legendary Shack Shakers, The (Rock/Punk/Americana)
Life’s Decay (Electronic/Experimental/Symphonic)
Life Towards Twilight (Electronic/Acoustic/Experimental)
Magnificent Seven, The (Cabaret/Acoustic/Rock)
Malice Mizer (Rock/Symphonic/Metal/Experimental)
Men That Will Not Be Blamed For Nothing, The (Acoustic/Punk/Experimental)
Mr. Joe Black (Cabaret/Acoustic)
Nouvelle Vague (Acoustic/Rock/Pop/Bossa Nova)
Paul Roland (Rock/Experimental/Electronic/Symphonic)
Peryls, The (Rock/Indie/Acoustic)
Rasputina (Electronic/Acoustic/Rock/Symphonic)
Real Tuesday Weld, The (Pop/Cabaret/Indie/Symphonic)
Revel Hotel (Experimental/Electronic)
Scarring Party, The (Acoustic/Rock)
Sixteen Horsepower (Rock/Americana/Punk/Acoustic)
Squirrel Nut Zippers (Dixie Jazz/Pop/Swing)
Strawfoot (Acoustic/Americana)
Sxip Shirey (Experimental)
Synthonym (Electronic/Symphonic)
Tenth Stage, The (Electronic/Rock/Symphonic)
This Way to the Egress (Cabaret/Acoustic/Indie)
Tiger Lillies (Experimental/Acoustic)
Tleilaxu Music Machine, The (Electronic/Cabaret/Experimental)
Tom Waits (Acoustic/Rock/Experimental)
Tragic Tantrum Cabaret (Cabaret/Acoustic)
Unextraordinary Gentlemen (Electronic/Symphonic/Experimental)
Unwoman (Symphonic/Electronic/Acoustic)
Vagabond Opera (Cabaret/Acoustic)
Vermillion Lies (Indie/Acoustic/Cabaret) <- muito boa também
Vernian Process (Rock/Electronic/Symphonic/Acoustic/Experimental)
Viral Millennium (Metal/Symphonic)
Voltaire (Indie/Gypsy/Pop/Acoustic/Symphonic)
Voodoo Organist (Acoustic/Rock)
Walter Sickert and the Army of Broken Toys (Experimental/Indie)
Widow’s Bane, The (Acoustic/Indie)
World Inferno Friendship Society (Swing/Rock/Pop/Indie)
Wovenhand (Acoustic/Experimental/Americana)
Não Catalogadas:
The Bonzo Dog Doo Dah Band.
The Temperance Seven.
Leon Redbone
The Penguine Cafe Orchestra.
Bellowhead.
The Inkspots.
Tiny Tim
The Singing Postman.
The Wurzles
The Pasadena Roof Orchestra.
Psalters
Cigarette Trees
Timbre
White Collar Sideshow
Zydepunks
mewithoutYou
The New Orleans Bingo Show
6.5.10
O lado fashion do gênero 2
Comentei sobre o site de moda Blind Media há poucos dias quando ele destacou a estética steampunk em uma matéria. A página agora comentou um acessório dentro do mesmo estilo que provalmente teria tornado minha experiência em assistir ao filme Alice, de Tim Burton bem mais interessante. Trecho abaixo, íntegra aqui:
Recentemente circulou na rede fotos de óculos 3D padrão RealD (o mesmo formato utilizado em filmes como Avatar e Alice) adaptados para a estética steampunk. Os acessórios são cria do designer Will Rockwell e levam materiais como couro e engrenagens e parafusos de metal. Ficaram estilosos, apesar de eu já ter visto coisas bem mais legais em termos de óculos steampunk. Mas o bacana desses é que foram montados tendo como base um óculos 3D de verdade, ou seja, dá para assistir filmes no cinema com eles. Arrisca? Fãs da estética steampunk não pensariam duas vezes. ;-)
E por falar em steampunk e matemática...
... fazendo uma conta simples você pode perceber que dá para economizar R$ 36 com esta promoção de livros da Tarja Editorial. Fica a dica.
Steampunk e a matemática
Minha amiga cibernética Giseli (com i) Ramos adora números. E o melhor é que ela sabe transformar esses entes abstratos em palavras. Em seu blog, por coincidência no dia do meu aniversário, ela já havia escrito sobre o quanto existe de matemática na arte de tocar sinos, uma lúdica aula sobre os mecanismos da permutação. Nesta última quarta-feira, ela voltou a associar a mãe de todas as ciências - e a mais pura de todas - ao tema deste blog, o que me dá a chance de voltar a citá-la por aqui. E nada melhor do que fazer isso hoje, que, como lembrou Carlos Orsi em seu blog, é o dia nacional dela, da matemática.
Desta vez, a CyberGi utilizou-se da teoria dos números para fazer o perfil de um dos elementos mais presentes e mais icônicos das histórias do punk a vapor: as engrenagens. Abaixo, seguem trechos do artigo "A base matemática dos mecanismos steampunk", no qual ela demonstra que o número de dentes, ou ranhuras, desses mecanismos não são nada aleatórios:
Desta vez, a CyberGi utilizou-se da teoria dos números para fazer o perfil de um dos elementos mais presentes e mais icônicos das histórias do punk a vapor: as engrenagens. Abaixo, seguem trechos do artigo "A base matemática dos mecanismos steampunk", no qual ela demonstra que o número de dentes, ou ranhuras, desses mecanismos não são nada aleatórios:
Sabem aquelas série de livros do tipo A ciência de Star Wars ou Watchmen e a filosofia? Adoraria ler uma série de obras assinadas pela Gi, talvez em parceria com o Orsi, associando cultura pop e matemática. Tenho certeza de que seria um material de divulgação científica de primeira.
Não sei se muitos de vocês sabem, mas por muito tempo, a base da computação era madeira, bronze, metal e latão. Peraí, como assim? Ábacos te dizem alguma coisa? =D
Antes de 1700 já tinham algumas calculadoras rudimentares feitas, à base de engrenagens metálicas. E o computador mais antigo já feito é o mecanismo de Antikythera, um impressionante mecanismo capaz de prever eclipses e órbitas planetárias, entre outras coisas.
E o que esses objetos e, digamos, as engrenagens vitorianas (tanto as reais como as das histórias ficcionais) têm em comum? As engrenagens… Você já parou para pensar em como os engenheiros calculavam os números de dentes necessários em cada roda para o melhor desempenho do sistema como um todo? Ou para que um dado mecanismo tenha a velocidade desejada?
É aí que entra a teoria dos números
5.5.10
Vai mais um brinquedo steampunk aí? 2
E o Águia 1 não parou sua produção steam com Mademoiselle Cristinne. Aqui vai outra de suas criações, em um cartaz destacando o gênero, também postado naquele fórum do site Escala 1 Sexto..
Nesta produção, ele utilizou os seguintes materiais:
Corpo e Cabeça Cy Girl 1.0 ( uma das “primeiras” a serem lançadas)
Botas Super Toys
Blusa e saia da OIJ Infirmary
Braceletes Triad
Óculos ZCGirl
Todo o resto foi customizado.
Nesta produção, ele utilizou os seguintes materiais:
Corpo e Cabeça Cy Girl 1.0 ( uma das “primeiras” a serem lançadas)
Botas Super Toys
Blusa e saia da OIJ Infirmary
Braceletes Triad
Óculos ZCGirl
Todo o resto foi customizado.
Vai mais um brinquedo steampunk aí?
Gostei tanto daqueles bonecos articulados do Sillof que postei por aqui que resolvi caçar algum brasileiro que também fizesse customização de brinquedos para dar a eles aparência baseada no steampunk. Encontrei um ótimo representante nacional em um site chamado Escala 1 Sexto. Deem uma olhada neste modelo postado em um fórum do site.
Mademoiselle Cristinne foi criada pelo usuário que se identifica como Águia 1. Ele escreveu que sua inspiração veio de filmes a que assistiu, como Brazil, de Terry Gillian: "O estilo steampunk me chamou muito a atenção. Depois de muitos filmes e animes, pesquisei sobre este estilo que sacrifica a 'funcionalidade' pelo impacto visual, e pelo que sei já é até uma 'tribo'. Decidi, então produzir uma figura neste estilo em minha coleção".
Ele apresentou ainda a lista das peças utilizadas em sua criação:
Corpo e cabeça. Pefect Body
Jaqueta Ebay
Roupa customizada
Revolver: Guerra de Secessão americana
Luvas da Bbi
Botas Triad
Polainas customizadas
Quanto à arma, que bem poderia ser o rifle Guarany, que aparece na noveleta "Cidade Phantástica", sua origem foi explicada assim: "Rifle customizado de uma peça da era napoleônica, acrescida com a junção de duas miras russas, originando uma longa. Mais alguns tubos."
Mademoiselle Cristinne foi criada pelo usuário que se identifica como Águia 1. Ele escreveu que sua inspiração veio de filmes a que assistiu, como Brazil, de Terry Gillian: "O estilo steampunk me chamou muito a atenção. Depois de muitos filmes e animes, pesquisei sobre este estilo que sacrifica a 'funcionalidade' pelo impacto visual, e pelo que sei já é até uma 'tribo'. Decidi, então produzir uma figura neste estilo em minha coleção".
Ele apresentou ainda a lista das peças utilizadas em sua criação:
Corpo e cabeça. Pefect Body
Jaqueta Ebay
Roupa customizada
Revolver: Guerra de Secessão americana
Luvas da Bbi
Botas Triad
Polainas customizadas
Quanto à arma, que bem poderia ser o rifle Guarany, que aparece na noveleta "Cidade Phantástica", sua origem foi explicada assim: "Rifle customizado de uma peça da era napoleônica, acrescida com a junção de duas miras russas, originando uma longa. Mais alguns tubos."
4.5.10
Torre de Vigia 25
Dica do editor Richard Diegues no Twitter: mais uma citação à coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário em um blog especializado em ficção científica. Desta vez, o espaço foi no Sci Fi do Brasil. Na primeira parte de um artigo sobre livros de FC nacionais, João Guedes listou a obra ao lado de uma outra coletânea, chamada Invasão. Abaixo, segue a abertura do texto e o comentário sobre o livro steamer. A íntegra, pode ser acessada por aqui.
Este é um tema sobre o qual queria escrever há muito tempo para uma platéia qualificada como a do Sci Fi do Brasil. A FC Brasileira é muito desprezada pelo mercado editorial, se na estrangeira, que vem já pré testada no mercado, já é difícil de encontrar bons títulos novos, imagine a nossa. Mas há autores de excelente qualidade surgindo e com um público editorial e leitor refratário.
Jorge Luis Calife é um dos autores mais conhecido de hard sci-fi (Trilogia Padrões de Contato), depois vem Bráulio Tavares e, recentemente, Roberto de Sousa Causo fazendo uma sci-fi mais no estilo Arthur C. Clarke e Isaac Asimov, onde a tecnologia é mais pano de fundo. Então começarei apresentando algumas coletâneas de contos Brasileiros que são de 1ª Qualidade (...)
Steampunk: Recentemente tomei conhecimento deste movimento, que traz uma idéia muito interessante: colocar as histórias no século XIX com toda a tecnologia emergente. Este movimento não se restringe à literatura, mas espalha-se para o RPG (REINOS DE FERRO) e chega mesmo a, no exterior, fazer a customização de micros para a era Vitoriana. Cheguei a ver alguns e me encantei. De fato, por que não podemos ter as coisas mais caprichadas no acabamento como naquela época? Não se trata de abandonar uma tecnologia em detrimento de outra, mas de querer algo menos asséptico e mais agradável aos olhos.
Em matéria de livros a Tarja Editorial lançou uma coletânea chamada Steampunk – Histórias de um Passado Extraordinário. Surpreendente a qualidade das histórias. Também é um livro curto, 184 pg, que dá para ler num fim de semana e deixa o “gostinho de quero mais”. Todo o fundamento científico está explicado e muito foi bebido na fonte de Julio Verne. Isto não é um demérito, mas uma referência de qualidade.
Ficha técnica:
Autor: Vários Autores – Org. Gianpaolo Celli
Páginas: 184
ISBN: 978-85-61541-14-9
Formato: 14×21cm
Ano: 2009
O lado fashion do gênero
Acabo de perceber o destaque que um blog ligado a moda e a novas mídias deu para as tendências steampunk no mundo das grifes. Publicada pelo editor do Bling Media, Mario Lima Cavalcanti, a matéria dá uma boa contextualizada no tema, chamando a atenção para que se trata de uma vertente da ficção científica, e ainda remete a outros links interessantes para quem quiser se aprofundar no assunto. Abaixo, vou transcrever o trecho final de "A estética do steampunk presente na moda" que pode ser lida integralmente por quem clicar aqui.
Chegamos na moda. A estética do steampunk já vem há um bom tempo influenciando e sendo explorada por diversos segmentos, entre eles o techie e o fashion (não só em termos de vestimentas, como também de joias e demais acessórios). A Fantasy Magazine montou um Top 10 de dispositivos steampunk, que inclui um laptop de madeira com aparência clássica, e o site Gizmodo possui uma lista de posts sobre o assunto. No caso da moda, é comum a combinação de vestimentas retrô, inspiradas na Era Vitoriana, com elementos visuais de hoje em dia, como piercings, tatuagens, correntes, tinturas capilares de cores chamativas e peças de roupas contemporâneas (jeans, padronagens de bolinhas etc.), criando um, digamos, visual punk bem antigo, podendo também beirar o terror, o andrógino e o gótico. Alguns looks steampunk podem ser vistos aqui. O Flickr possui um grupo que reúne fotos de pessoas com trajes steampunk.
Para quem gosta de estética e ambientações, tenham em mente que entre os elementos que mais se destacam no universo visual e conceitual do steampunk estão madeira, metal, força vapor, engrenagens, eletricidade, pressurizadores e mecânica. Por fim, para mais informações, vale visitar o site Steampunk-Pics.
3.5.10
O último grande aventureiro
Os posts recentes sobre o artista plástico Sillof, este e aquele, fizeram com que eu me lembrasse de qual foi a primeira vez que o citei por aqui: foi na minha gigantesca – eu assumo – resenha de Gotham by Gaslight. A citação se deu porque ele criou uma série de bonecos articulados da Liga da Justiça baseados naquele álbum ilustrado por Mike Mignola. E por sua vez, isso me recordou também de algo que deixei escrito naquela crítica, ao comentar justamente o trabalho do desenhista americano. Escrevi o seguinte, na ocasião:
Como eu não gosto de deixar pontas soltas, mesmo sabendo que ninguém ia se dar conta disso e com uns três meses de atraso, deixem-me dizer sobre o que eu me referia. Ou melhor, sobre quem: Flavio Barbosa Mavignier Colin (1930-2002), um dos maiores artistas que os quadrinhos e a publicidade brasileira, para dizer o mínimo, já conheceram. Tudo aquilo que elogiei em Mignola posso repetir em relação a esse carioca. “Esteta da arte gráfica”? Sim, sem dúvida. “Traço marcante, sólido, conciso, minimalista”? Podem apostar. “Tão minimalista que imaginar um painel seu subtraído de uma única linha é imaginar um desenho incompleto”, foi o que eu escrevi sobre o criador de Hellboy, é o que afirmo também a respeito do homem que quadrinizou a primeira série da TV brasileira, “O Vigilante Rodoviário”. “Hoje, a arte de Mignola dispensa assinatura, um leitor habitual do gênero reconhece sua composição sóbria, a estilizacão dos personagens, a arquitetura urbana bem delineada, o traço firme e sem meios tons que cria uma atmosfera entre o suspense e o horror seja lá onde ela aparecer”. Vale o mesmo para a arte de Flavio Colin.
É possível exemplificar o trabalho desse mestre com seu último quadrinho publicado e premiado em vida: Fawcett, uma graphic novel dedicada ao homem que pode ser considerado o último dos vitorianos. Roteirizada pelo então novato André Diniz – outro carioca que começou logo com editora própria, a Nona Arte, pela qual lançou aquele álbum e outros trabalhos memoráveis, como 31 de Fevereiro –, a HQ rendeu a Colin o troféu Angelo Agostini de melhor desenhista de 2001, ano anterior ao de sua morte. A história conta uma versão ficcional da última grande aventura de Percy Harrison Fawcett (1867-1925), na sua segunda exploração pela floresta Amazônica. Diniz fez um roteiro enxuto, quase tão econômico quanto a arte de seu ilustrador convidado, focado nos últimos momentos do Coronel Fawcett, imaginando o encontro dele com índios amazônicos. O trabalho lembra bastante o fumetto Martin Mystèry, não apenas pela temática arqueológica, mas também por um elemento fantástico. O roteirista inclui em sua trama um objeto mítico: a estatueta de basalto que o explorador teria ganho de presente de um conterrâneo, o escritor H. Rider Haggard (1856-1925), autor de As minas do rei Salomão. Vou citar um trecho do material de apoio presente no álbum com palavras do próprio coronel:
Quem conhece o personagem dos quadrinhos italianos pode concordar comigo na semelhança entre tal objeto, supostamente real, e a arma de raios paralisantes da ficção. André Diniz usou bem esse elemento e todo o mistério que cerca o desaparecimento de seu protagonista e com isso abriu espaço para Flavio Colin fazer o que sabia tão bem. Neste derradeiro trabalho, a estilização dele estava apuradíssima. A arte bem delineada, com poucos e precisos riscos; a técnica de sombreamento com picotes, tão característica do artista, funciona como assinatura; o cenário consegue ser exuberante e simples ao mesmo tempo, bem como os personagens, que parecem ter saído de um software de vetorização. Ou, para ser justo, os softwares de vetorização é que parecem ter sido inspirados no tipo de ilustração que esse carioca fazia décadas antes de eles terem sido desenvolvidos. Naquela que deve ter sido sua última entrevista, logo após ter ganho o troféu por Fawcett, Colin falou ao Universo HQ sobre sua carreira e comentou o estilo aprimorado em décadas de prancheta:
Por tudo isso eu identifico tanto a obra de Flavio Colin com o trabalho de Mike Mignola. E o álbum Fawcett, com suas 50 páginas, é um ótimo ponto de partida para estabelecer as comparações e conhecer, ou rever, o traço desse artista, exarcebadamente nacionalista, que dizia detestar o Batman, entre outros super-heróis importados dos EUA. Mas, contraditório, apontava entre suas maiores influências americanos como Alex Raymond (1909-1956), o criador de Flash Gordon, e Chester Gould, de Dick Tracy.Vale ainda mais por ter sido um dos últimos trabalhos lançados com a assinatura dele – que teve material publicado postumamente, obras que não conseguiu ver editadas em vida, exatamente como previu Diniz no texto citado acima –, pela proximidade da temática com o assunto deste blog e ainda por ser possível encontrá-lo para baixar gratuitamente, e com a autorização de André Diniz, na internet. Neste endereço, por exemplo. Para quem ainda não teve o prazer, é uma chance de ser apresentado a um grande quadrinista que o mundo perdeu em 2002 e que o Brasil não soube valorizar o tanto que merecia, com todas as suas idiossincrasias. Assim como o P. H. Fawcett retratado por ele, Colin foi um dos últimos grandes aventureiros, no caso, um explorador dessa selva que são os quadrinhos nacionais.
Seria fácil dizer que seu estilo é único e inimitável, mas a verdade é que desde a primeira vez que o percebi, passada aquela fase nada chamativa de Tropa Alfa, eu o comparo com um quadrinista nacional, mas isso fica para uma próxima resenha.
É possível exemplificar o trabalho desse mestre com seu último quadrinho publicado e premiado em vida: Fawcett, uma graphic novel dedicada ao homem que pode ser considerado o último dos vitorianos. Roteirizada pelo então novato André Diniz – outro carioca que começou logo com editora própria, a Nona Arte, pela qual lançou aquele álbum e outros trabalhos memoráveis, como 31 de Fevereiro –, a HQ rendeu a Colin o troféu Angelo Agostini de melhor desenhista de 2001, ano anterior ao de sua morte. A história conta uma versão ficcional da última grande aventura de Percy Harrison Fawcett (1867-1925), na sua segunda exploração pela floresta Amazônica. Diniz fez um roteiro enxuto, quase tão econômico quanto a arte de seu ilustrador convidado, focado nos últimos momentos do Coronel Fawcett, imaginando o encontro dele com índios amazônicos. O trabalho lembra bastante o fumetto Martin Mystèry, não apenas pela temática arqueológica, mas também por um elemento fantástico. O roteirista inclui em sua trama um objeto mítico: a estatueta de basalto que o explorador teria ganho de presente de um conterrâneo, o escritor H. Rider Haggard (1856-1925), autor de As minas do rei Salomão. Vou citar um trecho do material de apoio presente no álbum com palavras do próprio coronel:
Existe uma propriedade particular nessa imagem de pedra, e todos podem senti-la ao tocar a mão. Estranhamente, uma corrente elétrica atravessa o braço da gente, causando um choque tão forte que muitas pessoas a largam de imediato. Acredito sinceramente que ela veio de uma das cidade perdidas. Quando descobrir os significados existentes nela, descobrirei também o caminho para chegar no lugar de onde se originou.
Quem conhece o personagem dos quadrinhos italianos pode concordar comigo na semelhança entre tal objeto, supostamente real, e a arma de raios paralisantes da ficção. André Diniz usou bem esse elemento e todo o mistério que cerca o desaparecimento de seu protagonista e com isso abriu espaço para Flavio Colin fazer o que sabia tão bem. Neste derradeiro trabalho, a estilização dele estava apuradíssima. A arte bem delineada, com poucos e precisos riscos; a técnica de sombreamento com picotes, tão característica do artista, funciona como assinatura; o cenário consegue ser exuberante e simples ao mesmo tempo, bem como os personagens, que parecem ter saído de um software de vetorização. Ou, para ser justo, os softwares de vetorização é que parecem ter sido inspirados no tipo de ilustração que esse carioca fazia décadas antes de eles terem sido desenvolvidos. Naquela que deve ter sido sua última entrevista, logo após ter ganho o troféu por Fawcett, Colin falou ao Universo HQ sobre sua carreira e comentou o estilo aprimorado em décadas de prancheta:
Eu não rabisco muitas coisas. Uso muito contraste, mas procuro sintetizar, fazer a coisa simples. Talvez seja por isso que dizem que eu sou moderno, eu estilizo, às vezes meio caricato. Por exemplo, eu acho que se você for desenhar um bandidão, ele tem que ter no traço, na figura, alguma coisa truculenta, que o leitor olhe e diga 'Esse aí é o bandido; e não o mocinho'.No mesmo site, podemos encontrar um depoimento do roteirista André Diniz sobre aquela premiada parceria que houve entre os dois. O texto se encerra assim:
Mas a simplicidade é muito difícil, porque é muito mais fácil colocar do que tirar. Agora, eu digo o seguinte, a base tem que ter estudo, tem que ser acadêmica. Meu esboço é quase acadêmico, a estilização é feita depois. Você não pode partir direto para o cartum, e eu vejo muito disso, principalmente, em fanzines. Mas o cartunista sabe que tem que ter essa base de anatomia. Estilizar direto é muito difícil e o desenho não fica completo.
Costumo dizer, meio amargamente, que esta é a vantagem de fazer parte de um meio tão desprestigiado quanto os quadrinhos: é como se eu estreasse a minha primeira peça de teatro tendo Paulo Autran como protagonista. E, falando francamente, justo seria se Colin simplesmente não tivesse tempo para desenhar Fawcett, devido a compromissos com outras editoras brasileiras e estrangeiras.
Mas as editoras nacionais não o procuravam, pois faltava ainda um ingrediente para que suas histórias fossem vendáveis: ele estar morto. Agora, vão pipocar lançamentos com o nome de Colin.
Por tudo isso eu identifico tanto a obra de Flavio Colin com o trabalho de Mike Mignola. E o álbum Fawcett, com suas 50 páginas, é um ótimo ponto de partida para estabelecer as comparações e conhecer, ou rever, o traço desse artista, exarcebadamente nacionalista, que dizia detestar o Batman, entre outros super-heróis importados dos EUA. Mas, contraditório, apontava entre suas maiores influências americanos como Alex Raymond (1909-1956), o criador de Flash Gordon, e Chester Gould, de Dick Tracy.Vale ainda mais por ter sido um dos últimos trabalhos lançados com a assinatura dele – que teve material publicado postumamente, obras que não conseguiu ver editadas em vida, exatamente como previu Diniz no texto citado acima –, pela proximidade da temática com o assunto deste blog e ainda por ser possível encontrá-lo para baixar gratuitamente, e com a autorização de André Diniz, na internet. Neste endereço, por exemplo. Para quem ainda não teve o prazer, é uma chance de ser apresentado a um grande quadrinista que o mundo perdeu em 2002 e que o Brasil não soube valorizar o tanto que merecia, com todas as suas idiossincrasias. Assim como o P. H. Fawcett retratado por ele, Colin foi um dos últimos grandes aventureiros, no caso, um explorador dessa selva que são os quadrinhos nacionais.
2.5.10
Man of Iron: Stark movido a vapor
Ainda não fui ver o segundo filme da cinessérie Homem de Ferro, se tudo der certo, devo fazer isso só na quarta-feira. Mas para não deixar de falar do personagem do momento, vou relembrar aqui uma postagem antiga do já citado - quando comentei sobre aquela versão nipônica de Star Wars - e sempre recomendado Blog de Brinquedo. Em 2008, no post "Iron Man em versão steampunk", Dado Ellis apresentou outra das criações de um grande artista da customização de bonecos:

Uma última dica: vale muito a pena conferir outras matérias do Blog de Brinquedo com produtos de inspiração steampunk. Além de outras genialidades de Sillof - como o restante dos Victorian Avengers, ou as versões dele para a Liga Extraordinária, de Alan Moore, e para os personagens de Duna, de Frank Herbert - há muita coisa da Lego e ainda um tabuleiro de xadrez cujas peças foram feitas artesanalmente com partes recicladas de carros. Um belo passeio para o domingão pós-feriado.

Sillof faz incríveis versões Steampunk customizadas de super-heróis e personagens de filmes, como as figuras Star Wars Steampunk que já mostramos aqui no Blog de Brinquedo.Pronto, não deixei passar o hype do momento e ainda tive o prazer de rever essa maravilha esculpida por Sillof. Vejam, abaixo, mais detalhes da armadura movida a vapor do Man of Iron (basta clicar na imagem para ampliá-la):
Entre suas criações está a linha The Victorian Avengers, incluindo toques do Oeste Americano em 1800, com uma versão Steampunk muito maneira do Homem de Ferro!
A história do “Man of Iron“ segundo Sillof é: “O imperialista e barão do aço, Anthony Edward Stark, foi feito prisioneiro durante a “Mexican American War” (guerra entre o México e os Estados Unidos). Instruído a construir uma arma à vapor para seus captores, ele constrói na verdade uma armadura e escapa. A armadura tem um visual industrial com lançador de chamas e detalhes rebitados”.
Uma última dica: vale muito a pena conferir outras matérias do Blog de Brinquedo com produtos de inspiração steampunk. Além de outras genialidades de Sillof - como o restante dos Victorian Avengers, ou as versões dele para a Liga Extraordinária, de Alan Moore, e para os personagens de Duna, de Frank Herbert - há muita coisa da Lego e ainda um tabuleiro de xadrez cujas peças foram feitas artesanalmente com partes recicladas de carros. Um belo passeio para o domingão pós-feriado.
1.5.10
Destaque no Beyond Victoriana
Aquela nova postagem de Bruce Sterling sobre o Brazilian Steampunk, noticiada por aqui, repercutiu na página Beyond Victoriana, um site dedicado a oferecer "Uma perspectiva multicultural sobre o steampunk". A hostess da casa já havia sido citada neste blog, em dezembro passado, quando publiquei a nota abaixo:
E o interesse despertado no exterior pela produção steampunk nacional é mesmo intenso, mais uma vez demonstrando que existe uma ressonância crescente entre o que se faz aqui e o que é visto lá fora. Um outro exemplo prático disso, além das citações à coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário, é a entrevista que um dos fundadores do Conselho Steampunk, Bruno Accioly (que por sinal, também já falou a este blog) concedeu à coluna Beyond Victoriana, de Ay-leen, the Peacemaker, no final de novembro. Como eu estava viajando para São Paulo nesta ocasião, só pude ler agora o material, mas deixo o registro de uma conversa que vale muito a pena ser conhecida por todos os entusiastas brasileiros do steampunk.
Agora, Ay-leen voltou ao tema para comentar a nova mensagem enviada por Bruno Accioly a Mr. Sterling e relembrar a entrevista que fez com o brasileiro. Neste endereço vocês podem ler seu comentário - assim como outros sobre o mundo steam existente além do universo vitoriano - e ainda conferir a foto abaixo, uma pose de membros do Conselho Steampunk para a posteridade.
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